Hidrólise enzimática e digestão anaeróbia do bagaço de cana-de-açúcar para aproveitamento energético.
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Orientador(a): | , |
| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
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| Programa de Pós-Graduação: |
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
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| Departamento: |
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/11287 |
Resumo: | Cerca de 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar foram processadas na safra de 2008/2009 nos canaviais das usinas brasileiras gerando aproximadamente 188 milhões de toneladas de bagaço, que em grande parte, e queimado em caldeiras e o calor gerado e aproveitado para geração de energia elétrica para atender a demanda industrial e agrícola nas usinas, porem com baixos rendimentos. Para maximizar o aproveitamento energético do bagaço a presente pesquisa objetivou avaliar a hidrolise enzimática e a digestão anaerobia do bagaço de cana, com enfase na analise da viabilidade técnica do potencial de produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Para isto, foram operados três reatores de hidrolise enzimática (RHI, RH2 e RH3) e três reatores (Ri, R2 e R3) para digestão anaerobia do material hidrolisado. Para os experimentos foram utilizados bagaços explodidos (termicamente tratado). Os reatores de hidrolise enzimática foram operados em condições distintas: o reator RHI (sem aplicação de enzimas), o reator RH2 (com aplicação de enzimas simultânea a alimentação) e o reator RH3 (com pre-tratamento enzimático sob condição termofílica). Os materiais hidrolisados e lixiviados foram digeridos em reatores UASB. O reator RH3 apresentou melhor eficiência de hidrolise do bagaço explodido com , enquanto, os reatores RHI e RH2 apresentaram eficiências de hidrolise menores. Analisando a eficiência da digestão anaerobia dos hidrolisados, os reatores UASB todos os três reatores pesquisados exibiram uma alta eficiência de conversão com medias na faixa de 70 a 90 %. . Levando em consideração, toda a produção de cana no Brasil e a energia química contida nesse bagaço, observamos que o potencial de produção de energia elétrica a partir da hidrolise e digestão anaerobia do bagaço no sistema RH3-R3 foi de 50 TWh/ano, equivalente a aproximadamente 12% do consumo de energia elétrica do Brasil. Para o sistema RH2-R2 o potencial de geração de energia elétrica foi de 46 TWh/ano e para o sistema Rm-Ri foi de 26 TWh/ano equivalente a 11 e 6 %, respectivamente, do consumo de energia elétrica do Brasil. Com a presente pesquisa conclui-se que e tecnicamente viável a produção de energia elétrica a partir do metano produzido em sistemas constituídos de reatores de hidrolise enzimática seguido de reator UASB. |
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HAANDEL, Adrianus Cornelius Van.HAANDEL, A. C. V.http://lattes.cnpq.br/4982723988716062CAVALCANTI, Paula Frassinetti Feitosa.CAVALCANTI, P. F. F.http://lattes.cnpq.br/1498079876820546OLIVEIRA, Rui de.LEITE, Valderi Duarte.FERREIRA, J. C. C.http://lattes.cnpq.br/3864581478196996FERREIRA, José Cirlânio da Cruz.Cerca de 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar foram processadas na safra de 2008/2009 nos canaviais das usinas brasileiras gerando aproximadamente 188 milhões de toneladas de bagaço, que em grande parte, e queimado em caldeiras e o calor gerado e aproveitado para geração de energia elétrica para atender a demanda industrial e agrícola nas usinas, porem com baixos rendimentos. Para maximizar o aproveitamento energético do bagaço a presente pesquisa objetivou avaliar a hidrolise enzimática e a digestão anaerobia do bagaço de cana, com enfase na analise da viabilidade técnica do potencial de produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Para isto, foram operados três reatores de hidrolise enzimática (RHI, RH2 e RH3) e três reatores (Ri, R2 e R3) para digestão anaerobia do material hidrolisado. Para os experimentos foram utilizados bagaços explodidos (termicamente tratado). Os reatores de hidrolise enzimática foram operados em condições distintas: o reator RHI (sem aplicação de enzimas), o reator RH2 (com aplicação de enzimas simultânea