Choques de seca na primeira infância impactam a formação do capital humano? Evidências para Região Nordeste

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: SILVA, Mateus Filipe da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Economia / Centro Academico do Agreste
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/58108
Resumo: Eventos climáticos extremos têm sido amplamente documentados ao longo da história global. Este trabalho investiga o impacto dos choques de seca na formação do capital humano na região Nordeste do Brasil. Utilizando dados da PNAD e variáveis climáticas específicas, o estudo examina se a exposição à seca nos primeiros anos de vida afeta indicadores de educação e emprego na vida adulta. Para alcançar este objetivo, recorremos a uma estratégia empírica que envolve a utilização de dados provenientes da PNAD de 2013 e 2014. Além disso, para uma análise mais detalhada dos padrões climáticos, incorporamos dados da série temporal de Matsuura e Willmott (2012), denominada "Terrestrial Air Temperature and Terrestrial Precipitation: 1900-2010 Gridded Monthly Series". A desagregação desses dados a nível municipal é realizada por meio do Índice de Precipitação Padronizada (SPI). O modelo utilizado é MQO e sua análise considera anos de estudo, analfabetismo, emprego, e matrícula em cursos universitários como variáveis dependentes, enquanto a intensidade e frequência de secas nos primeiros cinco anos de vida constituem as variáveis explicativas. Os resultados demonstram que, de maneira geral, os choques de seca nos primeiros anos de vida não apresentam um impacto significativo sobre os anos de estudo ou sobre a taxa de emprego dos indivíduos. No entanto, há uma diferença de gênero relevante: enquanto os homens não mostram variações significativas, as mulheres expostas à seca durante o segundo ano de vida têm menor probabilidade de serem analfabetas.
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