Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Thales Augusto Barcante
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/SAGF-6XLM7Z
Resumo: RESUMOAngiostrongylus vasorum é um nematóide parasito de canídeos domésticos e silvestres, cuja forma adulta pode ser encontrada no ventrículo direito, artérias pulmonares e ramificações. O ciclo envolve uma fase no ambiente e a participação de caramujos aquáticos e terrestres como hospedeiros intermediários. No presente trabalho objetivou-se determinar os locais de penetração e a via migratória de A. vasorum em Biomphalaria glabrata e avaliar a reação perilarvar, em diferentes pontos da infecção, especificando a composição celular envolvida. Os aspectos inerentes à relação parasito-hospedeiro, tanto no que tange aos mecanismos envolvidos na penetração, como aqueles relacionados à emergência de larvas infectantes (L3) para o ambiente. Também foi elucidada a via migratória que pode ser descrita de duas maneiras distintas, dependendo da via de penetração das larvas de primeiro estádio (L1). À análise dos cortes histológicos, verificou-se que a infecção ocorre pela penetração de L1 pelas partes moles dos moluscos, atingindo a camada fibromuscular da região cefalopodal, onde completam o desenvolvimento até L3. Alternativamente, pode ocorrer a ingestão de L1, que necessariamente penetra na mucosa intestinal, podendo atingir as vísceras quer pela penetração direta ou carreadas pela hemolinfa. Verificou-se ainda que o desenvolvimento até L3 pode ocorrer em diversos órgãos e tecidos do molusco, e estes processos (infecção e desenvolvimento) são diretamente influenciados pela temperatura durante a infecção e manutenção dos moluscos. Pode-se verificar que a partir de 4h ocorrem alterações significativas na composição celular da hemolinfa, em resposta a formação de uma reação perilarvar e constituição do granuloma, com acentuada celularidade em uma das faces da larva, e se inicia às 5h, ficando bem caracterizado aos 20 dias após infecção. A partir dos 30 dias após a infecção tem início um processo de degeneração do granuloma perilarvar e o aparecimento de larvas livres nas cavidades do molusco 60 dias após a infecção.
id UFMG_416d01abd1c7ecff1d18f023dea14045
oai_identifier_str oai:repositorio.ufmg.br:1843/SAGF-6XLM7Z
network_acronym_str UFMG
network_name_str Repositório Institucional da UFMG
repository_id_str
spelling Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).Biomphalaria glabrataAngiostrongylus vasorumBiomphalaria glabrataParasitologiaAngiostrongylusRESUMOAngiostrongylus vasorum é um nematóide parasito de canídeos domésticos e silvestres, cuja forma adulta pode ser encontrada no ventrículo direito, artérias pulmonares e ramificações. O ciclo envolve uma fase no ambiente e a participação de caramujos aquáticos e terrestres como hospedeiros intermediários. No presente trabalho objetivou-se determinar os locais de penetração e a via migratória de A. vasorum em Biomphalaria glabrata e avaliar a reação perilarvar, em diferentes pontos da infecção, especificando a composição celular envolvida. Os aspectos inerentes à relação parasito-hospedeiro, tanto no que tange aos mecanismos envolvidos na penetração, como aqueles relacionados à emergência de larvas infectantes (L3) para o ambiente. Também foi elucidada a via migratória que pode ser descrita de duas maneiras distintas, dependendo da via de penetração das larvas de primeiro estádio (L1). À análise dos cortes histológicos, verificou-se que a infecção ocorre pela penetração de L1 pelas partes moles dos moluscos, atingindo a camada fibromuscular da região cefalopodal, onde completam o desenvolvimento até L3. Alternativamente, pode ocorrer a ingestão de L1, que necessariamente penetra na mucosa intestinal, podendo atingir as vísceras quer pela penetração direta ou carreadas pela hemolinfa. Verificou-se ainda que o desenvolvimento até L3 pode ocorrer em diversos órgãos e tecidos do molusco, e estes processos (infecção e desenvolvimento) são diretamente influenciados pela temperatura durante a infecção e manutenção dos moluscos. Pode-se verificar que a partir de 4h ocorrem alterações significativas na composição celular da hemolinfa, em resposta a formação de uma reação perilarvar e constituição do granuloma, com acentuada celularidade em uma das faces da larva, e se inicia às 5h, ficando bem caracterizado aos 20 dias após infecção. A partir dos 30 dias após a infecção tem início um processo de degeneração do granuloma perilarvar e o aparecimento de larvas livres nas cavidades do molusco 60 dias após a infecção.Universidade Federal de Minas GeraisUFMGWalter dos Santos LimaTeofania Heloisa Dutra Amorim VidigalPaulo Marcos Zech CoelhoAlan Lane de MeloMarcos Pezzi GuimaraesElisabeth Cristina Almeida BessaThales Augusto Barcante2019-08-10T11:20:47Z2019-08-10T11:20:47Z2006-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/1843/SAGF-6XLM7Zinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMG2019-11-14T07:36:23Zoai:repositorio.ufmg.br:1843/SAGF-6XLM7ZRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2019-11-14T07:36:23Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
dc.title.none.fl_str_mv Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
title Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
spellingShingle Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
Thales Augusto Barcante
Biomphalaria glabrata
Angiostrongylus vasorum
Biomphalaria glabrata
Parasitologia
Angiostrongylus
title_short Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
title_full Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
title_fullStr Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
title_full_unstemmed Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
title_sort Aspectos do desenvolvimento de Angiostrongylus vasorum (Baillet, 1866) Kamensky, 1905 em Biomphalaria glabrata (Say, 1818).