a alimentação) e o reator RH3 (com pre-tratamento enzimático sob condição termofílica). Os materiais hidrolisados e lixiviados foram digeridos em reatores UASB. O reator RH3 apresentou melhor eficiência de hidrolise do bagaço explodido com , enquanto, os reatores RHI e RH2 apresentaram eficiências de hidrolise menores. Analisando a eficiência da digestão anaerobia dos hidrolisados, os reatores UASB todos os três reatores pesquisados exibiram uma alta eficiência de conversão com medias na faixa de 70 a 90 %. . Levando em consideração, toda a produção de cana no Brasil e a energia química contida nesse bagaço, observamos que o potencial de produção de energia elétrica a partir da hidrolise e digestão anaerobia do bagaço no sistema RH3-R3 foi de 50 TWh/ano, equivalente a aproximadamente 12% do consumo de energia elétrica do Brasil. Para o sistema RH2-R2 o potencial de geração de energia elétrica foi de 46 TWh/ano e para o sistema Rm-Ri foi de 26 TWh/ano equivalente a 11 e 6 %, respectivamente, do consumo de energia elétrica do Brasil. Com a presente pesquisa conclui-se que e tecnicamente viável a produção de energia elétrica a partir do metano produzido em sistemas constituídos de reatores de hidrolise enzimática seguido de reator UASB.About 570 million tons of cane sugar were processed in the 2008/2009 harvest in the sugar plantations of the Brazilian sugar mills generated approximately 188 million tons of bagasse. It is mostly burnt in boilers to use the heat for electrical energy generation, to supply the industrial and agricultural power demands in the mills. However, this operation has a low yield. Aiming to maximize the energetic output from the bagasse, this research evaluated the enzymatic hydrolyses and anaerobic digestion of sugarcane bagasse, stressing the technical viability analysis of the power production potential from this raw material. Three enzymatic hydrolysis reactors (RHI, RH2 and RH3) and three UASB reactors (Ri, R2 and R3) for hydrolysed bagasse anaerobic digestion were operated. The raw material for all the treatments were vapor exploded bagasse (thermally treated material). The enzymatic hydrolysis reactors were distinctly operated: RHI reactor (without enzymes), RH2 (simultaneously feeding and enzyme application) and RH3 (exploded bagasse with pre-enzyme treated under thermophilic condition). The hydrolysed and lixiviated materials were digested in anaerobic reactors. Reactor RH3 presented the best efficiency for the exploded bagasse hydrolysis, while reactors RHI and RH2 presented smaller r, hydrolysis efficiency. Analysing the anaerobic digestion efficiency of the hydrolysed materials, the reactors UASB all three investigated reactors presented high digestibility efficiency with values ranging form 70 to 90 %. Considering all the Brazilian sugarcane production and the chemical energy within throughout bagasse generated, the potential power generation from hydrolysis and anaerobic digestion of the bagasse in the RH3-R3 system would be of 50 Twh/year, almost 12% of the Brazilian electrical energy demand. For the RH2-R2 system, the potential electrical energy generation would be of 46TWh/year, and for RHI-RI system, 26TWh/year, which represent 11% and 6% of Brazilian electrical energy demand. Thus, with this research, it can be concluded that it is technically viable the electrical energy production from the methane which was generated in the built systems with enzymatic hydrolysis reactors followed by UASB reactors.Submitted by Deyse Queiroz (deysequeirozz@hotmail.com) on 2020-01-28T12:31:25Z No. of bitstreams: 1 JOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdf: 9112893 bytes, checksum: 0abf70edc9f3375c58c362694f2b5291 (MD5)Made available in DSpace on 2020-01-28T12:31:25Z (GMT). No. of bitstreams: 1 JOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdf: 9112893 bytes, checksum: 0abf70edc9f3375c58c362694f2b5291 (MD5) Previous issue date: 2011-02Universidade Federal de Campina GrandePÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTALUFCGBrasilCentro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRNHidrólise enzimática e digestão anaeróbia do bagaço de cana-de-açúcar para aproveitamento energético.Enzymatic hydrolysis and anaerobic digestion of sugarcane bagasse for energy use.2011-022020-01-28T12:31:25Z2020-01-282020-01-28T12:31:25Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/11287FERREIRA, José Cirlânio da Cruz. Hidrólise enzimática e digestão anaeróbia do bagaço de cana-de-açúcar para aproveitamento energético. 