Com um te botaram com dois eu te tiro! Um estudo sobre as benzedeiras e dos benzedeiros moradores das comunidades quilombolas de Igreja Nova – Alagoas.
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio de Janeiro
|
| Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EICOS
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44358 |
Resumo: | As identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas moradora(e)s das comunidades Palmeira dos Negros, Sapé e Tabuleiro dos Negros, localizadas no município de Igreja Nova no estado de Alagoas, são formadas a partir dos contextos das necessidades diárias de quem os procura para os serviços de benzimento e rezas de proteção no enfrentamento das lidas diárias. Como referências sociais de seus grupos participam ativamente da vida comunal prestando ajuda a quem busca seus saberes e fazeres tradicionais. As benzedeiras e os benzedeiros cuidam de males físicos e espirituais intermediando os dois planos, para o quê invocam santos católicos, entidades da umbanda e orixás do candomblé, além de contarem com a proteção solicitada aos seus parentes mortos. Os cosmos religiosos domésticos são formados a partir de concepções autônomas e particulares que formam suas religiosidades sem problemas em misturar as várias religiões em um só ambiente. Os altares domésticos representam este cosmo religioso e peculiar onde as várias representações convivem pacificamente, lado a lado. Os cuidados que dispensam às pessoas que a(o)s procuram, cuidam de doenças ainda não tratadas ou tratadas de formas diferentes pela medicina dogmatizada. Os saberes e fazeres tradicionais das benzedeiras e dos benzedeiros são repassados intergeracionalmente pela oralidade a todas ou todos aquela(e)s que se dispõem a aprender e se tornarem benzedeira ou benzedeiro, mas, não basta somente aprender as rezas, é preciso ter o “dom” da cura. A cultura da benzeção em comunidades quilombolas, como pano de fundo desta pesquisa, incorpora elementos da interculturalidade negra, indígena e européia, em contextos sociais e segundo trajetórias históricas específicas. Na luta por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento as benzedeiras e os benzedeiros quilombolas, como referências sociais das suas comunidades, contribuiem para a formação das identidades culturais coletivas do grupo social quilombola. Esta pesquisa se propôs a estudar os processos de formação das identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas a partir das teorias de autores pós-colonias, decoliniais, de instâncias interparadigmáticas dos estudos culturais e da diáspora, de forma a interpretar as múltiplas inserções de pertencimento cultural marcadas pela dimensão étnica racial como quilombola e as identidades religiosas sincréticas como benzedeiras e benzedeiros. A questão que a pesquisa se propôs a responder é: como se desenvolvem os processos de constituição das identidades culturais das benzedeiras e dos benzedeiros moradoras de comunidades quilombolas selecionadas para o estudo em contextos de processos de certificação e titulação dos seus territórios? A metodologia da pesquisa utilizou entrevistas presenciais orientadas por roteiros etnográficos compostos por temas, sobre à cultura da benzeção em comunidades quilombolas, considerados como variáveis emersas das observações participantes. As entrevistas não-diretivas e geraram anotações diárias, e a elaboração de diários. A redação final do texto da pesquisa em estilo narrativo contém as visões da(o)s participantes, além das minhas, tendo como resultado um texto fluído. As fronteiras produzidas pelas relações de pertencimento a cada grupo identitário das benzedeiras e benzedeiros quilombolas são circunscrições imaginárias, que representam as múltiplas inserções dos indivíduos em círculos de pertença. Estas fronteiras são fluídas e as identidades culturais produções políticas do calor das lutas por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento, e estão em constante movimento e construção. |
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CAVAS, Claudio São Thiago.CAVAS, C. S. T.http://lattes.cnpq.br/0695206440793515COSTA, Samira Lima da.https://orcid.org/0000-0003-4891-0436http://lattes.cnpq.br/1253895144833105PARDO, Catalina Revollo.PARDO, C. R.http://lattes.cnpq.br/1976265962317059SILVA, Sergio Luiz.SILVA, S. L.JARDIM, Gabriel de Sena.JARDIM, G. S.http://lattes.cnpq.br/7188000988245703MENDES, D. S.MENDES, Dulce Santoro.As identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas moradora(e)s das comunidades Palmeira dos Negros, Sapé e Tabuleiro dos Negros, localizadas no município de Igreja Nova no estado de Alagoas, são formadas a partir dos contextos das necessidades diárias de quem os procura para os serviços de benzimento e rezas de proteção no enfrentamento das lidas diárias. Como referências sociais de seus grupos participam ativamente da vida comunal prestando ajuda a quem busca seus saberes e fazeres tradicionais. As benzedeiras e os benzedeiros cuidam de males físicos e espirituais intermediando os dois planos, para o quê invocam