O estatuto da cidade como instrumento do planejamento urbano nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande - MT

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Ferreira, Enodes Soares lattes
Orientador(a): Garcia Netto, Luiz da Rosa lattes
Banca de defesa: Garcia Netto, Luiz da Rosa lattes, Vilarinho Neto, Cornélio Silvano lattes, César, Sandro Fábio lattes, Zamparoni, Cleusa Aparecida Gonçalves Pereira lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Mato Grosso
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geografia
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS)
País: Brasil
Área do conhecimento CNPq:
Resumo: Com a mudança no processo de produção, gerado pela Revolução Industrial do século XIX, as relações entre campo e cidade sofreram grandes transformações. A população no Brasil que até a década de 60 era basicamente rural, em menos de 10 anos passou a ser urbana e a viver nas grandes cidades, esse fenômeno gerou grandes transformações na paisagem. Muitos problemas sociais e espaciais sugiram e agravaram ainda mais, devido à grande demanda como à falta de infra-estrutura e o desemprego. Para solucionar esses problemas muitos planos e projetos foram elaborados, mais, devido à falta de embasamento jurídico, quase todos não obtiveram o sucesso esperado. Diante desses inúmeros problemas e das dificuldades dos gestores municipais de conseguirem boas soluções, o Congresso Nacional, pressionado pelos Planejadores Urbanos e pelas Frentes Populares, depois de 12 anos de discussão, aprovaram no ano de 2001 a Lei n° 10.257/2001, conhecida como Estatuto da Cidade. Esta lei cria um marco nas políticas públicas de planejamento urbano, e mais do que isso, proporciona aos gestores e planejadores urbanos municipais, mecanismos com embasamento jurídico para que possam ser utilizados pelos gestores urbanos na prática do dia a dia. Um dos instrumentos mais conhecidos do Estatuto da Cidade é a obrigatoriedade de elaboração de Planos Diretores “participativos”. O município de Cuiabá e Várzea Grande, no ano da publicação do Estatuto da Cidade, já possuíam Planos Diretores. Com a nova legislação foi necessária a devida revisão. Com a revisão e a participação popular em seminários e reuniões os novos Planos Diretores foram aprovados e promulgados no ano de 2007. Passado doze anos da publicação do Estatuto da Cidade, pergunta-se, o que mudou na paisagem urbana da cidade de Cuiabá e Várzea Grande, quais instrumentos que estão sendo usados, e quais são os resultados. O objetivo deste estudo é verificar quando e onde está ocorrendo às transformações na paisagem urbana por conta do Estatuto da Cidade. A idéia deste estudo foi mapear as mudanças para se ter uma visão ampla, numa escala melhor, a fim de poder subsidiar as novas políticas públicas urbanas, cada vez, mas participativa, preparando-as para as demandas futuras.
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spelling 2019-08-05T15:13:44Z2015-06-112019-08-05T15:13:44Z2015-04-13FERREIRA, Enodes Soares. O estatuto da cidade como instrumento do planejamento urbano nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande – MT. 2015. 99 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Cuiabá, 2015.http://ri.ufmt.br/handle/1/1244Com a mudança no processo de produção, gerado pela Revolução Industrial do século XIX, as relações entre campo e cidade sofreram grandes transformações. A população no Brasil que até a década de 60 era basicamente rural, em menos de 10 anos passou a ser urbana e a viver nas grandes cidades, esse fenômeno gerou grandes transformações na paisagem. Muitos problemas sociais e espaciais sugiram e agravaram ainda mais, devido à grande demanda como à falta de infra-estrutura e o desemprego. Para solucionar esses problemas muitos planos e projetos foram elaborados, mais, devido à falta de embasamento jurídico, quase todos não obtiveram o sucesso esperado. Diante desses inúmeros problemas e das dificuldades dos gestores municipais de conseguirem boas soluções, o Congresso Nacional, pressionado pelos Planejadores Urbanos e pelas Frentes Populares, depois de 12 anos de discussão, aprovaram no ano de 2001 a Lei n° 10.257/2001, conhecida como Estatuto da Cidade. Esta lei cria um marco nas políticas públicas de planejamento urbano, e mais do que isso, proporciona aos gestores e planejadores urbanos municipais, mecanismos com embasamento jurídico para que possam ser utilizados pelos gestores urbanos na prática do dia a dia. Um dos instrumentos mais conhecidos do Estatuto da Cidade é a obrigatoriedade de elaboração de Planos Diretores “participativos”. O município de Cuiabá e Várzea Grande, no ano da publicação do Estatuto da Cidade, já possuíam Planos Diretores. Com a nova legislação foi necessária a devida revisão. Com a revisão e a participação popular em seminários e reuniões os novos Planos Diretores foram aprovados e promulgados no ano de 2007. Passado doze anos da publicação do Estatuto da Cidade, pergunta-se, o que mudou na paisagem urbana da cidade de Cuiabá e Várzea Grande, quais instrumentos que estão sendo usados, e quais são os resultados. O objetivo deste estudo é verificar quando e onde está ocorrendo às transformações na paisagem urbana por conta do Estatuto da Cidade. A idéia deste estudo foi mapear as mudanças para se ter uma visão ampla, numa escala melhor, a fim de poder subsidiar as novas políticas públicas urbanas, cada vez, mas participativa, preparando-as para as demandas futuras.With the change in the production process, generated by the Industrial Revolution of the nineteenth century, the relationship between country and city underwent major transformations. The population in Brazil that until the 60s was basically rural in less than 10 years has become urban and living in big cities, this phenomenon led to major changes in the landscape. Many social and spatial problems and suggest further aggravated due to the great demand as the lack of infrastructure and unemployment. To solve these problems many plans and projects were developed, more due to lack of legal grounds, almost all did not achieve the expected success. Given these numerous problems and difficulties of municipal managers get good solutions, Congress, pressured by urban planners and the Popular Fronts, after 12 years of discussion, approved in 2001 Law No. 10.257 / 2001, known as City Statute. This law creates a milestone in public policies of urban planning, and more than that, it gives managers and municipal urban planners, mechanisms with legal grounds for them to be used by urban managers in practice everyday. One of the best known instruments City Statute is the requirement for preparation of Master Plans “participatory”. The city of Cuiabá and Várzea Grande, in the year of publication of the City Statute, already had Master Plans. With the new legislation due revision was necessary. With the review and public participation in seminars and meetings the new Master Plans were approved and promulgated in 2007. Past twelve years of publication of the City Statute, the question arises, what has changed in the urban landscape of the city of Cuiabá and Várzea Great, what instruments are being used, and what are the results. The objective of this study is to determine when and where it is going to change in the urban landscape because of the City Statute. The idea of this study was to map the changes to take a broad view, a better scale, in order to subsidize the new urban public policies, every time, but participative, preparing them for future demands.Submitted by Nádia Paes (nadia66paes@gmail.com) on 2019-07-15T14:21:49Z No. of bitstreams: 1 DISS_2015_Enodes Soares Ferreira.pdf: 7607579 bytes, checksum: 86f89405c927654760557892fc5690d6 (MD5)Approved for entry into archive by Jordan (jordanbiblio@gmail.com) on 2019-08-05T15:13:44Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DISS_2015_Enodes Soares Ferreira.pdf: 7607579 bytes, checksum: 86f89405c927654760557892fc5690d6 (MD5)Made available in DSpace on 2019-08-05T15:13:44Z (GMT). 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