O bom e mau governo das gentes : capitães-mores e governadores na capitania da paraíba (c.1707- c.1750)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: ARAUJO, Lana Camila Gomes de
Orientador(a): SOUZA, George Felix Cabral de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Historia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65118
Resumo: Esse trabalho tem como proposta se inserir em uma renovação de estudos sobre as dinâmicas e estruturas políticas com o objetivo de analisar a administração colonial da Capitania da Paraíba durante a primeira metade do século XVIII, problematizando as dinâmicas do poder, assim como o desenvolvimento de estratégias, alianças e negociações interétnicas dos capitães-mores e governadores da dita capitania no exercício de sua função, partindo da concepção de que essas relações eram fundamentais para compreender as práticas políticas. Analisar as governabilidades dentro Império português, especificamente na capitania da Paraíba permite a construção de uma entidade política com proporções transoceânicas ou pluricontinentais, que por muito tempo foi desprezada pelos estudos mais estruturais e economicistas. Defendendo que o estudo da história política não deve renunciar à dinâmica socioeconômica, nem negligenciar os conflitos que moldaram o espaço e os poderes, pois são essas narrativas que nos permitem visualizar as várias facetas político-administrativas no ultramar. As atuações e trajetórias dos capitães-mores e governadores são uma importante ferramenta para discutir o poder local e seus arranjos, sobretudo, pelas manifestações dos administrados frente a atuação dos administradores régios. Para tanto, as principais fontes documentadas utilizadas foram, predominantemente, os documentos avulsos e em códices do Arquivo Histórico Ultramarino, no âmbito do Conselho Ultramarino, bem como os documentos contidos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a fim de examinar como se colocavam os elogios e as queixas contra os administradores. Por fim, verificou-se que as tramas reais evidenciam o caráter dinâmico das administrações da capitania e as relações entre os diversos protagonistas históricos consubstanciadas em uma ampla rede de articulação, nas quais as condutas misturavam-se com os interesses pessoais. Logo, para além do desejo de informar sobre um bom ou mau governo, escondiam-se as estratégias para manter privilégios e prejudicar seus opositores. Dessa forma, os agentes coloniais devem ser compreendidos como sujeitos posicionados para ação.
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spelling ARAUJO, Lana Camila Gomes dehttp://lattes.cnpq.br/1511269589243736http://lattes.cnpq.br/5699072584852088SOUZA, George Felix Cabral de2025-08-18T12:49:35Z2025-08-18T12:49:35Z2025-02-26ARAÚJO, Lana Camila Gomes de. O bom e mau governo das gentes : capitães-mores e governadores na capitania da paraíba (c.1707- c.1750). Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65118Esse trabalho tem como proposta se inserir em uma renovação de estudos sobre as dinâmicas e estruturas políticas com o objetivo de analisar a administração colonial da Capitania da Paraíba durante a primeira metade do século XVIII, problematizando as dinâmicas do poder, assim como o desenvolvimento de estratégias, alianças e negociações interétnicas dos capitães-mores e governadores da dita capitania no exercício de sua função, partindo da concepção de que essas relações eram fundamentais para compreender as práticas políticas. Analisar as governabilidades dentro Império português, especificamente na capitania da Paraíba permite a construção de uma entidade política com proporções transoceânicas ou pluricontinentais, que por muito tempo foi desprezada pelos estudos mais estruturais e economicistas. Defendendo que o estudo da história política não deve renunciar à dinâmica socioeconômica, nem negligenciar os conflitos que moldaram o espaço e os poderes, pois são essas narrativas que nos permitem visualizar as várias facetas político-administrativas no ultramar. As atuações e trajetórias dos capitães-mores e governadores são uma importante ferramenta para discutir o poder local e seus arranjos, sobretudo, pelas manifestações dos administrados frente a atuação dos administradores régios. Para tanto, as principais fontes documentadas utilizadas foram, predominantemente, os documentos avulsos e em códices do Arquivo Histórico Ultramarino, no âmbito do Conselho Ultramarino, bem como os documentos contidos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a fim de examinar como se colocavam os elogios e as queixas contra os administradores. Por fim, verificou-se que as tramas reais evidenciam o caráter dinâmico das administrações da capitania e as relações entre os diversos protagonistas históricos consubstanciadas em uma ampla rede de articulação, nas quais as condutas misturavam-se com os interesses pessoais. Logo, para além do desejo de informar sobre um bom ou mau governo, escondiam-se as estratégias para manter privilégios e prejudicar seus opositores. Dessa forma, os agentes coloniais devem ser compreendidos como sujeitos posicionados para ação.This work aims to contribute to a renewed field of studies on political dynamics and structures by analyzing the colonial administration of the Captaincy of Paraíba during the first half of the 18th century. It problematizes power dynamics, as well as the development of strategies, alliances, and interethnic negotiations of the Captains-Major and Governors of said captaincy in the exercise of their function, based on the understanding that these relationships were fundamental to comprehending political practices. Analyzing governance within the Portuguese Empire, specifically in the Captaincy of Paraíba, allows for the construction of a political entity with transoceanic or pluricontinental proportions, which has long been neglected by more structural and economic-focused studies. It argues that the study of political history should not renounce socioeconomic dynamics, nor neglect the conflicts that shaped space and powers, as these narratives allow us to visualize the various political-administrative facets overseas. The actions and trajectories of Captains-Major and Governors are an important tool for discussing local power and its arrangements, especially through the manifestations of those administered in the face of the actions of royal administrators. To this end, the main documentary sources used were predominantly the loose documents and codices from the Overseas Historical Archive, within the scope of the Overseas Council, as well as the documents contained in the National Archive of the Tower of Tombo, in order to examine how praise and complaints against administrators were positioned. Finally, it was found that the real plots reveal the dynamic character of the captaincy's administrations and the relationships between the various historical protagonists embodied in a wide network of articulation, in which behaviors were mixed with personal interests. Therefore, beyond the desire to inform about good or bad governance, strategies to maintain privileges and harm opponents were hidden. Thus, colonial agents must be understood as subjects positioned for action.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em HistoriaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessCapitão-mor de capitaniaGovernador de capitaniaCapitania da ParaíbaAdministração colonialO bom e mau governo das gentes : capitães-mores e governadores na capitania da paraíba (c.1707- c.1750)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdfTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdfapplication/pdf4536631https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65118/1/TESE%20Lana%20Camila%20Gomes%20de%20Araujo.pdf8fa9ad96c39523e24c263bc085afca1fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65118/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdf.txtTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdf.txtExtracted texttext/plain684333https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65118/3/TESE%20Lana%20Camila%20Gomes%20de%20Araujo.pdf.txt60c88dea99610bccfb7365900680b4f3MD53THUMBNAILTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdf.jpgTESE Lana Camila Gomes de Araujo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1194https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65118/4/TESE%20Lana%20Camila%20Gomes%20de%20Araujo.pdf.jpg4a89222511d772325182c2aa7524fbfdMD54123456789/651182025-08-24 15:00:46.456oai:repositorio.ufpe.br:123456789/65118VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-08-24T18:00:46Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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