Elementos para a leitura do problema moral em Sartre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santos, Fábio da Silva lattes
Orientador(a): Belo, Renato dos Santos
Banca de defesa: Takayama, Luiz Roberto, Vieira, Roney Wagner
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Filosofia
Departamento: Departamento de Ciências Humanas
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Ego
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/58366
Resumo: A presente dissertação objetiva elencar os elementos conceituais para a interpretação do problema moral em Sartre. O filósofo francês no decorrer de suas produções filosóficas de âmbito epistemológico, fenomenológico e ontológico parece indicar uma ressonância ética. Isso fica evidente na conferência “O existencialismo é um humanismo” (1945), da qual partimos para a primeira análise. Sartre apresenta a sua posição ético-existencial de que a subjetividade humana é a única responsável pelo seu ser, isto é, antes da ação, o homem não é nada. A recusa do filósofo das leis divinas, bem a priori e a moral alheia está pautada na ausência de determinações e essências prévias que definam o que é a natureza humana. A condição humana é liberdade, a qual fundamenta todos os valores em situação. Não há nada externo ou interno que determine e substancialize a subjetividade. Nesse viés, investigamos em “A Transcendência do Ego” (1936), as severas críticas do jovem Sartre às concepções filosóficas que introduzem a presença de um ego transcendental ou material na imanência da consciência, sendo refutadas pelo conceito fenomenológico de consciência intencional. Essa caracteriza pela espontaneidade do movimento sempre ao mundo exterior, objeto, sem qualquer princípio egológico responsável pela síntese e unificação das vivências. A purificação do campo transcendental preserva a soberania da consciência, ou seja, a sua liberdade como o alicerce da moral. O que nos leva à análise da obra de maturidade “O Ser e o Nada” (1943), propriamente o capítulo I “Estrutura imediatas do Para-si”, de maneira a compreender a razão do modo de agir do ser para-si ao trazer o valor ao mundo. De acordo com Sartre, o homem, por estar aberto a um não-ser, ao nada, transcende perpetuamente em busca de uma identidade valorativa, o si, a fim de coincidir consigo mesmo, alcançar a plenitude totalizadora do seu ser como o ser emsi. Os estudos propõem mostrar como os conceitos de consciência intencional, liberdade, valor, ser em-si, ser para-si, subjetividade, ego e o nada, dão sustentabilidade para a interpretação de uma ética existencial em Sartre.
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spelling 2023-09-22T14:48:36Z2023-09-22T14:48:36Z2023-09-222023-06-28SANTOS, F. da S. Elementos para a leitura do problema moral em Sartre. 2023. 52 p. Dissertação (Mestrado em Filosofia)–Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2023.https://repositorio.ufla.br/handle/1/58366A presente dissertação objetiva elencar os elementos conceituais para a interpretação do problema moral em Sartre. O filósofo francês no decorrer de suas produções filosóficas de âmbito epistemológico, fenomenológico e ontológico parece indicar uma ressonância ética. Isso fica evidente na conferência “O existencialismo é um humanismo” (1945), da qual partimos para a primeira análise. Sartre apresenta a sua posição ético-existencial de que a subjetividade humana é a única responsável pelo seu ser, isto é, antes da ação, o homem não é nada. A recusa do filósofo das leis divinas, bem a priori e a moral alheia está pautada na ausência de determinações e essências prévias que definam o que é a natureza humana. A condição humana é liberdade, a qual fundamenta todos os valores em situação. Não há nada externo ou interno que determine e substancialize a subjetividade. Nesse viés, investigamos em “A Transcendência do Ego” (1936), as severas críticas do jovem Sartre às concepções filosóficas que introduzem a presença de um ego transcendental ou material na imanência da consciência, sendo refutadas pelo conceito fenomenológico de consciência intencional. Essa caracteriza pela espontaneidade do movimento sempre ao mundo exterior, objeto, sem qualquer princípio egológico responsável pela síntese e unificação das vivências. A purificação do campo transcendental preserva a soberania da consciência, ou seja, a sua liberdade como o alicerce da moral. O que nos leva à análise da obra de maturidade “O Ser e o Nada” (1943), propriamente o capítulo I “Estrutura imediatas do Para-si”, de maneira a compreender a razão do modo de agir do ser para-si ao trazer o valor ao mundo. De acordo com Sartre, o homem, por estar aberto a um não-ser, ao nada, transcende perpetuamente em busca de uma identidade valorativa, o si, a fim de coincidir consigo mesmo, alcançar a plenitude totalizadora do seu ser como o ser emsi. Os estudos propõem mostrar como os conceitos