Solidão e pensamento em Hannah Arendt
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Lavras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
|
| Departamento: |
Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas, Educação e Letras
|
| País: |
brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/50731 |
Resumo: | Nesta dissertação, abordamos o conceito de solidão em Hannah Arendt em sua dupla perspectiva. Para Arendt, a solidão acontece como um paradoxo, ao mesmo tempo em que se revela como condição fundamental de toda a vida humana, se faz como experiência contrária às necessidades básicas da condição humana. Isto porque a solidão se revela como maior consequência totalitária às vítimas dos campos de concentração, assim como, evidencia a própria atividade do pensamento, ou seja, o retirar- se do meio comum para exercer a tarefa contemplativa da reflexão. Para a exposição dessa relação, utilizamos num primeiro momento a obra A Condição Humana (2007), a fim de contextualizar as atividades que segundo Arendt constituem uma vida ativa. Em seguida, fizemos a relação entre o conceito de massas e isolamento, solidão e totalitarismo e, por último, apresentamos o conceito de solitude, diferenciando-o dos demais já identificados, para isto, utilizamos da obra Origens do Totalitarismo (1969). Na segunda parte, a fim de elucidar sobre a atividade do pensar, trouxemos a exposição sobre a irreflexão, vista por Arendt como causa para o que denominou por banalidade do mal, sendo esta discussão a que motivou a autora em suas análises sobre a atividade do pensamento. Para a segunda parte, utilizamos as obras A Vida do Espírito (2000), Responsabilidade e Julgamento (2004) e novamente, A Condição Humana (2007) no intuito de examinar e finalizar nossa pesquisa com o conceito de pluralidade, que servirá como conceito base para toda pesquisa. |
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2022-07-27T17:40:22Z2022-07-27T17:40:22Z2022-07-272022-03-30SOUSA, C. M. Solidão e pensamento em Hannah Arendt. 2022. 78 p. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2022.https://repositorio.ufla.br/handle/1/50731Nesta dissertação, abordamos o conceito de solidão em Hannah Arendt em sua dupla perspectiva. Para Arendt, a solidão acontece como um paradoxo, ao mesmo tempo em que se revela como condição fundamental de toda a vida humana, se faz como experiência contrária às necessidades básicas da condição humana. Isto porque a solidão se revela como maior consequência totalitária às vítimas dos campos de concentração, assim como, evidencia a própria atividade do pensamento, ou seja, o retirar- se do meio comum para exercer a tarefa contemplativa da reflexão. Para a exposição dessa relação, utilizamos num primeiro momento a obra A Condição Humana (2007), a fim de contextualizar as atividades que segundo Arendt constituem uma vida ativa. Em seguida, fizemos a relação entre o conceito de massas e isolamento, solidão e totalitarismo e, por último, apresentamos o conceito de solitude, diferenciando-o dos demais já identificados, para isto, utilizamos da obra Origens do Totalitarismo (1969). Na segunda parte, a fim de elucidar sobre a atividade do pensar, trouxemos a exposição sobre a irreflexão, vista por Arendt como causa para o que denominou por banalidade do mal, sendo esta discussão a que motivou a autora em suas análises sobre a atividade do pensamento. Para a segunda parte, utilizamos as obras A Vida do Espírito (2000), Responsabilidade e Julgamento (2004) e novamente, A Condição Humana (2007) no intuito de examinar e finalizar nossa pesquisa com o conceito de pluralidade, que servirá como conceito base para toda pesquisa.In this dissertation, we approach the concept of loneliness in Hannah Arendt in her double perspective. For Arendt, loneliness happens as a paradox, at the same time that it reveals itself as a fundamental condition of all human life, it is made as an experience contrary to the basic needs of the human condition. This is because loneliness is revealed as the greatest totalitarian consequence for victims of concentration camps, as well as evidence of the very activity of thought, that is, withdrawing from the common environment to carry out the contemplative task of reflection. To expose this relationship, we first used the work The Human Condition (2007), in order to contextualize the activities that, according to Arendt, constitute an active life. Then, we made the relationship between the concept of masses and isolation, loneliness and totalitarianism and, finally, we present the concept of solitude, differentiating it from the others already identified, for this, we used the work Origins of Totalitarianism (1969). In the second part, in order to elucidate the activityof thinking, we brought the exposition on thoughtlessness, seen by Arendt as the cause for what she called the banality of evil, and this discussion was what motivated the author in her analysis of the activity of thinking. thought. For the second part, we used the works The Life of the Spirit (2000), Responsibility and Judgment (2004) and again, The Human Condition (2007) in order to examine and finalize our research with the concept of plurality, which will serve as a base concept. for all research.Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaUFLAbrasilFaculdade de Filosofia, Ciências Humanas, Educação e LetrasFilosofiaArendt, Hannah, 1906-1975SolidãoPensamentoLonelinessThoughtSolidão e pensamento em Hannah ArendtLoneliness and thought in Hannah Arendtinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCunha, João Geraldo Martins daCunha, João Geraldo Martins daTredanaro, EmanuelleSilva, Ricardo George de AraújoRibeiro, Nadia Junqueirahttp://lattes.cnpq.br/8400920012665054Sousa, Clara Mourainfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdfDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdfapplication/pdf391475https://repositorio.ufla.br/bitstreams/eb8021cb-5301-491f-8a0c-59c0b5216dd9/download80e277683526e89ebf3fac0d03fc686eMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/918f8393-7725-45ab-bdc4-ba3dd1c0a36e/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdf.txtExtracted texttext/plain103200https://repositorio.ufla.br/bitstreams/ede48cc0-bc25-4274-a3cd-acd007ba5210/download96d0e5234a1c8fab5c89999b5b8c0a05MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Solidão e pensamento em Hannah Arendt.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2860https://repositorio.ufla.br/bitstreams/581e9de3-c709-46cc-913e-896c82a862b2/downloadbf75a17072ad3d516ea74c2bfeaa62dfMD54falseAnonymousREAD1/507312025-10-07 19:18:27.07open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/50731https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-10-07T22:18:27Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo= |
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