Os índios do Brasil no pensamento de Carl Friedrich Philipp von Martius (1823-1844)
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Mato Grosso
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em História
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| Departamento: |
Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS)
|
| País: |
Brasil
|
| Área do conhecimento CNPq: | Resumo: | As questões que relacionam os povos indígenas ao Brasil, concebido enquanto nação, ganharam grande relevância a partir da terceira década dos oitocentos. Com o estabelecimento da Corte lusitana em seus domínios coloniais americanos, em 1808, a velha estrutura colonial ruiu, culminando nos acontecimentos de 1822. Mas desde fins da primeira década do século XIX, a entrada de vários estrangeiros ensejou a produção de muitos discursos que, com a fundação da jovem nação nos trópicos, vieram compor os debates acerca da identidade do Brasil e do brasileiro. Muitos destes estrangeiros eram associados aos círculos científicos europeus e - ou - integrantes da nobreza. Munidos das ferramentas das ciências modernas que, a partir da Ilustração, disseminaram-se desde a Europa, estes homens exploraram extensas e variadas regiões. Seus registros apresentam uma riqueza de detalhes e interpretações acerca do espaço e do homem naquele período, e sua análise fornece-nos importantes pistas para a compreensão de diversos temas concernentes ao Brasil. Um destes viajantes é o bávaro Carl Friedrich Philipp von Martius que, juntamente com Johann Baptist von Spix, chegou em 1817. Ambos fizeram uma viagem de aproximadamente três anos, da qual resultou uma vasta produção científica e literária. Além da obra Viagem pelo Brasil, a narrativa do périplo brasileiro escrita por von Martius em co-autoria com von Spix, que constitui a principal fonte desta pesquisa, von Martius publicou uma série de outras obras, a saber: O estado de direito entre os autóctones do Brasil (Munique, 1832), O passado e o futuro do homem americano (Freiburg, 1838) e o tratado Como se deve escrever a história do Brasil (Rio de Janeiro, 1844). Von Martius escreveu também o romance Frey Apollonio, mas essa obra não chegou a ser publicada pelo autor e só saiu à luz postumamente, em 1992. No Brasil, a publicação e circulação dos escritos científicos contaram com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado em 1838. A hipótese dessa pesquisa é que, no contexto de formação do Brasil enquanto nação, von Martius se destaca como um dos primeiros autores que não só define o indígena como brasileiro – especialmente em seu tratado de 1844 –, mas desenvolve e fomenta uma série de estudos que visavam a busca por sua história. Além da narrativa da expedição, Viagem pelo Brasil, a pesquisa utiliza os três escritos científicos acima mencionados e o romance Frey Apollonio. Com base nessas obras, a pesquisa cobre um período aproximado de 20 anos da vida e do trabalho intelectual do bávaro, entre 1823 e 1844. |
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2019-09-04T07:44:29Z2013-12-132019-09-04T07:44:29Z2013-04-22SILVA, Seles Pereira da. Os índios do Brasil no pensamento de Carl Friedrich Philipp von Martius (1823-1844). 2013. 79 f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Cuiabá, 2013.http://ri.ufmt.br/handle/1/1390As questões que relacionam os povos indígenas ao Brasil, concebido enquanto nação, ganharam grande relevância a partir da terceira década dos oitocentos. Com o estabelecimento da Corte lusitana em seus domínios coloniais americanos, em 1808, a velha estrutura colonial ruiu, culminando nos acontecimentos de 1822. Mas desde fins da primeira década do século XIX, a entrada de vários estrangeiros ensejou a produção de muitos discursos que, com a fundação da jovem nação nos trópicos, vieram compor os debates acerca da identidade do Brasil e do brasileiro. Muitos destes estrangeiros eram associados aos círculos científicos europeus e - ou - integrantes da nobreza. Munidos das ferramentas das ciências modernas que, a partir da Ilustração, disseminaram-se desde a Europa, estes homens exploraram extensas e variadas regiões. Seus registros apresentam uma riqueza de detalhes e interpretações acerca do espaço e do homem naquele período, e sua análise fornece-nos importantes pistas para a compreensão de diversos temas concernentes ao Brasil. Um destes viajantes é o bávaro Carl Friedrich Philipp von Martius que, juntamente com Johann Baptist von Spix, chegou em 1817. Ambos fizeram uma viagem de