O sinthoma como resposta ao discurso do capitalista : uma leitura política da colonialidade de Joyce pela psicanálise
| Ano de defesa: | 2023 |
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo: | CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior |
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2024-05-07T19:14:12Z2025-09-09T01:22:00Z2024-05-07T19:14:12Z2023-09-22https://hdl.handle.net/1843/68109CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de Minas GeraisSinthomaDiscurso do capitalistaLalínguaFalasserPsicologia - TesesPsicanálise - TesesJoyce, James, 1882-1941O sinthoma como resposta ao discurso do capitalista : uma leitura política da colonialidade de Joyce pela psicanáliseinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisChristiane Odete de Matozinho Cardosoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGhttp://lattes.cnpq.br/6640134788238073Andréa Máris Campos Guerrahttp://lattes.cnpq.br/2401031591125949Tania Cristina RiveraGuilherme Massara RochaRoberto Pires Calazans MatosMarcus André VieiraA pesquisa teve como objetivo compreender como a influência de Joyce na psicanálise lacaniana pode ser interpretada a partir de uma perspectiva pós-colonial, buscando identificar o aspecto político na abordagem sintomática joyceana apresentada por Lacan, que se contrapõe à lógica colonial que moldou a história da Irlanda e de tantas outras nações. Tratou-se de determinar qual é o impacto da colonialidade de Joyce nas construções psicanalíticas do Seminário 23: o Sinthoma (1975/1976), como falasser, lalíngua, mas especialmente no que diz respeito ao sinthoma. Tal leitura coloca a psicanálise como um campo importante nas discussões políticas contemporâneas. Portanto, a pesquisa teórica será o método empreendido por meio de um inicial recenseamento da bibliografia de James Joyce e da leitura pós-colonial sobre sua obra. Assim, aspiramos cruzar a leitura das obras joyceanas à crítica pós-colonial, apontando assim a marca da colonialidade na escrita de James Joyce. Depois dispomos em interface o levantamento teórico da bibliografia joyceana, ao arcabouço psicanalítico lacaniano, em especial as construções sobre teoria dos discursos, a partir do Seminário 17: O avesso da psicanálise (1969–1970) e o Seminário 23: o Sinthoma (1975/1976), Não se trata, pois, de um trabalho de aplicação da psicanálise à cultura, e sim, de uma interrogação em direção a um objeto. Na tese, ao desafiarmos a própria colonialidade de James Joyce pela psicanálise, concluímos que seu caso é paradigmático à nossa época na medida em que através dele Lacan atualiza a psicanálise aos desafios contemporâneos. É com Joyce que Lacan relativiza a universalização do Édipo, que em sua dimensão colonial parece objetar a sua própria relação com o Édipo. Através de Joyce Lacan também aprofunda seu conceito de lalíngua que conserva no avesso da língua aquilo que a História insiste em recalcar; restitui no seu conceito de falasser a dimensão do corpo atravessado pelo gozo insubmisso à significação, e por fim formula o seu conceito de Sinthoma que se apresenta como possibilidade de nomeação, edípica ou não, que faça frente às injunções do discurso capitalista. Neste sentido, a psicanálise, descentrada pela própria colonialidade de Joyce, pode servir às discussões políticas de nosso tempo, apresentando as estratégias e táticas de resistência ao “discurso do capitalista” através da mobilização do resto, dos fantasmas, do inapropriável, dos conceitos de sinthoma, falasser e lalíngua.BrasilFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIAPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaUFMGORIGINALTESE COMPLETA REVISADA.pdfapplication/pdf2884380https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/2ad07e5b-3bd7-4b59-976f-f03eeab0ba01/download21a8466ff42b4e15ebbfe7d976347de0MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain2118https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/d8e3b310-7ab2-4dfc-abb9-f7ebf43e26de/downloadcda590c95a0b51b4d15f60c9642ca272MD52falseAnonymousREAD1843/681092025-09-08 22:22:00.963open.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/68109https://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-09T01:22Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEgRE8gUkVQT1NJVMOTUklPIElOU1RJVFVDSU9OQUwgREEgVUZNRwoKQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIChSSS1VRk1HKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZSBpcnJldm9nw6F2ZWwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGEgcG9sw610aWNhIGRlIGNvcHlyaWdodCBkYSBlZGl0b3JhIGRvIHNldSBkb2N1bWVudG8gZSBxdWUgY29uaGVjZSBlIGFjZWl0YSBhcyBEaXJldHJpemVzIGRvIFJJLVVGTUcuCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGTUcgcG9kZSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHZvY8OqIHRlbSBvIHBvZGVyIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBQVUJMSUNBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgQVBPSU8gREUgVU1BIEFHw4pOQ0lBIERFIEZPTUVOVE8gT1UgT1VUUk8gT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCk8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lKHMpIG91IG8ocykgbm9tZXMocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K |
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