Comportamento vocal em Trichechus manatus manatus
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18532 |
Resumo: | O peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus, é uma das subespécies mais ameaçadas no nordeste do Brasil, e foi classificado como em perigo de extinção no país. O conhecimento da comunicação de peixes-boi marinhos ainda está na etapa de infância, porém estudos tem demonstrado o uso de vocalizações como um método de reconhecimento individual e comunicação em outras espécies de peixes-boi. Os estudos incluídos nesta dissertação foram realizados no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), localizado na Ilha de Itamaracá, no nordeste do Brasil. Seis tipos de vocalizações foram identificados: duas destas vocalizações, squeaks e screeches foram comuns às fêmeas, machos e juvenis. A estrutura de squeaks foi diferente entre animais de sexos e faixa etárias diferentes e a estrutura de screeches foi diferente apenas entre animais de faixa etária diferente. Experimentos de playback demonstraram um aumento nas vocalizações dos peixes-boi após reprodução de estímulos vocais quando comparado ao estímulo controle. Isso sugere que os peixes-boi marinhos utilizam vocalizações como um método de comunicação. Estes resultados introduzem a possibilidade de utilizar as vocalizações de peixes-boi marinho na identificação e no monitoramento não-invasivo desses animais na natureza, onde a identificação de idade ou sexo é difícil por causa da turbidez da água e a timidez da espécie. O padrão de comportamento, também, foi descrito para os peixes-boi marinhos em cativeiro: sete categorias comportamentais foram identificadas. Diferenças sexuais e etárias foram identificadas no uso dessas categorias. Experimentos de playback foram realizados utilizando estímulos de jangada motorizada, catamarã, lancha e controle de silêncio, para identificar preliminarmente os efeitos que o ruído de barcos tem no comportamento e na vocalização de peixes-boi juvenis. Respostas comportamentais e vocais ocorreram aos estímulos de barcos, tendo a jangada motorizada provocado uma reposta mais intensa nos peixes-boi juvenis. Os resultados deste estudo sugerem a limitação no uso de jangadas motorizadas em áreas de ocorrência de peixes-boi. |
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UMEED, Rebeccahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.dohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.doBEZERRA, Bruna Martins2017-04-10T17:33:59Z2017-04-10T17:33:59Z2016-07-29https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18532O peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus, é uma das subespécies mais ameaçadas no nordeste do Brasil, e foi classificado como em perigo de extinção no país. O conhecimento da comunicação de peixes-boi marinhos ainda está na etapa de infância, porém estudos tem demonstrado o uso de vocalizações como um método de reconhecimento individual e comunicação em outras espécies de peixes-boi. Os estudos incluídos nesta dissertação foram realizados no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), localizado na Ilha de Itamaracá, no nordeste do Brasil. Seis tipos de vocalizações foram identificados: duas destas vocalizações, squeaks e screeches foram comuns às fêmeas, machos e juvenis. A estrutura de squeaks foi diferente entre animais de sexos e faixa etárias diferentes e a estrutura de screeches foi diferente apenas entre animais de faixa etária diferente. Experimentos de playback demonstraram um aumento nas vocalizações dos peixes-boi após reprodução de estímulos vocais quando comparado ao estímulo controle. Isso sugere que os peixes-boi marinhos utilizam vocalizações como um método de comunicação. Estes resultados introduzem a possibilidade de utilizar as vocalizações de peixes-boi marinho na identificação e no monitoramento não-invasivo desses animais na natureza, onde a identificação de idade ou sexo é difícil por causa da turbidez da água e a timidez da espécie. O padrão de comportamento, também, foi descrito para os peixes-boi marinhos em cativeiro: sete categorias comportamentais foram identificadas. Diferenças sexuais e etárias foram identificadas no uso dessas categorias. Experimentos de playback foram realizados utilizando estímulos de jangada motorizada, catamarã, lancha e controle de silêncio, para identificar preliminarmente os efeitos que o ruído de barcos tem no comportamento e na vocalização de peixes-boi juvenis. Respostas comportamentais e vocais ocorreram aos estímulos de barcos, tendo a jangada motorizada provocado uma reposta mais intensa nos peixes-boi juvenis. Os resultados deste estudo sugerem a limitação no uso de jangadas motorizadas em áreas de ocorrência de peixes-boi.FACEPEThe Antillean manatee, Trichechus manatus manatus, is one of the most endangered species in North-eastern Brazil and has been classified as under threat of extinction (MMA 2014). Knowledge on the acoustic communication of Antillean manatees is still in its infancy, however studies have demonstrated the use of vocalizations as a method of individual recognition and communication in other manatee taxa. The studies included in this paper were performed at the Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamiferos Aquáticos (CMA), located on the Itamaracá Island, North-eastern Brazil. Six types of vocalizations were found to be produced by the manatees included in the study, with two of these calls, squeaks and screeches found to be common to females, males and juveniles. Vocalization structure was found to demonstrate gender and age differences for squeaks and only age differences for screeches. Playback experiments showed an increase in manatee vocalizations following the playback stimuli, which suggests the use of vocalizations as a method of communication in T. manatus manatus. These results may introduce the possibility of using vocalizations in the identification and passive and active non-invasive monitoring of manatees in the wild where sex or age identification can be difficult due to water turbidity and discrete nature of the Antillean manatees. Manatee behavioral patterns were also investigated using scan and focal behavior observations: seven behavior categories were identified for the manatees included in this study. Both gender and age differences were found in the use of these behavior categories. Playback experiments using motorized jangada, catamaran, fishing boat and control stimuli were carried out to preliminarily identify the effects of boat noise on juvenile manatee vocal and postural behavior. Responses to boat noise stimuli were demonstrated in vocal and postural behavior, with the motorized jangada stimuli eliciting the greatest response from juvenile manatees. The results of this study suggest the limitation of the use of motorized jangadas in wild areas of known occurrence of Antillean manatees in Brazil.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAmeaçado. Estrutura de vocalizações. Comunicação. Poluição. Conservação.Endangered. Vocalization structure. Communication. Noise pollution. Conservation.Comportamento vocal em Trichechus manatus manatusinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILRebecca.pdf.jpgRebecca.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1202https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18532/5/Rebecca.pdf.jpg55291b553aa1558c3906046e6f7e94d3MD55ORIGINALRebecca.pdfRebecca.pdfapplication/pdf2809397https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18532/1/Rebecca.pdf577bc3b65e83574e500de63184e3c8bbMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18532/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18532/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTRebecca.pdf.txtRebecca.pdf.txtExtracted texttext/plain138131https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18532/4/Rebecca.pdf.txt7a8854679a8a9c9314e1a42a203251e3MD54123456789/185322019-10-25 04:38:45.694oai:repositorio.ufpe.br:123456789/18532TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T07:38:45Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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