“Cabelo meu! Se você não fosse meu, eu não seria tão eu": identidade racial a partir da valorização do cabelo afro em salões étnicos
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Lavras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração
Pós-graduação stricto-sensu em Administração |
| Departamento: |
Departamento de Administração e Economia
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/13262 |
Resumo: | Cinco empresários negros que possuem empreendimentos voltados para um público muito específico que amuitos anos tem a sua estética e traços fenótipos negados. Esses espaços, nomeados de salões éticos, têm como finalidade tratar do cabelo crespo e/ou cacheado de homens e mulheres negras. Frente a essa contextualização, pergunta-se: como empreendedoras e empreendedores negros enfrentam uma lógica de colonialidade nas relações sociais, mediante criação de negócios que partem da valorização e identidade racial do negro? Essa pesquisa buscou compreender como empreendedoras e empreendedores negros, no ramo de salões de beleza especializados, resistem à lógica de subalternidade e contribuem para a construção da identidade racial a partir de seus negócios. A partir da pesquisa de campo, realizada por meio de entrevistas, foi possível colher narrativas que após um processo de síntese e análise permitiram delinear sete categorias de análise. A análise dos dados utilizada foi a Análise de narrativa, em que a narrativa é compreendida como uma formadetransferir as experiências do narrador aos ouvintes. O que se percebeu é quehá relações circulares na questão da resistência à colonialidade, que se repetem e que precisam ser enfrentadas constantemente. Ter um negócio eminentemente afro não protege os seus donos e clientes de práticas e ações preconceituosas e racistas. Porém, na busca pela sobrevivência, os negros sempre encontraram formas de resistir, desde a escravidão. No contexto desse trabalho, a forma mais intensa de resistir se consolida a partir da criação de um empreendimento que só por se assumir étnico, ou seja, voltados para um grupo socialmente excluído, já exerce um papel crucial dentro da comunidade negra. |
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2017-06-26T17:15:45Z2017-06-26T17:15:45Z2017-06-192017-04-26REZENDE, A. F. “Cabelo meu! Se você não fosse meu, eu não seria tão eu": identidade racial a partir da valorização do cabelo afro em salões étnicos. 2017. 110 p. Dissertação (Mestrado em Administração)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.https://repositorio.ufla.br/handle/1/13262Cinco empresários negros que possuem empreendimentos voltados para um público muito específico que amuitos anos tem a sua estética e traços fenótipos negados. Esses espaços, nomeados de salões éticos, têm como finalidade tratar do cabelo crespo e/ou cacheado de homens e mulheres negras. Frente a essa contextualização, pergunta-se: como empreendedoras e empreendedores negros enfrentam uma lógica de colonialidade nas relações sociais, mediante criação de negócios que partem da valorização e identidade racial do negro? Essa pesquisa buscou compreender como empreendedoras e empreendedores negros, no ramo de salões de beleza especializados, resistem à lógica de subalternidade e contribuem para a construção da identidade racial a partir de seus negócios. A partir da pesquisa de campo, realizada por meio de entrevistas, foi possível colher narrativas que após um processo de síntese e análise permitiram delinear sete categorias de análise. A análise dos dados utilizada foi a Análise de narrativa, em que a narrativa é compreendida como uma formadetransferir as experiências do narrador aos ouvintes. O que se percebeu é quehá relações circulares na questão da resistência à colonialidade, que se repetem e que precisam ser enfrentadas constantemente. Ter um negócio eminentemente afro não protege os seus donos e clientes de práticas e ações preconceituosas e racistas. Porém, na busca pela sobrevivência, os negros sempre encontraram formas de resistir, desde a escravidão. No contexto desse trabalho, a forma mais intensa de resistir se consolida a partir da criação de um empreendimento que só por se assumir étnico, ou seja, voltados para um grupo socialmente excluído, já exerce um papel crucial dentro da comunidade negra.Five black entrepreneurs own ventures aimed at a very specific audience that has denied its aesthetic and traits phenotypes for many years. These spaces, named ethical salons, are intended to treat black men and women‟s frizzled and/or curly hair. In this context, we ask: how do black entrepreneurs and entrepreneurs face a coloniality logic in social relations, through the creation of businesses that take into account black valorization and racial identity? This research sought to understand how entrepreneurs and black entrepreneurs resist the logic of subalternity and contribute to the construction of racial identity from their business in the specialized beauty salon sector. Narratives were gathered from field research, through interviews that, after synthesis and analysis, allowed for the delineation of seven analysis categories. The applied data analysis was the Narrative Analysis, in which the narrative is understood as a way of transferring narrator experiences to the listeners. What was perceived is that there are circular relations regarding the question of resistance to coloniality, which are repeated and need to be constantly faced. Having an eminently Afro business does not protect its owners and customers from biased and racist practices and actions. However, in the quest for survival, blacks have always found ways to resist, ever since slavery. In the context of this study, the most intense form of resistance is consolidated by the creation of an enterprise that, when assuming itself as ethnic or, in other words, directed towards a socially excluded group, already plays a crucial role within the black community.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em AdministraçãoPós-graduação stricto-sensu em AdministraçãoUFLAbrasilDepartamento de Administração e EconomiaAdministraçãoColonialidadeEstética negraIdentidade negraSalões étnicosEmpreendedorismoColonialityBlack aestheticsBlack identityEthnic salonsEntrepreneurship“Cabelo meu! Se você não fosse meu, eu não seria tão eu": identidade racial a partir da valorização do cabelo afro em salões étnicos“My hair, if it were not mine I would not be so myself”: racial identity from the appreciation of afro hair in ethnic salonsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMafra, Flávia Luciana NavesCapelle, Mônica Carvalho AlvesRosa, Alexandre Reishttp://lattes.cnpq.br/2014692717443897Rezende, Ana Fláviainfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_“Cabelo meu! Se você não fosse meu, eu não seria tão eu": identidade racial a partir da valorização do cabelo afro em salões étnicos.pdfDISSERTAÇÃO_“Cabelo meu! 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