santos católicos, entidades da umbanda e orixás do candomblé, além de contarem com a proteção solicitada aos seus parentes mortos. Os cosmos religiosos domésticos são formados a partir de concepções autônomas e particulares que formam suas religiosidades sem problemas em misturar as várias religiões em um só ambiente. Os altares domésticos representam este cosmo religioso e peculiar onde as várias representações convivem pacificamente, lado a lado. Os cuidados que dispensam às pessoas que a(o)s procuram, cuidam de doenças ainda não tratadas ou tratadas de formas diferentes pela medicina dogmatizada. Os saberes e fazeres tradicionais das benzedeiras e dos benzedeiros são repassados intergeracionalmente pela oralidade a todas ou todos aquela(e)s que se dispõem a aprender e se tornarem benzedeira ou benzedeiro, mas, não basta somente aprender as rezas, é preciso ter o “dom” da cura. A cultura da benzeção em comunidades quilombolas, como pano de fundo desta pesquisa, incorpora elementos da interculturalidade negra, indígena e européia, em contextos sociais e segundo trajetórias históricas específicas. Na luta por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento as benzedeiras e os benzedeiros quilombolas, como referências sociais das suas comunidades, contribuiem para a formação das identidades culturais coletivas do grupo social quilombola. Esta pesquisa se propôs a estudar os processos de formação das identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas a partir das teorias de autores pós-colonias, decoliniais, de instâncias interparadigmáticas dos estudos culturais e da diáspora, de forma a interpretar as múltiplas inserções de pertencimento cultural marcadas pela dimensão étnica racial como quilombola e as identidades religiosas sincréticas como benzedeiras e benzedeiros. A questão que a pesquisa se propôs a responder é: como se desenvolvem os processos de constituição das identidades culturais das benzedeiras e dos benzedeiros moradoras de comunidades quilombolas selecionadas para o estudo em contextos de processos de certificação e titulação dos seus territórios? A metodologia da pesquisa utilizou entrevistas presenciais orientadas por roteiros etnográficos compostos por temas, sobre à cultura da benzeção em comunidades quilombolas, considerados como variáveis emersas das observações participantes. As entrevistas não-diretivas e geraram anotações diárias, e a elaboração de diários. A redação final do texto da pesquisa em estilo narrativo contém as visões da(o)s participantes, além das minhas, tendo como resultado um texto fluído. As fronteiras produzidas pelas relações de pertencimento a cada grupo identitário das benzedeiras e benzedeiros quilombolas são circunscrições imaginárias, que representam as múltiplas inserções dos indivíduos em círculos de pertença. Estas fronteiras são fluídas e as identidades culturais produções políticas do calor das lutas por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento, e estão em constante movimento e construção.The cultural identities of the benzedeiras and benzedeiros quilombolas living in the Palmeira dos Negros, Sapé and Tabuleiro dos Negros communities, located in the municipality of Igreja Nova in the state of Alagoas, are formed from the contexts of the daily needs of those who seek them for the services of blessing and prayers of protection in coping with daily readings. As social references of their groups they participate actively in communal life giving help to those who seek their traditional knowledge and practices. The benzedeiras and the benzedeiros take care of physical and spiritual ills mediating the two plans, for which they invoke Catholic saints, umbanda entities and candixel orixás, besides having the protection requested to their dead relatives. The domestic religious cosmos are formed from autonomous and particular conceptions that form their religiosities without problems in mixing the various religions in a single environment. The domestic altars represent this religious and peculiar cosmos where the various representations coexist peacefully side by side. The care they give to the people who seek them take care of diseases not yet treated or treated in different ways by dogmatized medicine. The traditional knowledge and practices of the benzedeiras and the benzedeiros are intergenerationally passed on by orality to all or all those who are willing to learn and become a benzedeira or benzedeiro, but it is not enough to learn the prayers only, it is necessary to have the " gift "of healing. The culture of blessing in quilombola communities, as a background for this research, incorporates elements of black, indigenous and European interculturality, in social contexts and according to specific historical trajectories. In the struggle for legal recognition and self-recognition, the benzoyers and the quilombola benzedeiros, as social references of their communities, contribute to the formation of the collective cultural of the quilombola social group. This research aims to study the processes of formation of the