de consciência intencional, liberdade, valor, ser em-si, ser para-si, subjetividade, ego e o nada, dão sustentabilidade para a interpretação de uma ética existencial em Sartre.The present dissertation aims at listing the conceptual elements for the interpretation of the moral problem in Sartre. The French philosopher in the course of his epistemological, phenomenological and ontological philosophical productions seems to indicate an ethical resonance. This is evident in the conference "Existentialism is a Humanism" (1945), from which we start for the first analysis. Sartre presents his ethical-existential position that human subjectivity is solely responsible for his being, that is, before action, man is nothing. The philosopher's refusal of divine laws, a priori good, and the morality of others is based on the absence of determinations and previous essences that define what human nature is. The human condition is freedom, which is the foundation of all values in situation. There is nothing external or internal that determines and substantializes subjectivity. In this vein, we investigate in "The Transcendence of the Ego" (1936), young Sartre's severe criticism of philosophical conceptions that introduce the presence of a transcendental or material ego in the immanence of consciousness, which is refuted by the phenomenological concept of intentional consciousness. This is characterized by the spontaneity of the movement always to the external world, the object, without any egological principle responsible for the synthesis and unification of the experiences. The purification of the transcendental field preserves the sovereignty of the consciousness, that is, its freedom as the foundation of morality. This leads us to the analysis of the mature work "Being and Nothingness" (1943), specifically chapter I "Immediate Structure of the Paras-self", in order to understand the reason for the mode of action of the Paras-self in bringing value to the world. According to Sartre, man, by being open to a nonbeing, to nothingness, perpetually transcends in search of a value identity, the self, in order to coincide with himself, to reach the totalizing plenitude of his being as the being-in-itself. The study proposes to show how the concepts of intentional consciousness, freedom, value, beingin- itself, being-for-itself, subjective, ego, and the nothing, provide sustainability for the interpretation of an existential ethics in Sartre.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em FilosofiaUFLAbrasilDepartamento de Ciências HumanasAttribution-ShareAlike 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessFilosofiaEgoÉticaFenomenologiaIntencionalidadeSartre, Jean-Paul, 1905-1980EthicsPhenomenologyIntentionalityElementos para a leitura do problema moral em SartreElements for the reading of the moral problem in Sartreinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisBelo, Renato dos SantosTakayama, Luiz RobertoVieira, Roney Wagnerhttp://lattes.cnpq.br/9911531906445478Santos, Fábio da Silvaporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdfDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdfapplication/pdf440157https://repositorio.ufla.br/bitstreams/695438a3-a9c3-461d-8fcc-51cff512bf5c/downloadcb510ea567d986c2f6220ab5539cdec4MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81024https://repositorio.ufla.br/bitstreams/44bca192-2918-46e7-a1c4-21490b5d7cdc/downloadfa3b3de95cddf737889fedd8addaafc3MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8956https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4d427a4e-d7c0-41d4-bf90-433655969a07/download5ea4a165b7202cbf475be400d2e16893MD53falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdf.txtExtracted texttext/plain103605https://repositorio.ufla.br/bitstreams/956ca23d-7ccf-4e78-8dd2-b4ab4062e5fa/download721e20c975f545c09b9d5eb00a39e70dMD54falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Elementos para a leitura do problema moral em Sartre.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3256https://repositorio.ufla.br/bitstreams/665ea5be-4a6a-4b22-b328-74911d27fda8/download5d4f9bf3f33c6b1eb604c4403cba5ce2MD55falseAnonymousREAD1/583662025-10-07 19:19:55.909http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/Attribution-ShareAlike 4.0 Internationalopen.accessoai:repositorio.ufla.br:1/58366https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-10-07T22:19:55Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwsIGUgcXVlIGRldMOpbSBvIGRpcmVpdG8gZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgYSBlbnRyZWdhIGRvIGRvY3VtZW50byBuw6NvIGluZnJpbmdlLCB0YW50byBxdWFudG8gbGhlIMOpIHBvc3PDrXZlbCBzYWJlciwgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgcGVzc29hIG91ICBlbnRpZGFkZS4KCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUgbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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