Interferência da contaminação ambiental na microbiota de camundongos mantidos em biotérios de experimentação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Müller, Carlos Alberto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300000c7q2
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Fluminense
Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6378
Resumo: Um adequado controle microbiológico dos animais utilizados em pesquisas é de fundamental importância, não apenas devido ao potencial patogênico de tais agentes para os animais e para as pessoas, mas também porque estes podem interferir nos resultados dos experimentos, alterando a reprodutibilidade e qualidade das pesquisas realizadas. Atualmente diversas práticas de biossegurança e monitorização da saúde dos animais são preconizadas , afim de garantir animais de adequado padrão microbiológico. Nesse estudo, compararam-se dois biotérios de experimentação do Instituto Oswaldo Cruz/ Fiocruz, sendo um bioprotegido (A) e outro não (B), quanto ao padrão microbiológico dos camundongos, objetivando verificar a influência da contaminação ambiental na microbiota dos animais utilizados em experimentação . Bactérias, vírus e endoparasitos foram investigados em ambos os biotérios, de acordo com a metodologia preconizada para cada agente. Para os testes bacteriológico utilizou-se amostras de 222 animais do biotério A e 236 do biotério B; para testes virológicos 119 do biotério A e 316 do biotério B. Os dados foram submetidos à analise descritiva e ao teste do Qui-quadrado. Os resultados indicaram uma maior ocorrência de microrganismos e de parasitas no biotério não-bioprotegido. Klebsiella pneumoniae, Pasteurella sp. e Salmonella sp. foram encontradas em ambos os biotérios, enquanto que vírus e parasitos só foram detectados no biotério não bio-protegido. Dentre os vírus, nos animais infectados o de maior ocorrência foi o Vírus de Hepatite de Camundongos (MHV) e, dentre os parasitos, o de maior ocorrência foi Syphacia sp. Conclui-se que o biotério bio-protegido foi capaz de garantir padrões microbiológicos mais adequados para experimentação animal e que esta deve ser um prática constante nas instituições de pesquisa
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