Desenvolvimento de métodos de diagnóstico específicos para Leishmania Infantum Chagasi : implicações na Leishmaniose Visceral e doenças associadas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Suzuki, Rodrigo Buzinaro
Orientador(a): Sperança, Márcia Aparecida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do ABC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biossistemas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=110447&midiaext=76090
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Resumo: A leishmaniose compreende um grupo de doenças zoonóticas causadas por protozoários da família Trypanosoma e do gênero Leishmania, sendo transmitida por vetores flebotomíneos. O género Leishmania compreende 30 espécies, incluindo 20 espécies capazes de causar doença em humanos, com diferentes manifestações clínicas, que vão desde lesões assintomáticas, cutânea e mucocutânea, até a forma visceral grave, que é letal se não tratada. No continente americano, a leishmaniose visceral (LV) é causada por Leishmania infantum chagasi e o Brasil concentra 90% dos casos registrados na América Latina. O diagnóstico da LV na América apresenta dificuldades devido a reações cruzadas com outras tripanossomíases endêmicas. Além disso, os sinais clínicos e as alterações hematológias da LV são encontrados em outras doenças infecciosas e em alterações malignas hematológicas. Com o intuito de buscar ferramentas e estratégias para o diagnóstico diferencial da LV, neste trabalho foram desenvolvidos métodos de isolamento e detecção molecular de L. infantum chagasi, além da busca por características demográficas específicas e avaliação do diagnóstico diferencial da LV em aspirados de medula óssea de pacientes com sintomas de doença hematológica da região de Marília-SP, no período de 2010 a 2017. O método de isolamento de L. infantum chagasi foi realizado a partir de amostras de medula óssea e sangue periférico de indivíduos sintomáticos. O diagnóstico molecular por reação em cadeia da polimerase, convencional, foi desenvolvido utilizando como alvo o gene de cópia única que codifica a enzima quitinase de L. infantum, o qual permite o diagnóstico específico e direto a partir de diferentes amostras clínicas. Os testes apresentaram elevada especificidade e mostraram sensibilidade aumentada quando comparados com métodos utilizados rotineiramente nos serviços de saúde. Os resultados da análise demográfica e do diagnóstico diferencial a partir de aspirados de medula óssea de pacientes com suspeita de doenças hematológicas indicaram que 19,4% apresentaram LV, e que a população com maior risco possui menos de 20 anos. O estudo realizado demonstra que a investigação de LV em pacientes com alterações hematológicas é fundamental não só para identificar casos de LV, mas também para tratar corretamente os casos de doenças infecciosas e hematológicas associadas.
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