Caracterização das formas de produção da pecuária bovina leiteira de Santos Dumont - MG, 1985
| Ano de defesa: | 1989 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8PJJP8 |
Resumo: | Com o objetivo de caracterizar as formas de produção da pecuária bovina leiteira do município de Santos Dumont, MG, no ano de 1985, aplicou-se 78 questionários aos produtores de leite que se dirigiram ao Instituto Estadual de Saúde Animal - IESA/SD, para apanharem a guia de compra da vacina contra a febre aftosa, obrigatória por lei na comercialização de bovinos. Com o uso de indicadores de produtividade do traba1ho, da terra e do capital, composição do rebanho, densidade bovina, relação área agrícola/pecuária, propriedade da terra, relações do trabalho, inversão tecnológica e comercialização de animais, leite e queijo, foram caracterizadas as formas de produção, estratificação segundo a produção diária de leite. O Estrato I, com 68% dos produtores com ate 50 1itros de leite por dia, apresentou uma baixa produtividade de leite por ha, por vaca e por mão-de-obra. Predominou a pequenapropriedade com uso de mão-de-obra fami1iar.O arrendamento como forma de acesso E terra se fez presente e também o assalariamento fora da propriedade para complementação da renda familiar. Foram muito baixos os índices de inversão em tecnologia e a assistência técnica prestada pelo Estado. Dedicam 18% da área à agricultura de subsistência. A comercialização de animais era feita na região, através de intermediários. A maior parte dos produtores vendia o leite para a indústria ou cooperativa, existindo em pequena escala, a venda direta ao consumidor e para intermediário, enquanto o queijo era vendido direto ao consumidor. Este estrato foi caracterizado como forma de produção de subsistência, com a venda de pequenos excedentes. O Estrato II, com 28% dos produtores, produzindo entre 50 e 100 litros de leite por dia, apresentou uma baixa produtividade de leite por ha, por vaca, porém, um melhor rendimento por mão-de-obra, quando comparado com o estudo anterior. As propriedades são de tamanho médio (135 ha) e além do trabalhado familiar, tomou importância o trabalho assalariado permanente e temporário. Em pequena proporção, se assalariam fora da propriedade como forma de complementação da renda familiar, e também o arrendamento como forma de acesso á terra se fez presente. O uso da tecnologia, de um modo geral foi baixo, com poucos produtores recebendo assistência técnica, tanto do Estado quanto particular. A composição do rebanho apresentou-se de forma desorganizada para a produção de leite, com retenção de animais para comercialização. Comercializou-se os animais na região, através de intermediários. A venda de leite se deu principalmente para a industria ou cooperativa e, em pequena escala, direto ao consumidor. Quando presente, a venda de queijos se fez através de intermediários ou para a indústria. Estes produtores foram caracterizados como forma de produção mercantil simples tendendo para a forma capitalista de produção. O Estrato III, com 4% dos produtores, produzindo mais de 100 litros de leite por dia, apresentou uma produtividade de leite maior que a dos estratos anteriores, tanto por ha, como por vaca e por mão-de-obra. As propriedades eram maiores(305ha) com uso de mão-de-obra assalariada permanente e temporária, embora a mão-de-obra familiar ainda se fez presente. Predominou a assistência técnica particular e houve uma certa correspondência entre uso de tecnologia e produtividade, Houve maior número de animais para comercialização, que se deu dentro e fora da região, com menor dependência da figura do intermediário. A venda de leite se fez para a indústria, e para intermediário e também houve venda de queijos para a indústria. Este estrato foi caracterizado como forma de produção capitalista, voltada para a comercialização de animais, leite e queijos, não se caracterizando como típicos produtores de leite. |
