Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: LOEBENS, Sara de Castro
Orientador(a): FERREIRA, Beatrice Padovani, HAZIN, Fábio Hissa Vieira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
dARK ID: ark:/64986/001300002brr0
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Oceanografia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63452
Resumo: A zona de arrebentação é definida como a área entre a marca da maré alta, no limite inferior da praia, e a linha de quebra das ondas. Essa área está dividida em zona de arrebentação externa e zona de arrebentação interna. A zona de arrebentação interna (em inglês Inner Surf Zone – ISZ), definida como sendo uma região com profundidade inferior a 1,5 metros, quebra de ondas menores, mais rápidas e sob a forma de espuma, abriga uma ictiofauna, aparentemente exclusiva em tamanho, comportamento de uso e crescimento, foi alvo desse estudo. A ictiofauna da ISZ é composta principalmente por larvas e jovens que utilizam o local como berçário, espécies de pequeno porte que podem fechar seu ciclo de vida no local e predadores. A Região Nordeste do Brasil possui a maior linha de costa, sendo reconhecida por suas praias, porém estudos sobre o uso do sazonal do habitat nesse ambiente ainda são considerados escassos. Para auxiliar no preenchimento dessa lacuna, coletas mensais utilizando redes de arrasto de praia do “picaré” foram realizadas nas zonas de arrebentação internas (< 1.5 m) de quatro praias localizadas no estado de Pernambuco, nordeste do Brasil, entre os anos de 2011 e 2014. A influência da sazonalidade, ontogenia, estrutura de tamanho, conectividade entre ecossistemas e de variáveis físico-químicas foram investigadados. Esta tese está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo a dinâmica espaço-temporal das assembleias de peixes da ISZ tropical foi analisada. Foi registrado que a proximidade com ambientes recifais resulta em uma assembleia com maior número de espécimes, mais rica, diversa, temporalmente estável e com pouca influência fatores abióticos, como salinidade e temperatura, representada por indivíduos entre 8 e 450 mm CP, que provavelmente utilizam as ISZ como um “habitat transitório de espera”. No segundo capítulo foi examinada a relação peso-comprimento (LWR) de 15 espécies e a relação comprimento-comprimento (LLR) de 29 espécies de peixes encontradas na zona de arrebentação do litoral de Pernambuco. Foram apresentados os primeiros valores de LWR para Atherinella cf. blackburni e Sardinella aurita no nordeste do Brasil e registrados os primeiros valores de LLR para 23 espécies. Os resultados encontrados para o parâmetro b para LWR na maioria das espécies ficaram dentro da faixa esperada de 2,5 a 3,5. O crescimento alométrico positivo foi observado em todas as espécies para LLR devido a quantidade de jovens nas amostras. O terceiro capítulo amplia a hipótese do “habitat transitório de espera” do primeiro capítulo e analisa o padrão sazonal e o uso do habitat pela ictiofauna da ISZ tropical. Os resultados revelaram um papel significativo no desenvolvimento ontogenético temporal de espécies marinhas e estuarinas na ISZ. O desenvolvimento do método analítico passo-a-passo proposto, que incorpora o reconhecimento de Unidade Ecologicas de Tamanho e sua abundância relativa para a classificação de grupos ecológicos e uso sazonal de habitat permitiu a classificação ontogenética das espécies em recrutas, jovens e adultos resultando na definição de três grupos principais de uso da ISZ: residentes anuais, jovens em zona de berçário e visitantes adultos. Por fim, os resultados permitiram definir subhabitat com uma compreensão ecológica mais bem embasada que a tradicionalmente utilizada baseada apenas no perfil metodológico zona de arrebentação interna. Este estudo demonstra que a ISZ em praias tropicais tem alta riqueza de espécies de peixe e reduzida variação sazonal das assembleias, conectando ecossistemas costeiros, como recifes e estuários, reforçando o papel da ISZ como berçário e fonte de recrutamento para outras áreas. Neste sentido se conclui que a ISZ é um habitat essencial para a manutenção da biodiversidade e das espécies que sustentam as pescarias locais. Esses resultados evidenciam a importância de considerar as zonas de arrebentação em projetos de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) e planos de gestão, priorizando a conectividade ecológica e a conservação de espécies ameaçadas e de recursos pesqueiros.
