Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Kemmelmeier, Karl lattes
Orientador(a): Carneiro, Marco Aurélio Carbone
Banca de defesa: Moreira, Fatima Maria de Souza, Saggin Júnior, Orivaldo José
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo
Departamento: Departamento de Ciência do Solo
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/33508
Resumo: A deposição do rejeito de mineração de ferro proveniente do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG, provocou impacto em toda extensão da bacia do rio Doce, alterando características físico-químicas dos solos, elevando a mortalidade de organismos aquáticos e suprimindo extensas áreas de vegetação, porém, seu efeito sobre as comunidades microbianas do solo é praticamente desconhecido. O objetivo deste estudo foi avaliar a composição de comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) em ecossistemas impactados por diferentes espessuras de deposição de rejeito de mineração de ferro e ecossistemas não impactados adjacentes. Amostras de solo foram coletadas em áreas de Mata Atlântica não impactada (MA-Ref), Mata Altântica com deposição de aproximadamente 0,4 m de profundidade de rejeito (MA-0,4) e com deposição de mais de 1 m de rejeito (MA->1); e plantio de eucalipto não impactado (PE-Ref), plantio de eucalipto com deposição de aproximadamente 0,4 m de rejeito (PE-0,4) e com deposição de mais de 1 m de rejeito (PE->1). Esporos de FMAs foram extraídos de solo e coletados esporocarpos epígeos sobre o rejeito de mineração, sendo montados em lâminas permanentes para identificação morfológica. Recuperou-se um total de 38 morfoespécies de FMAs nos ecossistemas avaliados. Glomeraceae foi a família que apresentou maior riqueza, seguida por Acaulosporaceae. Apenas quatro espécies de FMAs foram compartilhadas entre todas as áreas amostradas, e aproximadamente 18% foram exclusivamente amostradas em um determinado ecossistema. A composição taxonômica dos FMAs permitiu diferenciar ecossistemas impactados e não impactados pela deposição de rejeito. A densidade de esporos por famílias de FMAs apresentou diferenças entre ecossistemas impactados pelo rejeito. Classes de frequência de ocorrência das espécies demonstram dominância de Glomeraceae, enquanto que duas ou três espécies apresentaram abundância relativa dos esporos superior a 15% em cada ecossistema. Rhizophagus irregularis foi excluvivamente recuperada em áreas impactadas pela deposição de rejeito, apresentando, sempre, abundância relativa superior a 10%. Grandes massas de esporocarpos de Sclerocystis coremioides foram coletadas sobre o rejeito, ampliando o conhecimento a cerca ocorrência dessa espécie em ecossistemas impactados. A presença de aproximadamente 88% das espécies de FMAs nas áreas impactadas, e compartilhamento de aproximadamente 55% das espécies entre áreas com e sem deposição de rejeito, indica que processos de dispersão foram eficientes, e que a maioria dos taxa amostrados nos ambientes não impactados são competentes em se estabelecer em áreas com deposição de rejeito de mineração, podendo auxiliar no processo de estabelecimento da vegetação, sucessão e auxiliando no processo de reabilitação das áreas impactadas.
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O objetivo deste estudo foi avaliar a composição de comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) em ecossistemas impactados por diferentes espessuras de deposição de rejeito de mineração de ferro e ecossistemas não impactados adjacentes. Amostras de solo foram coletadas em áreas de Mata Atlântica não impactada (MA-Ref), Mata Altântica com deposição de aproximadamente 0,4 m de profundidade de rejeito (MA-0,4) e com deposição de mais de 1 m de rejeito (MA->1); e plantio de eucalipto não impactado (PE-Ref), plantio de eucalipto com deposição de aproximadamente 0,4 m de rejeito (PE-0,4) e com deposição de mais de 1 m de rejeito (PE->1). Esporos de FMAs foram extraídos de solo e coletados esporocarpos epígeos sobre o rejeito de mineração, sendo montados em lâminas permanentes para identificação morfológica. Recuperou-se um total de 38 morfoespécies de FMAs nos ecossistemas avaliados. Glomeraceae foi a família que apresentou maior riqueza, seguida por Acaulosporaceae. Apenas quatro espécies de FMAs foram compartilhadas entre todas as áreas amostradas, e aproximadamente 18% foram exclusivamente amostradas em um determinado ecossistema. A composição taxonômica dos FMAs permitiu diferenciar ecossistemas impactados e não impactados pela deposição de rejeito. A densidade de esporos por famílias de FMAs apresentou diferenças entre ecossistemas impactados pelo rejeito. Classes de frequência de ocorrência das espécies demonstram dominância de Glomeraceae, enquanto que duas ou três espécies apresentaram abundância relativa dos esporos superior a 15% em cada ecossistema. Rhizophagus irregularis foi excluvivamente recuperada em áreas impactadas pela deposição de rejeito, apresentando, sempre, abundância relativa superior a 10%. Grandes massas de esporocarpos de Sclerocystis coremioides foram coletadas sobre