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Caracterização das formas de produção da pecuária bovina leiteira de Santos Dumont - MG, 1985Medicina VeterináriaVeterináriaBovino de leite Criação Aspectos economicos Santos Dumont (MG)Com o objetivo de caracterizar as formas de produção da pecuária bovina leiteira do município de Santos Dumont, MG, no ano de 1985, aplicou-se 78 questionários aos produtores de leite que se dirigiram ao Instituto Estadual de Saúde Animal - IESA/SD, para apanharem a guia de compra da vacina contra a febre aftosa, obrigatória por lei na comercialização de bovinos. Com o uso de indicadores de produtividade do traba1ho, da terra e do capital, composição do rebanho, densidade bovina, relação área agrícola/pecuária, propriedade da terra, relações do trabalho, inversão tecnológica e comercialização de animais, leite e queijo, foram caracterizadas as formas de produção, estratificação segundo a produção diária de leite. O Estrato I, com 68% dos produtores com ate 50 1itros de leite por dia, apresentou uma baixa produtividade de leite por ha, por vaca e por mão-de-obra. Predominou a pequenapropriedade com uso de mão-de-obra fami1iar.O arrendamento como forma de acesso E terra se fez presente e também o assalariamento fora da propriedade para complementação da renda familiar. Foram muito baixos os índices de inversão em tecnologia e a assistência técnica prestada pelo Estado. Dedicam 18% da área à agricultura de subsistência. A comercialização de animais era feita na região, através de intermediários. A maior parte dos produtores vendia o leite para a indústria ou cooperativa, existindo em pequena escala, a venda direta ao consumidor e para intermediário, enquanto o queijo era vendido direto ao consumidor. Este estrato foi caracterizado como forma de produção de subsistência, com a venda de pequenos excedentes. O Estrato II, com 28% dos produtores, produzindo entre 50 e 100 litros de leite por dia, apresentou uma baixa produtividade de leite por ha, por vaca, porém, um melhor rendimento por mão-de-obra, quando comparado com o estudo anterior. As propriedades são de tamanho médio (135 ha) e além do trabalhado familiar, tomou importância o trabalho assalariado permanente e temporário. Em pequena proporção, se assalariam fora da propriedade como forma de complementação da renda familiar, e também o arrendamento como forma de acesso á terra se fez presente. O uso da tecnologia, de um modo geral foi baixo, com poucos produtores recebendo assistência técnica, tanto do Estado quanto particular. A composição do rebanho apresentou-se de forma desorganizada para a produção de leite, com retenção de animais para comercialização. Comercializou-se os animais na região, através de intermediários. A venda de leite se deu principalmente para a industria ou cooperativa e, em pequena escala, direto ao consumidor. Quando presente, a venda de queijos se fez através de intermediários ou para a indústria. Estes produtores foram caracterizados como forma de produção mercantil simples tendendo para a forma capitalista de produção. O Estrato III, com 4% dos produtores, produzindo mais de 100 litros de leite por dia, apresentou uma produtividade de leite maior que a dos estratos anteriores, tanto por ha, como por vaca e por mão-de-obra. As propriedades eram maiores(305ha) com uso de mão-de-obra assalariada permanente e temporária, embora a mão-de-obra familiar ainda se fez presente. Predominou a assistência técnica particular e houve uma certa correspondência entre uso de tecnologia e produtividade, Houve maior número de animais para comercialização, que se deu dentro e fora da região, com menor dependência da figura do intermediário. A venda de leite se fez para a indústria, e para intermediário e também houve venda de queijos para a indústria. Este estrato foi caracterizado como forma de produção capitalista, voltada para a comercialização de animais, leite e queijos, não se caracterizando como típicos produtores de leite.Universidade Federal de Minas GeraisUFMGElvio Carlos MoreiraFrancisco Cecilio VianaFlavio Fernandes Ribeiro da CruzJose Lucio dos SantosRaimunda Isabel Teixeira2019-08-11T09:06:43Z2019-08-11T09:06:43Z1989-03-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/1843/BUOS-8PJJP8info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMG2019-11-14T11:37:35Zoai:repositorio.ufmg.br:1843/BUOS-8PJJP8Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2019-11-14T11:37:35Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false |
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