id UFPE_90e1f5fc5dd12f6771572afb1a2cddfe
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63452
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling LOEBENS, Sara de Castrohttp://lattes.cnpq.br/9112845623566024http://lattes.cnpq.br/6680356632730139http://lattes.cnpq.br/2479583060761727http://lattes.cnpq.br/4326514220673393http://lattes.cnpq.br/5700488412022830FERREIRA, Beatrice PadovaniHAZIN, Fábio Hissa VieiraSOBRINHO, João Paes VieiraOLIVEIRA, Paulo Guilherme Vasconcelos de2025-05-28T19:41:32Z2025-05-28T19:41:32Z2024-10-31LOEBENS, Sara de Castro. Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil. 2024.Tese (Doutorado em Oceanografia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63452ark:/64986/001300002brr0A zona de arrebentação é definida como a área entre a marca da maré alta, no limite inferior da praia, e a linha de quebra das ondas. Essa área está dividida em zona de arrebentação externa e zona de arrebentação interna. A zona de arrebentação interna (em inglês Inner Surf Zone – ISZ), definida como sendo uma região com profundidade inferior a 1,5 metros, quebra de ondas menores, mais rápidas e sob a forma de espuma, abriga uma ictiofauna, aparentemente exclusiva em tamanho, comportamento de uso e crescimento, foi alvo desse estudo. A ictiofauna da ISZ é composta principalmente por larvas e jovens que utilizam o local como berçário, espécies de pequeno porte que podem fechar seu ciclo de vida no local e predadores. A Região Nordeste do Brasil possui a maior linha de costa, sendo reconhecida por suas praias, porém estudos sobre o uso do sazonal do habitat nesse ambiente ainda são considerados escassos. Para auxiliar no preenchimento dessa lacuna, coletas mensais utilizando redes de arrasto de praia do “picaré” foram realizadas nas zonas de arrebentação internas (< 1.5 m) de quatro praias localizadas no estado de Pernambuco, nordeste do Brasil, entre os anos de 2011 e 2014. A influência da sazonalidade, ontogenia, estrutura de tamanho, conectividade entre ecossistemas e de variáveis físico-químicas foram investigadados. Esta tese está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo a dinâmica espaço-temporal das assembleias de peixes da ISZ tropical foi analisada. Foi registrado que a proximidade com ambientes recifais resulta em uma assembleia com maior número de espécimes, mais rica, diversa, temporalmente estável e com pouca influência fatores abióticos, como salinidade e temperatura, representada por indivíduos entre 8 e 450 mm CP, que provavelmente utilizam as ISZ como um “habitat transitório de espera”. No segundo capítulo foi examinada a relação peso-comprimento (LWR) de 15 espécies e a relação comprimento-comprimento (LLR) de 29 espécies de peixes encontradas na zona de arrebentação do litoral de Pernambuco. Foram apresentados os primeiros valores de LWR para Atherinella cf. blackburni e Sardinella aurita no nordeste do Brasil e registrados os primeiros valores de LLR para 23 espécies. Os resultados encontrados para o parâmetro b para LWR na maioria das espécies ficaram dentro da faixa esperada de 2,5 a 3,5. O crescimento alométrico positivo foi observado em todas as espécies para LLR devido a quantidade de jovens nas amostras. O terceiro capítulo amplia a hipótese do “habitat transitório de espera” do primeiro capítulo e analisa o padrão sazonal e o uso do habitat pela ictiofauna da ISZ tropical. Os resultados revelaram um papel significativo no desenvolvimento ontogenético temporal de espécies marinhas e estuarinas na ISZ. O desenvolvimento do método analítico passo-a-passo proposto, que incorpora o reconhecimento de Unidade Ecologicas de Tamanho e sua abundância relativa para a classificação de grupos ecológicos e uso sazonal de habitat permitiu a classificação ontogenética das espécies em recrutas, jovens e adultos resultando na definição de três grupos principais de uso da ISZ: residentes anuais, jovens em zona de berçário e visitantes adultos. Por fim, os resultados permitiram definir subhabitat com uma compreensão ecológica mais bem embasada que a tradicionalmente utilizada baseada apenas no perfil metodológico zona de arrebentação interna. Este estudo demonstra que a ISZ em praias tropicais tem alta riqueza de espécies de peixe e reduzida variação sazonal das assembleias, conectando