cultural identities of the benzedeiras and quilombolas benzedeiros from the theories of postcolonial authors, decolinial, interparadigmatic instances of cultural studies and diaspora, in order to interpret the multiple insertions of cultural belonging marked by the racial ethnic dimension as quilombola and the syncretic religious identities like benzedeiras and benzedeiros. The question that the research set out to answer is: how are the processes of constitution of the cultural identities of the benzedeiras and the dwellers of quilombola communities selected for the study in contexts of processes of certification and titling of their territories developed? The research methodology used face - to - face interviews guided by ethnographic scripts composed of themes on the culture of blessing in quilombola communities, considered as variables emanating from the participant observations. Non-directive interviews and generated daily annotations, and the preparation of journals. The final wording of the research text in narrative style contains the views of the participants, as well as mine, resulting in a flowing text. The boundaries produced by the relations of belonging to each identity group of the benzedeiras and benzedeiros quilombolas are imaginary circumscriptions, which represent the multiple insertions of the individuals in circles of belonging. These borders are fluid cultural identities and political productions of the heat of struggles for legal recognition and self-recognition, and are in constant movement and construction.Submitted by Marcio Silva (mahbibliotecacdsa@gmail.com) on 2025-11-24T16:22:13Z No. of bitstreams: 1 DULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdf: 3694801 bytes, checksum: 62b090670c5bc62987ea8c2603037e01 (MD5)Made available in DSpace on 2025-11-24T16:22:13Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdf: 3694801 bytes, checksum: 62b090670c5bc62987ea8c2603037e01 (MD5) Previous issue date: 2017Universidade Federal do Rio de JaneiroPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EICOSUFRJBrasilPsicologia.Mulheres quilombolas benzedeirasBenzedeiras quilombolasTese - Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - UFRJEICOS - UFRJ - teseUniversidade Federal do Rio de Janeiro - TeseSaberes ancestrais quilombolasRezadeiras quilombolasMulheres rezadeirasBenzedeiros quilombolasHomens benzedeirosQuilombo Sapé - Igreja Nova - ALQuilombo Palmeira dos Negros - Igreja Nova - ALIgreja Nova - AL - comunidades quilombolasComunidades quilombolas de Igreja Nova - ALIdentidades culturais quilombolasPráticas de cura - benzedeirasCultura da benzeçãoEstudos decoloniaisEtnografiaPesquisa etnográficaMulheres quilombolas - tese sobreQuilombola Women HealersQuilombola HealersThesis - Postgraduate Program in Psychosociology of Communities and Social Ecology - UFRJEICOS - UFRJ - thesisFederal University of Rio de Janeiro - ThesisAncestral Quilombola KnowledgeQuilombola Prayer WomenWomen Prayer WomenQuilombola HealersMen HealersIgreja Nova - AL - Quilombola CommunitiesQuilombola Communities of Igreja Nova - ALQuilombola Cultural IdentitiesHealing Practices - HealersCulture of HealingDecolonial StudiesEthnographyEthnographic ResearchQuilombola Women - Thesis onCom um te botaram com dois eu te tiro! Um estudo sobre as benzedeiras e dos benzedeiros moradores das comunidades quilombolas de Igreja Nova – Alagoas.With one they put you, with two I'll take you out! A study on the healers and folk healers living in the quilombola communities of Igreja Nova – Alagoas.20172025-11-24T16:22:13Z2025-11-242025-11-24T16:22:13Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44358MENDES, Dulce Santoro. Com um te botaram com dois eu te tiro! Um estudo sobre as benzedeiras e dos benzedeiros moradores das comunidades quilombolas de Igreja Nova – Alagoas. 2017. 313f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ - Brasil, 2017.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTDULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdf.txtDULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdf.txttext/plain821822https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44358/3/DULCE+SANTORO+MENDES+-+TESE+PSICOSSOCIOLOGIA+SUDESTE+7+UFRJ+2017.pdf.txt8a5de4d6e971213a011833b0fdbe6f63MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44358/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALDULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdfDULCE SANTORO MENDES - TESE PSICOSSOCIOLOGIA SUDESTE 7 UFRJ 2017.pdfapplication/pdf3694801https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44358/1/DULCE+SANTORO+MENDES+-+TESE+PSICOSSOCIOLOGIA+SUDESTE+7+UFRJ+2017.pdf62b090670c5bc62987ea8c2603037e01MD51riufcg/443582025-11-25 03:00:43.82oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44358Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-25T06:00:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Mulheres quilombolas benzedeiras Benzedeiras quilombolas Tese - Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - UFRJ EICOS - UFRJ - tese Universidade Federal do Rio de