2011. 94f. (Dissertação de Mestrado em Engenharia Civil e Ambiental), Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental, Universidade Federal de Campina Grande - Paraíba - Brasil, 2011. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/11287info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisDigestão AnaeróbiaTratamento de Esgoto IndustrialBagaço de Cana de AçúcarReatores UASBEnergia ElétricaHidrólise EnzimáticaAnaerobic DigestionIndustrial Sewage TreatmentSugarcane BagasseUASB ReactorsElectricityEnzymatic Hydrolysisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTJOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdf.txtJOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdf.txttext/plain165028https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/11287/4/JOSE+CIRL%C3%82NIO+DA+CRUZ+FERREIRA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PPGECA+2011.pdf.txt5bca60d7707d4130ddf1be9d9186ad2bMD54ORIGINALJOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdfJOSE CIRLÂNIO DA CRUZ FERREIRA - DISSERTAÇÃO PPGECA 2011.pdfapplication/pdf9225202https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/11287/3/JOSE+CIRL%C3%82NIO+DA+CRUZ+FERREIRA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PPGECA+2011.pdf96720347cc2a95de33c89b3704192c64MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/11287/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52riufcg/112872025-07-24 05:07:53.925oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/11287Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-07-24T08:07:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Cerca de 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar foram processadas na safra de 2008/2009 nos canaviais das usinas brasileiras gerando aproximadamente 188 milhões de toneladas de bagaço, que em grande parte, e queimado em caldeiras e o calor gerado e aproveitado para geração de energia elétrica para atender a demanda industrial e agrícola nas usinas, porem com baixos rendimentos. Para maximizar o aproveitamento energético do bagaço a presente pesquisa objetivou avaliar a hidrolise enzimática e a digestão anaerobia do bagaço de cana, com enfase na analise da viabilidade técnica do potencial de produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana. Para isto, foram operados três reatores de hidrolise enzimática (RHI, RH2 e RH3) e três reatores (Ri, R2 e R3) para digestão anaerobia do material hidrolisado. Para os experimentos foram utilizados bagaços explodidos (termicamente tratado). Os reatores de hidrolise enzimática foram operados em condições distintas: o reator RHI (sem aplicação de enzimas), o reator RH2 (com aplicação de enzimas simultânea a alimentação) e o reator RH3 (com pre-tratamento enzimático sob condição termofílica). Os materiais hidrolisados e lixiviados foram digeridos em reatores UASB. O reator RH3 apresentou melhor eficiência de hidrolise do bagaço explodido com , enquanto, os reatores RHI e RH2 apresentaram eficiências de hidrolise menores. Analisando a eficiência da digestão anaerobia dos hidrolisados, os reatores UASB todos os três reatores pesquisados exibiram uma alta eficiência de conversão com medias na faixa de 70 a 90 %. . Levando em consideração, toda a produção de cana no Brasil e a energia química contida nesse bagaço, observamos que o potencial de produção de energia elétrica a partir da hidrolise e digestão anaerobia do bagaço no sistema RH3-R3 foi de 50 TWh/ano, equivalente a aproximadamente 12% do consumo de energia elétrica do Brasil. Para o sistema RH2-R2 o potencial de geração de energia elétrica foi de 46 TWh/ano e para o sistema Rm-Ri foi de 26 TWh/ano equivalente a 11 e 6 %, respectivamente, do consumo de energia elétrica do Brasil. Com a presente pesquisa conclui-se que e tecnicamente viável a produção de energia elétrica a partir do metano produzido em sistemas constituídos de reatores de hidrolise enzimática seguido de reator UASB. |
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