ecossistemas costeiros, como recifes e estuários, reforçando o papel da ISZ como berçário e fonte de recrutamento para outras áreas. Neste sentido se conclui que a ISZ é um habitat essencial para a manutenção da biodiversidade e das espécies que sustentam as pescarias locais. Esses resultados evidenciam a importância de considerar as zonas de arrebentação em projetos de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) e planos de gestão, priorizando a conectividade ecológica e a conservação de espécies ameaçadas e de recursos pesqueiros.The surf zone is defined as the area between the high tide mark at the lower limit of the beach and the wave breaking line. This area is divided into the outer surf zone and the inner surf zone. The inner surf zone (ISZ), defined as a region with a depth of less than 1.5 meters, characterized by smaller, faster waves breaking in foam, is home to an ichthyofauna that appears to be exclusive in terms of size, behavior, and growth, which was the focus of this study. The ISZ ichthyofauna is mainly composed of larvae and juveniles that use the area as a nursery, small species that can complete their life cycle in the region, and predators. The Northeast region of Brazil, which has the longest coastline and is known for its beaches, has relatively few studies on seasonal habitat use in this environment. To help fill this gap, monthly collections using beach seine nets ("picaré") were conducted in the inner surf zones (<1.5 m) of four beaches located in the state of Pernambuco, Northeast Brazil, between 2011 and 2014. The influence of seasonality, ontogeny, size structure, connectivity between ecosystems, and physicochemical variables were investigated. This thesis is organized into three chapters. In the first chapter, the spatiotemporal dynamics of the tropical ISZ fish assemblages were analyzed. It was observed that proximity to reef environments results in an assemblage with a higher number of specimens, greater richness, diversity, temporal stability, and minimal influence from abiotic factors such as salinity and temperature. This assemblage was represented by individuals ranging from 8 to 450 mm standard length (SL), which likely use the ISZ as a "transitory waiting habitat." In the second chapter, the weight-length relationship (LWR) of 15 species and the length-length relationship (LLR) of 29 fish species found in the surf zone of Pernambuco's coastline were examined. The first LWR values for Atherinella cf. blackburni and Sardinella aurita in Northeast Brazil were reported, and the first LLR values for 23 species were recorded. The b parameter for the LWR of most species was within the expected range of 2.5 to 3.5. Positive allometric growth was observed for all species in the LLR due to the high number of juveniles in the samples. The third chapter extends the " standby transient habitat" hypothesis from the first chapter and analyzes the seasonal pattern and habitat use by the tropical ISZ ichthyofauna. The results revealed a significant role in the ontogenetic development of marine and estuarine species in the ISZ. The development of the proposed step-by-step analytical method, which incorporates the recognition of Ecological Size Units and their relative abundance for classifying ecological groups and seasonal habitat use, allowed for the ontogenetic classification of species into recruits, juveniles, and adults, resulting in the definition of three main groups using the ISZ: year-round residents, juvenile nurseries, and adult visitors. Finally, the results enabled the definition of subhabitats with a more ecologically grounded understanding than the traditionally used classification based on the inner surf zone methodology. This study demonstrates that the ISZ in tropical beaches has high fish species richness and low seasonal variation in the assemblages, connecting coastal ecosystems such as reefs and estuaries, reinforcing the role of the ISZ as a nursery and recruitment source for other areas. In conclusion, the ISZ is an essential habitat for maintaining biodiversity and supporting species that sustain local fisheries. These results highlight the importance of considering surf zones in the design of Marine Protected Areas (MPAs) and management plans, prioritizing ecological connectivity and the conservation of threatened species and fishery resources.