Identificação de componente cardiotóxico do veneno da serpente Micrurus surinamensis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Silvio Rincon Filho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
ICB - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA
Programa de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/38685
Resumo: Introdução: O envenenamento pela serpente Micrurus surinamensis é bem descrito por sua neurotoxicidade. O quadro neurotóxico evidenciado em indivíduos envenenados se dá pela predominância de toxinas do grupo three-finger toxins (3FTx) e fosfolipases do tipo A2 (PLA2). Recentemente, foi observada em estudo com cobaias, a capacidade cardiotóxica deste veneno. Objetivo: O foco deste trabalho foi purificar uma toxina com potencial cardiotoxicidade. Metodologia: Para isto, foram realizadas três diferentes cromatografias partindo do veneno total, analisando o perfil proteico por SDS-PAGE e identificando as frações cardiotóxicas por ensaio de viabilidade celular em cardiomioblastos (linhagem H9c2) entre cada etapa cromatográfica. A fração mais homogênea que apresentou cardiotoxicidade foi submetida a sequenciamento manual. Resultados: Diferentes frações apresentaram atividade, sendo uma destas frações composta por uma lectina do tipo-C de serpente (LTC). Frente à exposição da H9c2 à LTC purificada, a concentração efetiva capaz de levar a redução da viabilidade celular em 50% (EC50) foi de 9.8µg/mL. Além disso, as células incubadas com esta cardiotoxina formam agregados celulares, o que indica que ligações cruzadas estão sendo formadas e, possivelmente, essa LTC se trata de uma lectina do tipo-C que mantêm os motivos de ligação à carboidratos. Conclusão: Determinou-se que diferentes constituintes presentes no veneno de Micrurus surinamensis apresentam potencial cardiotóxico, sendo um destes uma LTC
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