Patrimônio geológico e geodiversidade das minas históricas da Chapada Diamantina, no contexto da proposta do geoparque Morro do Chapéu, Bahia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ashantis, Aciel lattes
Orientador(a): Rios, Débora Correia lattes
Banca de defesa: Mansur, Katia Leite lattes, Pereira, Ricardo Galeno Fraga de Araújo lattes, Etchevarne, Carlos Alberto lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geologia (PGGEOLOGIA) 
Departamento: Instituto de Geociências
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/34764
Resumo: Diferentemente do que se pode depreender de muitos artigos e vários outros trabalhos sobre o tema, publicados nos últimos dez anos, os geoparques não são Unidades de Conservação e não se constituem apenas das formações geológicas de uma dada região, por mais excepcionais que elas sejam. Trata-se, na realidade, de um empreendimento de valorização do patrimônio geológico e da "memória da Terra" como motores de políticas territoriais de desenvolvimento sustentável. Apenas para o Estado da Bahia, o Serviço Geológico do Brasil propôs a criação de cinco geoparques — São Desidério, Cânion do Rio São Francisco, Alto Rio de Contas, Serra do Sincorá e Morro do Chapéu, sendo os três últimos na Chapada Diamantina, região Central da Bahia. Localizada na zona norte oriental da Chapada, em altitudes que chegam a 1290 metros, Morro do Chapéu ostenta uma história e conformações geológicas que fazem da região uma das mais promissoras para a criação de um geoparque nos moldes do conceito da Rede Global de Geoparques da UNESCO. Sua geologia pode ser sintetizada na Formação Tombador, constituída por rochas sedimentares que outrora formavam as dunas de um deserto Mesoproterozoico sucessivas vezes invadido pelo mar; na Formação Caboclo, com seus carbonatos silicificados e estromatólitos; e nos registros em suas rochas de processos e eventos que remontam ao Pré-Cambriano. Por cerca de 30 anos, e até recentemente, a região serviu como área-escola de sistemas deposicionais para o treinamento de gerações de profissionais e estudantes das geociências, provenientes de todas as partes do país. Acresce a isto, a singularidade de suas paisagens, a presença de pinturas rupestres e sítios arqueológicos, de vilas históricas e arquitetura ligadas à história dos garimpos de diamantes e de carbonados, e seu entrecruzamento com a Segunda Revolução Industrial na Europa e nos Estados Unidos. Sendo a Geoconservação uma ciência aplicada, este trabalho teve o objetivo de abordar os conceitos de patrimônio geológico e de elementos da geodiversidade no contexto dos geossítios propostos pela CPRM para a composição do geoparque Morro do Chapéu, na forma de roteiros integrados. Ênfase especial é dada à caracterização e iniciativas de geoconservação das minas históricas abandonadas, consoante os princípios da Carta de El Bierzo. Assim, o Roteiro dos Diamantes recebeu a mais completa caracterização e tratamento na forma do artigo Recovering the Ventura Village. Se bem explorado, esse é o roteiro que pode servir de núcleo das atividades geoturísticas, e que depois de estruturado e bem consolidado, pode servir de ponto de partida para a implementação dos outros roteiros e da constituição do próprio geoparque. No contexto da pandemia da COVID-19, o papel do geoturismo em áreas distantes dos grandes centros torna-se ainda mais relevante economicamente, por representarem destinos com menor concentração de pessoas, e por oferecerem experiências e atividades ao ar-livre. A pandemia representa, portanto, a oportunidade de se repensar a proposta da CPRM para Morro do Chapéu e região e desse modo promover os objetivos da Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável.