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em OceanografiaUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessEcossistemas costeirosConectividadeInner surf zoneSazonalidadeCrescimentoDiversidadeEstrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53TEXTTESE Sara de Castro Loebens.pdf.txtTESE Sara de Castro Loebens.pdf.txtExtracted texttext/plain314098https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/4/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf.txt4a82c01b698aa4d3395dc6855b9fd23bMD54THUMBNAILTESE Sara de Castro Loebens.pdf.jpgTESE Sara de Castro Loebens.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1219https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/5/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf.jpgf828e238d1cf1b652f9ee423c1d802a1MD55ORIGINALTESE Sara de Castro Loebens.pdfTESE Sara de Castro Loebens.pdfapplication/pdf3821277https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/1/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf8cff1aebcc2f18f86e2360d62ce16cffMD51123456789/634522025-05-29 02:36:30.861oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63452VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-05-29T05:36:30Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
title Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
spellingShingle Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
LOEBENS, Sara de Castro
Ecossistemas costeiros
Conectividade
Inner surf zone
Sazonalidade
Crescimento
Diversidade
title_short Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
title_full Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
title_fullStr Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
title_full_unstemmed Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
title_sort Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil
author LOEBENS, Sara de Castro
author_facet LOEBENS, Sara de Castro
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9112845623566024
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6680356632730139
http://lattes.cnpq.br/2479583060761727
dc.contributor.advisor-coLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4326514220673393
http://lattes.cnpq.br/5700488412022830
dc.contributor.author.fl_str_mv LOEBENS, Sara de Castro
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv FERREIRA, Beatrice Padovani
HAZIN, Fábio Hissa Vieira
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv SOBRINHO, João Paes Vieira
OLIVEIRA, Paulo Guilherme Vasconcelos de
contributor_str_mv FERREIRA, Beatrice Padovani
HAZIN, Fábio Hissa Vieira
SOBRINHO, João Paes Vieira
OLIVEIRA, Paulo Guilherme Vasconcelos de
dc.subject.por.fl_str_mv Ecossistemas costeiros
Conectividade
Inner surf zone
Sazonalidade
Crescimento
Diversidade
topic Ecossistemas costeiros
Conectividade
Inner surf zone
Sazonalidade
Crescimento
Diversidade
description A zona de arrebentação é definida como a área entre a marca da maré alta, no limite inferior da praia, e a linha de quebra das ondas. Essa área está dividida em zona de arrebentação externa e zona de arrebentação interna. A zona de arrebentação interna (em inglês Inner Surf Zone – ISZ), definida como sendo uma região com profundidade inferior a 1,5 metros, quebra de ondas menores, mais rápidas e sob a forma de espuma, abriga uma ictiofauna, aparentemente exclusiva em tamanho, comportamento de uso e crescimento, foi alvo desse estudo. A ictiofauna da ISZ é composta principalmente por larvas e jovens que utilizam o local como berçário, espécies de pequeno porte que podem fechar seu ciclo de vida no local e predadores. A Região Nordeste do Brasil possui a maior linha de costa, sendo reconhecida por suas praias, porém estudos sobre o uso do sazonal do habitat nesse ambiente ainda são considerados escassos. Para auxiliar no preenchimento dessa lacuna, coletas mensais utilizando redes de arrasto de praia do “picaré” foram realizadas nas zonas de arrebentação internas (< 1.5 m) de quatro praias localizadas no estado de Pernambuco, nordeste do Brasil, entre os anos de 2011 e 2014. A influência da sazonalidade, ontogenia, estrutura de tamanho, conectividade entre ecossistemas e de variáveis físico-químicas