o rejeito, ampliando o conhecimento a cerca ocorrência dessa espécie em ecossistemas impactados. A presença de aproximadamente 88% das espécies de FMAs nas áreas impactadas, e compartilhamento de aproximadamente 55% das espécies entre áreas com e sem deposição de rejeito, indica que processos de dispersão foram eficientes, e que a maioria dos taxa amostrados nos ambientes não impactados são competentes em se estabelecer em áreas com deposição de rejeito de mineração, podendo auxiliar no processo de estabelecimento da vegetação, sucessão e auxiliando no processo de reabilitação das áreas impactadas.The deposition of the iron ore tailings from the rupture of the Fundão dam in Mariana-MG has impacted the entire length of the Doce river basin, altering soil physico-chemical characteristics, increasing the mortality of aquatic organisms and suppressing extensive areas, however it effect on soil microbial communities is practically unknown. The objective of this study was to evaluate the composition of arbuscular mycorrhizal fungi (AMF) communities in ecosystems impacted by different thicknesses of iron ore tailings deposition and adjacent non impacted ecosystems. Soil samples were collected in areas of untouched Atlantic Forest (MA Ref), Atlantic Forest with deposition of approximately 0,4 m of tailings depth (MA-0,4) and deposition of more than 1 m of tailings ( MA-> 1); and non-impacted eucalyptus plantation (PE-Ref), eucalyptus plantation with deposition of approximately 0,4 m of tailings (PE-0,4) and deposition of more than 1 m of tailings (PE-> 1). AMF spores were extracted from soil and collected epigeous sporocarps on the mining tail, being mounted on permanent slides for morphological identification. A total of 38 AMF morphospecies were recovered from the evaluated ecosystems. Glomeraceae was the family with the highest abundance, followed by Acaulosporaceae. Only four AMF species were shared among all sampled areas, and approximately 18% were exclusively sampled in one ecosystem. The taxonomic composition of AMFs allowed differentiating between impacted and non-impacted ecosystems. The spore density of AMF families showed differences among the ecosystems impacted by the tailings. Classes of frequency of occurrence of species show dominance of Glomeraceae, while two or three species showed relative spore abundance greater than 15% in each ecosystem. Rhizophagus irregularis was exclusively recovered in areas impacted by tailings deposition, always presenting a relative abundance of more than 10%. Large masses of sporocarps of Sclerocystis coremioides were collected on the tailings, increasing the knowledge about the occurrence of this species in impacted ecosystems. The presence of approximately 88% of the AMF species in the impacted areas, and sharing approximately 55% of the species between areas with and without tailings deposition, indicates that dispersion processes were efficient, and that the majority of the taxa sampled in non impacted environments are competent to establish themselves in areas with deposition of mining tailings, which can assist in the process of establishing vegetation, succession and assisting in the rehabilitation process of impacted areas.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Ciência do SoloUFLAbrasilDepartamento de Ciência do SoloCiência do SoloRejeitos de mineraçãoFungos micorrízicos arbuscularesGlomeromycetesReabilitação de áreas degradadasMining RejectsArbuscular mycorrhizal fungiRehabilitation of degraded areasComunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MGArbuscular mycorrhizal fungi (glomeromycota) communities in ecosystems impacted by iron mining waste in Mariana-MGinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCarneiro, Marco Aurélio CarboneMoreira, Fatima Maria de SouzaSaggin Júnior, Orivaldo Joséhttp://lattes.cnpq.br/9202165270298812Kemmelmeier, Karlinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdfDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdfapplication/pdf3124666https://repositorio.ufla.br/bitstreams/616888d3-3133-4453-99b9-b3c0bc13adcf/downloadfe339d163740e4c5437d60f698e343cbMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/1fbc56c2-8688-45f0-bbab-dbd58bf48218/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdf.txtExtracted texttext/plain101840https://repositorio.ufla.br/bitstreams/d5991409-3942-4263-8105-9b3891ea68eb/download204fa43f5e2407b1beefa03428a4478bMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Comunidades de fungos micorrízicos arbusculares (Glomeromycota) em ecossistemas impactados por rejeito de mineração de ferro em Mariana-MG.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3340https://repositorio.ufla.br/bitstreams/f2a59d12-ffa8-4933-9714-4fd0925ddc8a/download738627a1a83a657b3cc2b8d2f4b55500MD54falseAnonymousREAD1/335082025-08-06 11:18:26.836open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/33508https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-06T14:18:26Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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