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Apenas para o Estado da Bahia, o Serviço Geológico do Brasil propôs a criação de cinco geoparques — São Desidério, Cânion do Rio São Francisco, Alto Rio de Contas, Serra do Sincorá e Morro do Chapéu, sendo os três últimos na Chapada Diamantina, região Central da Bahia. Localizada na zona norte oriental da Chapada, em altitudes que chegam a 1290 metros, Morro do Chapéu ostenta uma história e conformações geológicas que fazem da região uma das mais promissoras para a criação de um geoparque nos moldes do conceito da Rede Global de Geoparques da UNESCO. Sua geologia pode ser sintetizada na Formação Tombador, constituída por rochas sedimentares que outrora formavam as dunas de um deserto Mesoproterozoico sucessivas vezes invadido pelo mar; na Formação Caboclo, com seus carbonatos silicificados e estromatólitos; e nos registros em suas rochas de processos e eventos que remontam ao Pré-Cambriano. Por cerca de 30 anos, e até recentemente, a região serviu como área-escola de sistemas deposicionais para o treinamento de gerações de profissionais e estudantes das geociências, provenientes de todas as partes do país. Acresce a isto, a singularidade de suas paisagens, a presença de pinturas rupestres e sítios arqueológicos, de vilas históricas e arquitetura ligadas à história dos garimpos de diamantes e de carbonados, e seu entrecruzamento com a Segunda Revolução Industrial na Europa e nos Estados Unidos. Sendo a Geoconservação uma ciência aplicada, este trabalho teve o objetivo de abordar os conceitos de patrimônio geológico e de elementos da geodiversidade no contexto dos geossítios propostos pela CPRM para a composição do geoparque Morro do Chapéu, na forma de roteiros integrados. Ênfase especial é dada à caracterização e iniciativas de geoconservação das minas históricas abandonadas, consoante os princípios da Carta de El Bierzo. Assim, o Roteiro dos Diamantes recebeu a mais completa caracterização e tratamento na forma do artigo Recovering the Ventura Village. Se bem explorado, esse é o roteiro que pode servir de núcleo das atividades geoturísticas, e que depois de estruturado e bem consolidado, pode servir de ponto de partida para a implementação dos outros roteiros e da constituição do próprio geoparque. No contexto da pandemia da COVID-19, o papel do geoturismo em áreas distantes dos grandes centros torna-se ainda mais relevante economicamente, por representarem destinos com menor concentração de pessoas, e por oferecerem experiências e atividades ao ar-livre. A pandemia representa, portanto, a oportunidade de se repensar a proposta da CPRM para Morro do Chapéu e região e desse modo promover os objetivos da Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável.Unlike what can be inferred from a number of journal articles and other works about the topic published in the last ten years, geoparks are not protected areas, and they are not composed solely of the geological formations in a given area, however exceptional they are. They are rather projects for the appreciation of geoheritage and "the memories of the Earth" as drivers of territorial policy for sustainable development. Just for the State of Bahia, the Brazilian Geological Survey (CPRM) have proposed the creation of five geoparks — São Desidério, Cânion do Rio São Francisco, Alto Rio de Contas, Serra do Sincorá and Morro do Chapéu, the last three being in the central region known as the Chapada Diamantina. Located in the northeastern part of the Chapada Highlands, at altitudes reaching 1290 meters, Morro do Chapéu boasts a history and geological formations that make the region one of the most promising for the creation of a geopark along the lines of the UNESCO Global Geoparks Network concept. The Tombador Formation (consisting of sedimentary rocks that once formed the dunes of a Mesoproterozoic desert successively invaded by the sea), the Caboclo Formation (with its silicified limestones and stromatolites), and records on its rocks of geological processes and events dating back to pre-Cambrian. For nearly 30 years and until recently, the region served the CPRM as a depositional systems school area for training generations of geoscience professionals and students from all over the country. In addition, the uniqueness of its landscapes, the presence of cave paintings and other archaeological sites, historic villages and architecture linked to the history of diamond and carbonado mining, and their intersection with the Second Industrial Revolution in Europe and the United States. Since geoconservation is an applied science, this work aimed to address the concepts of geological heritage and geodiversity elements in the context of the geosites proposed by the CPRM for the composition of the Morro do Chapéu geopark, in the form of integrated tracks or itineraries. Special emphasis is given to the characterization and geoconservation of abandoned historic mines, following the principles of the Spanish El Bierzo Charter. Accordingly, the Diamond Track received a complete characterization and treatment in the form of the article Recovering the Ventura Village. If well explored, this is the track that can serve as the nucleus of the geotouristic activities in the area, and which, after being structured and well consolidated, can serve as a starting point for the implementation of the other tracks and its integration into a geopark. In the context of the COVID-19 pandemic, the role of geotourism in areas far from large centers becomes even more relevant for the economic recovery of these areas, as they represent destinations with a lower concentration of people, and because they offer outdoors experiences and activities. The pandemic represents, therefore, the opportunity to rethink the CPRM proposal for the implementation of the Morro do Chapéu Geopark, as it promotes the objectives of the United Nations 2030 Agenda for Sustainable Development.Submitted by Ismael Souza (ismael.souza@ufba.br) on 2022-02-10T16:38:10Z No. of bitstreams: 1 Aciel.pdf: 3418198 bytes, checksum: e9c5716ad8070360b33264dae5f1c4cc (MD5)Approved for entry into archive by Solange Rocha (soluny@gmail.com) on 2022-02-14T14:58:27Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Aciel.pdf: 3418198 bytes, checksum: e9c5716ad8070360b33264dae5f1c4cc (MD5)Made available in DSpace on 2022-02-14T14:58:27Z (GMT). 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