aproximadamente três anos, da qual resultou uma vasta produção científica e literária. Além da obra Viagem pelo Brasil, a narrativa do périplo brasileiro escrita por von Martius em co-autoria com von Spix, que constitui a principal fonte desta pesquisa, von Martius publicou uma série de outras obras, a saber: O estado de direito entre os autóctones do Brasil (Munique, 1832), O passado e o futuro do homem americano (Freiburg, 1838) e o tratado Como se deve escrever a história do Brasil (Rio de Janeiro, 1844). Von Martius escreveu também o romance Frey Apollonio, mas essa obra não chegou a ser publicada pelo autor e só saiu à luz postumamente, em 1992. No Brasil, a publicação e circulação dos escritos científicos contaram com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado em 1838. A hipótese dessa pesquisa é que, no contexto de formação do Brasil enquanto nação, von Martius se destaca como um dos primeiros autores que não só define o indígena como brasileiro – especialmente em seu tratado de 1844 –, mas desenvolve e fomenta uma série de estudos que visavam a busca por sua história. Além da narrativa da expedição, Viagem pelo Brasil, a pesquisa utiliza os três escritos científicos acima mencionados e o romance Frey Apollonio. Com base nessas obras, a pesquisa cobre um período aproximado de 20 anos da vida e do trabalho intelectual do bávaro, entre 1823 e 1844.Issues relating to indigenous peoples to Brazil, conceived as a nation, have gained great importance from the third decade of the nineteenth century. With the establishment of the Portuguese kingdom in their colonial domains in Americas in 1808, the old colonial structure collapsed, culminating in the events of 1822. But since the end of the first decade of the nineteenth century, the entering of many foreigners led to the production of many speeches that, with the founding of the new nation in the tropics, came to compose the debates about the identity of Brazil and the Brazilian. Many of these foreigners were associated with European scientific circles and - or - members of the nobility. Armed with the tools of modern science, as from the Illustration, spread from Europe, these men explored extensive and diverse regions. Their records show a wealth of details and interpretations of space and man of that period, and its analysis provides us with important clues for the understanding of various issues pertaining to Brazil. One of these travelers is the Bavarian Carl Friedrich Philipp von Martius, who together with Johann Baptist von Spix, arrived in 1817. Both made a trip of about three years, which resulted in extensive scientific and literary production. Besides the work Travel in Brazil, the Brazilian narrative of the journey written by von Martius co-authored with von Spix, which has been the main source of this research, von Martius published a number of other works, namely: The rule of law among native of Brazil (Munich, 1832), The Past and Future of American man (Freiburg, 1838) and the treaty How to Write the History of Brazil (Rio de Janeiro, 1844). Von Martius also wrote the novel Frey Apollonio, but this work was never published by the author and came to light only posthumously, in 1992. In Brazil, the publication and circulation of scientific writings had the support of the Brazilian Historical and Geographical Institute, founded in 1838. The hypothesis of this research is that, in the context of formation of Brazil as a nation, von Martius stands as one of the first authors that not only defines indigenous peoples as Brazilians - especially in his treaty of 1844 - but he fosters and develops a series of studies aimed to search for his story. Besides the narrative of the expedition, Travel in Brazil, the research uses the three aforementioned scientific writings and the romance Frey Apollonio. Based on these works, the survey covers a period of approximately 20 years of life and intellectual work of the Bavarian, between 1823 and 1844.Submitted by Nádia Paes (nadia66paes@gmail.com) on 2019-08-27T10:53:59Z No. of bitstreams: 1 DISS_2013_Seles Pereira da Silva.pdf: 834305 bytes, checksum: 402e75dae5260be09e55f0da5c41b2aa (MD5)Approved for entry into archive by Jordan (jordanbiblio@gmail.com) on 2019-09-04T07:44:29Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DISS_2013_Seles Pereira da Silva.pdf: 834305 bytes, checksum: 402e75dae5260be09e55f0da5c41b2aa (MD5)Made available in DSpace on 2019-09-04T07:44:29Z (GMT). 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