Janeiro - Tese Saberes ancestrais quilombolas Rezadeiras quilombolas Mulheres rezadeiras Benzedeiros quilombolas Homens benzedeiros Quilombo Sapé - Igreja Nova - AL Quilombo Palmeira dos Negros - Igreja Nova - AL Igreja Nova - AL - comunidades quilombolas Comunidades quilombolas de Igreja Nova - AL Identidades culturais quilombolas Práticas de cura - benzedeiras Cultura da benzeção Estudos decoloniais Etnografia Pesquisa etnográfica Mulheres quilombolas - tese sobre Quilombola Women Healers Quilombola Healers Thesis - Postgraduate Program in Psychosociology of Communities and Social Ecology - UFRJ EICOS - UFRJ - thesis Federal University of Rio de Janeiro - Thesis Ancestral Quilombola Knowledge Quilombola Prayer Women Women Prayer Women Quilombola Healers Men Healers Igreja Nova - AL - Quilombola Communities Quilombola Communities of Igreja Nova - AL Quilombola Cultural Identities Healing Practices - Healers Culture of Healing Decolonial Studies Ethnography Ethnographic Research Quilombola Women - Thesis on |
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As identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas moradora(e)s das comunidades Palmeira dos Negros, Sapé e Tabuleiro dos Negros, localizadas no município de Igreja Nova no estado de Alagoas, são formadas a partir dos contextos das necessidades diárias de quem os procura para os serviços de benzimento e rezas de proteção no enfrentamento das lidas diárias. Como referências sociais de seus grupos participam ativamente da vida comunal prestando ajuda a quem busca seus saberes e fazeres tradicionais. As benzedeiras e os benzedeiros cuidam de males físicos e espirituais intermediando os dois planos, para o quê invocam santos católicos, entidades da umbanda e orixás do candomblé, além de contarem com a proteção solicitada aos seus parentes mortos. Os cosmos religiosos domésticos são formados a partir de concepções autônomas e particulares que formam suas religiosidades sem problemas em misturar as várias religiões em um só ambiente. Os altares domésticos representam este cosmo religioso e peculiar onde as várias representações convivem pacificamente, lado a lado. Os cuidados que dispensam às pessoas que a(o)s procuram, cuidam de doenças ainda não tratadas ou tratadas de formas diferentes pela medicina dogmatizada. Os saberes e fazeres tradicionais das benzedeiras e dos benzedeiros são repassados intergeracionalmente pela oralidade a todas ou todos aquela(e)s que se dispõem a aprender e se tornarem benzedeira ou benzedeiro, mas, não basta somente aprender as rezas, é preciso ter o “dom” da cura. A cultura da benzeção em comunidades quilombolas, como pano de fundo desta pesquisa, incorpora elementos da interculturalidade negra, indígena e européia, em contextos sociais e segundo trajetórias históricas específicas. Na luta por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento as benzedeiras e os benzedeiros quilombolas, como referências sociais das suas comunidades, contribuiem para a formação das identidades culturais coletivas do grupo social quilombola. Esta pesquisa se propôs a estudar os processos de formação das identidades culturais das benzedeiras e benzedeiros quilombolas a partir das teorias de autores pós-colonias, decoliniais, de instâncias interparadigmáticas dos estudos culturais e da diáspora, de forma a interpretar as múltiplas inserções de pertencimento cultural marcadas pela dimensão étnica racial como quilombola e as identidades religiosas sincréticas como benzedeiras e benzedeiros. A questão que a pesquisa se propôs a responder é: como se desenvolvem os processos de constituição das identidades culturais das benzedeiras e dos benzedeiros moradoras de comunidades quilombolas selecionadas para o estudo em contextos de processos de certificação e titulação dos seus territórios? A metodologia da pesquisa utilizou entrevistas presenciais orientadas por roteiros etnográficos compostos por temas, sobre à cultura da benzeção em comunidades quilombolas, considerados como variáveis emersas das observações participantes. As entrevistas não-diretivas e geraram anotações diárias, e a elaboração de diários. A redação final do texto da pesquisa em estilo narrativo contém as visões da(o)s participantes, além das minhas, tendo como resultado um texto fluído. As fronteiras produzidas pelas relações de pertencimento a cada grupo identitário das benzedeiras e benzedeiros quilombolas são circunscrições imaginárias, que representam as múltiplas inserções dos indivíduos em círculos de pertença. Estas fronteiras são fluídas e as identidades culturais produções políticas do calor das lutas por reconhecimento jurídico e autorreconhecimento, e estão em constante movimento e construção. |
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MENDES, Dulce Santoro. Com um te botaram com dois eu te tiro! Um estudo sobre as benzedeiras e dos benzedeiros moradores das comunidades quilombolas de Igreja Nova – Alagoas. 2017. 313f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ - Brasil, 2017. |
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