Enfrentamento à violência contra a mulher: trabalhadoras e trabalhadores da saúde entre dramatização e banalização do mal
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Espírito Santo
BR Doutorado em Saúde Coletiva Centro de Ciências da Saúde UFES Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufes.br/handle/10/12589 |
Resumo: | Violence against women is comprehended as a social phenomenon perpetuated by discursive structures. Understanding this issue, characterized as a public health problem, underscores the relevance of healthcare workers in addressing this social fact. The general objective is to understand processes favoring the banalization of evil, involving healthcare workers within the scope of a Basic Health Unit, regarding health intervention related to violence against women. This qualitative research is structured with a conceptual trajectory that incorporates the concept of banalization of evil, developed by Christophe Dejours from Hannah Arendt's banality of evil, and the gender concept by Judith Butler. Data were collected from healthcare workers in demanding higher education roles. This production primarily occurred through semi-structured interviews, analyzed through Similarity Analysis and Sense Nuclei Analysis. The research territory was a Basic Health Unit with a Family Health Strategy team. The analysis reveals that healthcare workers, when confronting violence against women, navigate between the banalization and dramatization of evil; the banalization of evil consolidates as an appropriate theory for analyzing healthcare workers' collective adherence to behaviors that foster evil; violence against women operates metaphorically in an osmotic movement between the health territory and UBS; neoliberal rationality brings significant implications in addressing violence against women. The conclusion emphasizes the relevance of Family Health Strategy teams and the Unified Health System as protagonists in the dramatization of evil, capable of enabling a satisfactory confrontation of violence against women. |
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Enfrentamento à violência contra a mulher: trabalhadoras e trabalhadores da saúde entre dramatização e banalização do malChavesViolência contra a mulherGêneroServiço de SaúdeAtenção Primária à SaúdeSaúde ColetivaViolence against women is comprehended as a social phenomenon perpetuated by discursive structures. Understanding this issue, characterized as a public health problem, underscores the relevance of healthcare workers in addressing this social fact. The general objective is to understand processes favoring the banalization of evil, involving healthcare workers within the scope of a Basic Health Unit, regarding health intervention related to violence against women. This qualitative research is structured with a conceptual trajectory that incorporates the concept of banalization of evil, developed by Christophe Dejours from Hannah Arendt's banality of evil, and the gender concept by Judith Butler. Data were collected from healthcare workers in demanding higher education roles. This production primarily occurred through semi-structured interviews, analyzed through Similarity Analysis and Sense Nuclei Analysis. The research territory was a Basic Health Unit with a Family Health Strategy team. The analysis reveals that healthcare workers, when confronting violence against women, navigate between the banalization and dramatization of evil; the banalization of evil consolidates as an appropriate theory for analyzing healthcare workers' collective adherence to behaviors that foster evil; violence against women operates metaphorically in an osmotic movement between the health territory and UBS; neoliberal rationality brings significant implications in addressing violence against women. The conclusion emphasizes the relevance of Family Health Strategy teams and the Unified Health System as protagonists in the dramatization of evil, capable of enabling a satisfactory confrontation of violence against women.A violência contra a mulher é compreendida como um fenômeno social em que estruturas discursivas favorecem a sua perpetuação. Entender esse problema, a partir de sua caracterização como problema de saúde pública, indica a relevância de trabalhadoras e trabalhadores da saúde no enfrentamento desse fato social. Objetivo geral: compreender processos que favorecem a banalização do mal, os quais envolvem trabalhadoras e trabalhadores de saúde no âmbito de uma Unidade Básica de Saúde, no que se refere à intervenção em saúde relacionada à violência contra a mulher. Para essa compreensão, a presente pesquisa foi estruturada com abordagem qualitativa, mediante trajetória conceitual composta pelo conceito de banalização do mal, desenvolvido por Christophe Dejours a partir do conceito de banalidade do mal apresentada por Hannah Arendt, e conceito de gênero a partir de Judith Butler. Os dados foram produzidos com trabalhadoras e trabalhadores da saúde atuantes em funções exigentes de ensino superior. Essa produção ocorreu principalmente mediante entrevista semiestruturadas, sendo analisadas a partir da Análise de Similitude e da Análise de Núcleo de Sentidos. O território de pesquisa foi uma Unidade Básica de Saúde com equipe de Estratégia Saúde da Família. A análise permitiu compreender que as trabalhadoras e trabalhadores, diante do enfrentamento a violência contra a mulher, estão entre banalização e dramatização do mal; a banalização do mal se consolida como apropriada teoria para análises sobre trabalhadoras e trabalhadores da saúde acerca da adesão coletiva a condutas que favorecem o mal; a violência contra a mulher funciona entre território de saúde e UBS como metaforicamente em movimento osmótico; a racionalidade neoliberal traz significantes implicações no enfrentamento à violência contra a mulher. Conduziu a conclusão pela relevância das equipes Estratégia Saúde da Família e do Sistema Único de Saúde como protagonistas para com a dramatização do mal, possível de viabilizar satisfatório enfrentamento à violência contra a mulher.Universidade Federal do Espírito SantoBRDoutorado em Saúde ColetivaCentro de Ciências da SaúdeUFESPrograma de Pós-Graduação em Saúde ColetivaAndrade, Maria Angelica Carvalhohttps://orcid.org/0000000236906416http://lattes.cnpq.br/5427520110626795https://orcid.org/0000-0002-3970-0819http://lattes.cnpq.br/3848925103258680Sodre, Francishttps://orcid.org/0000000340379388http://lattes.cnpq.br/7744765390568573Rocon, Pablo CardozoCoqueiro, Jandesson Mendeshttp://lattes.cnpq.br/0584858296936896Rocha, Erika Maria SampaioSimões, Jeremias Campos2024-05-29T20:55:29Z2024-05-29T20:55:29Z2023-11-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisTextapplication/pdfhttp://repositorio.ufes.br/handle/10/12589porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes)instname:Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)instacron:UFES2024-09-19T14:00:21Zoai:repositorio.ufes.br:10/12589Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufes.br/oai/requestriufes@ufes.bropendoar:21082024-09-19T14:00:21Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes) - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)false |
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