Corpo e cabelo negro : (re) significações e interações com e de crianças em uma escola de educação infantil de Belo Horizonte
| Ano de defesa: | 2020 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil FAE - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO Programa de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social UFMG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/38175 |
Resumo: | O presente trabalho teve como objetivo compreender como as crianças de 3 e 4 anos (re)significam o corpo e o cabelo negro nas relações que estabelecem em uma Instituição de Educação Infantil de Belo Horizonte – MG e, por conseguinte, analisar como se estabelece entre elas a estética, os cabelos e os corpos negros como definidoras ou não de seus percursos identitários. Buscamos mapear as interações estabelecidas pelas crianças na instituição escolar, focalizando as relações étnico-raciais, procuramos identificar as significações das crianças sobre o corpo e o cabelo negros a partir de 3 eixos de interações: criança/criança, criança/adultos e criança/artefatos culturais, e ainda, analisar como se relacionam as crianças (brancas e negras) quanto ao pertencimento racial. Optamos por uma abordagem qualitativa, desenvolvendo um estudo com as crianças a partir das observações, conversas informais, registro em diário de campo, filmagens, fotografias e análise documental. Utilizamos como documentos as pastas individuais das crianças, as fichas de matrículas e as fichas de anamnese. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal de Educação Infantil Milton Santos, em uma turma de 20 crianças regulamente matriculadas, destas, 17 famílias autorizaram a participação das crianças e 16 crianças participaram da pesquisa até o final. A pesquisa foi realizada em 5 fases, sendo a primeira dedicada a exploração e escolha do campo a ser investigado. A aproximação com o campo de pesquisa foi a fase seguinte, período destinado a conversas com os profissionais da escola e professoras, apresentação da pesquisa às famílias e início da pesquisa empírica.. Na terceira fase, aconteceu a coleta dos dados empíricos. A categorização e análise dos dados produzidos no campo e a escrita da dissertação compõem a quarta fase da pesquisa. A quinta fase compreendeu a escrita da dissertação. Destacamos, dentre os referenciais teóricos utilizados, a tese de doutorado de Nilma Lino Gomes (2002), que promove discussões sobre aspectos e questões que retomamos neste trabalho. Buscou-se dialogar com autores que tematizam e aprofundam as discussões no campo das Infâncias e Educação Infantil, Relações Étnico-Raciais e Interações, tais como: Campos (2009), Kramer (2015), Cerizara (1999). Silva (2016); Gouveia e Sarmento (2008); Rosemberg (2012), Gomes (2002), dentre outros. A pesquisa nos permitiu perceber que, pelas experiências proporcionadas nas interações, as crianças construiam novas significações sobre o seu pertencimento racial e (re) significavam aqueles que possuíam. Concluímos com essa pesquisa que, pelo toque nos cabelos, crianças brancas e negras percebiam suas diferenças e, pela cultura de pares, interpretavam as pistas, que somadas as interações com os adultos e com os artefatos, contribuíram para a construção de novos saberes. Dentre os principais resultados, estão, também, os dados fornecidos pelos documentos da Instituição, que levaram-nos a compreender o contexto familiar e as significações que as crianças estão construindo sobre si e que, em alguns casos, constatamos que não condiziam com as informações fornecidas pelos pais/responsáveis. |
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O presente trabalho teve como objetivo compreender como as crianças de 3 e 4 anos (re)significam o corpo e o cabelo negro nas relações que estabelecem em uma Instituição de Educação Infantil de Belo Horizonte – MG e, por conseguinte, analisar como se estabelece entre elas a estética, os cabelos e os corpos negros como definidoras ou não de seus percursos identitários. Buscamos mapear as interações estabelecidas pelas crianças na instituição escolar, focalizando as relações étnico-raciais, procuramos identificar as significações das crianças sobre o corpo e o cabelo negros a partir de 3 eixos de interações: criança/criança, criança/adultos e criança/artefatos culturais, e ainda, analisar como se relacionam as crianças (brancas e negras) quanto ao pertencimento racial. Optamos por uma abordagem qualitativa, desenvolvendo um estudo com as crianças a partir das observações, conversas informais, registro em diário de campo, filmagens, fotografias e análise documental. Utilizamos como documentos as pastas individuais das crianças, as fichas de matrículas e as fichas de anamnese. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal de Educação Infantil Milton Santos, em uma turma de 20 crianças regulamente matriculadas, destas, 17 famílias autorizaram a participação das crianças e 16 crianças participaram da pesquisa até o final. A pesquisa foi realizada em 5 fases, sendo a primeira dedicada a exploração e escolha do campo a ser investigado. A aproximação com o campo de pesquisa foi a fase seguinte, período destinado a conversas com os profissionais da escola e professoras, apresentação da pesquisa às famílias e início da pesquisa empírica.. Na terceira fase, aconteceu a coleta dos dados empíricos. A categorização e análise dos dados produzidos no campo e a escrita da dissertação compõem a quarta fase da pesquisa. A quinta fase compreendeu a escrita da dissertação. Destacamos, dentre os referenciais teóricos utilizados, a tese de doutorado de Nilma Lino Gomes (2002), que promove discussões sobre aspectos e questões que retomamos neste trabalho. Buscou-se dialogar com autores que tematizam e aprofundam as discussões no campo das Infâncias e Educação Infantil, Relações Étnico-Raciais e Interações, tais como: Campos (2009), Kramer (2015), Cerizara (1999). Silva (2016); Gouveia e Sarmento (2008); Rosemberg (2012), Gomes (2002), dentre outros. A pesquisa nos permitiu perceber que, pelas experiências proporcionadas nas interações, as crianças construiam novas significações sobre o seu pertencimento racial e (re) significavam aqueles que possuíam. Concluímos com essa pesquisa que, pelo toque nos cabelos, crianças brancas e negras percebiam suas diferenças e, pela cultura de pares, interpretavam as pistas, que somadas as interações com os adultos e com os artefatos, contribuíram para a construção de novos saberes. Dentre os principais resultados, estão, também, os dados fornecidos pelos documentos da Instituição, que levaram-nos a compreender o contexto familiar e as significações que as crianças estão construindo sobre si e que, em alguns casos, constatamos que não condiziam com as informações fornecidas pelos pais/responsáveis. |
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