foram investigadados. Esta tese está organizada em três capítulos. No primeiro capítulo a dinâmica espaço-temporal das assembleias de peixes da ISZ tropical foi analisada. Foi registrado que a proximidade com ambientes recifais resulta em uma assembleia com maior número de espécimes, mais rica, diversa, temporalmente estável e com pouca influência fatores abióticos, como salinidade e temperatura, representada por indivíduos entre 8 e 450 mm CP, que provavelmente utilizam as ISZ como um “habitat transitório de espera”. No segundo capítulo foi examinada a relação peso-comprimento (LWR) de 15 espécies e a relação comprimento-comprimento (LLR) de 29 espécies de peixes encontradas na zona de arrebentação do litoral de Pernambuco. Foram apresentados os primeiros valores de LWR para Atherinella cf. blackburni e Sardinella aurita no nordeste do Brasil e registrados os primeiros valores de LLR para 23 espécies. Os resultados encontrados para o parâmetro b para LWR na maioria das espécies ficaram dentro da faixa esperada de 2,5 a 3,5. O crescimento alométrico positivo foi observado em todas as espécies para LLR devido a quantidade de jovens nas amostras. O terceiro capítulo amplia a hipótese do “habitat transitório de espera” do primeiro capítulo e analisa o padrão sazonal e o uso do habitat pela ictiofauna da ISZ tropical. Os resultados revelaram um papel significativo no desenvolvimento ontogenético temporal de espécies marinhas e estuarinas na ISZ. O desenvolvimento do método analítico passo-a-passo proposto, que incorpora o reconhecimento de Unidade Ecologicas de Tamanho e sua abundância relativa para a classificação de grupos ecológicos e uso sazonal de habitat permitiu a classificação ontogenética das espécies em recrutas, jovens e adultos resultando na definição de três grupos principais de uso da ISZ: residentes anuais, jovens em zona de berçário e visitantes adultos. Por fim, os resultados permitiram definir subhabitat com uma compreensão ecológica mais bem embasada que a tradicionalmente utilizada baseada apenas no perfil metodológico zona de arrebentação interna. Este estudo demonstra que a ISZ em praias tropicais tem alta riqueza de espécies de peixe e reduzida variação sazonal das assembleias, conectando ecossistemas costeiros, como recifes e estuários, reforçando o papel da ISZ como berçário e fonte de recrutamento para outras áreas. Neste sentido se conclui que a ISZ é um habitat essencial para a manutenção da biodiversidade e das espécies que sustentam as pescarias locais. Esses resultados evidenciam a importância de considerar as zonas de arrebentação em projetos de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) e planos de gestão, priorizando a conectividade ecológica e a conservação de espécies ameaçadas e de recursos pesqueiros.
publishDate 2024
dc.date.issued.fl_str_mv 2024-10-31
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-05-28T19:41:32Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-05-28T19:41:32Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv LOEBENS, Sara de Castro. Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil. 2024.Tese (Doutorado em Oceanografia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63452
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/64986/001300002brr0
identifier_str_mv LOEBENS, Sara de Castro. Estrutura e uso do habitat pela ictiofauna na zona de arrebentação de praias arenosas do litoral do estado de Pernambuco, Brasil. 2024.Tese (Doutorado em Oceanografia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.
ark:/64986/001300002brr0
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63452
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/embargoedAccess
rights_invalid_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv embargoedAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Oceanografia
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/4/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/5/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63452/1/TESE%20Sara%20de%20Castro%20Loebens.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
4a82c01b698aa4d3395dc6855b9fd23b
f828e238d1cf1b652f9ee423c1d802a1
8cff1aebcc2f18f86e2360d62ce16cff
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1866186459143208960