Relação entre nível sérico de adiponectina, polimorfismo do gene ADIPOQ e marcadores de adiposidade em portadores de síndrome mielodisplásica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Aguiar, Ana Patrícia Nogueira
Orientador(a): Magalhães, Silvia Maria Meira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50732
Resumo: A obesidade é um fator de risco estabelecido para várias malignidades, dentre elas hematológicas. O tecido adiposo é um órgão endócrino ativo que secreta várias moléculas bioativas conhecidas por adipocinas. Sabe-se que indivíduos com Síndrome Mielodisplásica (SMD) possuem níveis de adipocinas alterados em relação à população saudável. Um dos mais abundantes hormônios peptídicos derivados do tecido adiposo é a adiponectina, uma adipocina que desempenha papel benéfico no metabolismo corporal, com função anti-inflamatória e anti-neoplásica, e que responde de forma alterada em indivíduos obesos. Apesar da contribuição genética para a suscetibilidade à obesidade ser bem aceita na literatura, nenhum estudo avaliou a prevalência de polimorfismos do gene ADIPOQ que codifica a adiponectina em pacientes com SMD. Neste contexto, o estudo teve como objetivo avaliar o perfil de adiponectina, polimorfismos do gene ADIPOQ, marcadores de adiposidade em portadores de SMD. Estudo transversal analítico. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, subtipo e prognóstico da doença, presença de comorbidades, além das variáveis antropométricas: peso, altura, índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC) e do quadril, relação cintura/quadril (RCQ), índice de adiposidade visceral (IAV), massa gorda (MG), índice de massa gorda (IMG), razão cintura/estatura (RCE) e percentual de gordura corporal (%GC). O nível sérico de adiponectina foi analisado usando o teste Elisa e os polimorfismos do gene ADIPOQ (rs1501299 e rs2241766) através de PCR quantitativa em tempo real (qPCR). Um total de 102 pacientes com SMD e 102 controles pareados por sexo e idade foram incluídos. Identificou-se inadequação nutricional, segundo os marcadores de adiposidade: CC, RCQ, RCE e IAV, estando estes mais elevados nos pacientes com SMD do que nos controles (p<0,05). Pacientes com SMD apresentaram maior prevalência de comorbidades do que os controles para Hipertensão arterial sistêmica (HAS), Diabetes mellitus (DM), cardiopatias, hepatopatias, tumor sólido e síndrome metabólica (SM) (p<0,05). Concentrações séricas mais baixas de adiponectina foram observadas nos indivíduos com SMD quando comparados aos indivíduos sem a doença (p=0,033). Segundo o IMC, pacientes com SMD e excesso de peso evidenciaram menor concentração sérica de adiponectina do que os pacientes com peso adequado (eutróficos) (p=0,022). Menor média de adiponectina também foi encontrada entre os pacientes com %GC mais elevado (p=0,019) e com maior IAV (p=0,004). Pacientes com SMD portadores de DM e SM revelaram níveis mais reduzidos dessa adipocina (p=0,004 e p=0,016, respectivamente). Além disso, pacientes com SMD com excesso de blastos (≥5%) evidenciaram mediana significativamente menor dos níveis de adiponectina (p=0,041). Com o estudo dos Polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) do gene ADIPOQ, identificamos que pacientes homozigotos polimórficos (TT) do SNP rs1501299 apresentaram aumento de chance de oito vezes de terem sobrecarga de ferro (p=0,021; OR=8,00 [95% IC=1,367 – 46,812]) do que os pacientes GT e GG. Além disso, indivíduos TT mostraram mediana de ferritina maior do que os pacientes com genótipo GT+GG (p=0,025). Pacientes TT tiveram aumento de chance de 4,5 vezes em ter IMG mais elevado (inadequado) quando comparados a soma dos pacientes com genótipo GT e GG (p=0,016; OR=4,500 [95% IC=1,326 – 15,277]). Os genótipos analisados para o polimorfismo rs2241766 para ambos os grupos não se encontraram em equilíbrio de Hardy-Weinberg (p<0,05). Conclui-se que pacientes com SMD apresentaram maior inadequação nutricional, segundo os marcadores de adiposidade e maior presença de comorbidades. Verificou-se hipoadiponectinemia nos pacientes com SMD em relação aos controles, com valores ainda mais reduzidos de adiponectina nos pacientes com excesso de gordura e excessso de blastos. Pacientes com SMD portadores do genótipo TT do SNP +276G>T do gene ADIPOQ apresentaram maior predisposição de terem depósitos de gordura corporal mais elevados, segundo IMG. A presença da variante polimórfica do SPN rs1501299 aumentou a chance do paciente com SMD ter sobrecarga de ferro, sendo necessário mais estudos para explicar essa associação.
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Sabe-se que indivíduos com Síndrome Mielodisplásica (SMD) possuem níveis de adipocinas alterados em relação à população saudável. Um dos mais abundantes hormônios peptídicos derivados do tecido adiposo é a adiponectina, uma adipocina que desempenha papel benéfico no metabolismo corporal, com função anti-inflamatória e anti-neoplásica, e que responde de forma alterada em indivíduos obesos. Apesar da contribuição genética para a suscetibilidade à obesidade ser bem aceita na literatura, nenhum estudo avaliou a prevalência de polimorfismos do gene ADIPOQ que codifica a adiponectina em pacientes com SMD. Neste contexto, o estudo teve como objetivo avaliar o perfil de adiponectina, polimorfismos do gene ADIPOQ, marcadores de adiposidade em portadores de SMD. Estudo transversal analítico. 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