author Thales Augusto Barcante
author_facet Thales Augusto Barcante
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Walter dos Santos Lima
Teofania Heloisa Dutra Amorim Vidigal
Paulo Marcos Zech Coelho
Alan Lane de Melo
Marcos Pezzi Guimaraes
Elisabeth Cristina Almeida Bessa
dc.contributor.author.fl_str_mv Thales Augusto Barcante
dc.subject.por.fl_str_mv Biomphalaria glabrata
Angiostrongylus vasorum
Biomphalaria glabrata
Parasitologia
Angiostrongylus
topic Biomphalaria glabrata
Angiostrongylus vasorum
Biomphalaria glabrata
Parasitologia
Angiostrongylus
description RESUMOAngiostrongylus vasorum é um nematóide parasito de canídeos domésticos e silvestres, cuja forma adulta pode ser encontrada no ventrículo direito, artérias pulmonares e ramificações. O ciclo envolve uma fase no ambiente e a participação de caramujos aquáticos e terrestres como hospedeiros intermediários. No presente trabalho objetivou-se determinar os locais de penetração e a via migratória de A. vasorum em Biomphalaria glabrata e avaliar a reação perilarvar, em diferentes pontos da infecção, especificando a composição celular envolvida. Os aspectos inerentes à relação parasito-hospedeiro, tanto no que tange aos mecanismos envolvidos na penetração, como aqueles relacionados à emergência de larvas infectantes (L3) para o ambiente. Também foi elucidada a via migratória que pode ser descrita de duas maneiras distintas, dependendo da via de penetração das larvas de primeiro estádio (L1). À análise dos cortes histológicos, verificou-se que a infecção ocorre pela penetração de L1 pelas partes moles dos moluscos, atingindo a camada fibromuscular da região cefalopodal, onde completam o desenvolvimento até L3. Alternativamente, pode ocorrer a ingestão de L1, que necessariamente penetra na mucosa intestinal, podendo atingir as vísceras quer pela penetração direta ou carreadas pela hemolinfa. Verificou-se ainda que o desenvolvimento até L3 pode ocorrer em diversos órgãos e tecidos do molusco, e estes processos (infecção e desenvolvimento) são diretamente influenciados pela temperatura durante a infecção e manutenção dos moluscos. Pode-se verificar que a partir de 4h ocorrem alterações significativas na composição celular da hemolinfa, em resposta a formação de uma reação perilarvar e constituição do granuloma, com acentuada celularidade em uma das faces da larva, e se inicia às 5h, ficando bem caracterizado aos 20 dias após infecção. A partir dos 30 dias após a infecção tem início um processo de degeneração do granuloma perilarvar e o aparecimento de larvas livres nas cavidades do molusco 60 dias após a infecção.
publishDate 2006
dc.date.none.fl_str_mv 2006-12-13
2019-08-10T11:20:47Z
2019-08-10T11:20:47Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/1843/SAGF-6XLM7Z
url http://hdl.handle.net/1843/SAGF-6XLM7Z
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFMG
instname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
instacron:UFMG
instname_str Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
instacron_str UFMG
institution UFMG
reponame_str Repositório Institucional da UFMG
collection Repositório Institucional da UFMG
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
repository.mail.fl_str_mv repositorio@ufmg.br
_version_ 1835273019188051968