Estrutura populacional de pequenos mamíferos na Reserva do Cachoeira, APA de Guaraqueçaba, Paraná
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1884/27455 |
Resumo: | Resumo: A Floresta Atlântica é uma das maiores e mais importantes florestas tropicais do continente sul americano, mas é um dos mais ameaçados biomas do mundo devido a grande redução da cobertura vegetal. Essa destruição leva a fragmentação e perda de biodiversidade e aliado a isso temos que ordens como Rodentia e Didelphimorphia são pouco conhecidas. Alguns estudos mostram que a estrutura da vegetação leva a variação da diversidade e riqueza das espécies. Nesse contexto, o presente estudo descreve a estrutura da comunidade de pequenos mamíferos não-voadores na Reserva Natural Rio Cachoeira, município de Antonina (PR), em uma área de floresta ombrófila densa em três estágios sucessionais: capoeira, floresta primária e secundária. O estudo foi realizado no período de agosto de 2010 a julho de 2011, através da metodologia captura-marcação-recaptura. As capturas foram realizadas com 100 armadilhas de arame. Na capoeira foram utilizadas 20 armadilhas no solo e nas outras áreas 40, sendo 20 no solo e 20 no sub-bosque a uma altura de 1,5 a 2 metros. A isca utilizada foi banana caturra e emulsão de Scott. O esforço amostral foi de 5757 armadilhas - noite em 63 dias de atividades de campo. Foram realizadas 160 capturas de 74 indivíduos. Foram capturadas três espécies de marsupiais: Didelphis aurita, Gracilinanus microtarsus e Marmosa paraguayana. As espécies de roedores capturadas foram de Oligoryzomys nigripes, Akodon cursor, Sooretamys angouya, Delomys dorsalis e Euryoryzomys russatus. A maior riqueza total (6), maior riqueza no solo (6) e o maior índice de diversidade (0,6871) foram verificados na floresta primária. As espécies capturadas apenas na capoeira foram Oligoryzomys nigripes e Akodon cursor e neste setor foi encontrado a maior abundância (45,94% ), maior número de capturas (n = 72) e de indivíduos (n = 34). As espécies mais abundantes foram Oligoryzomys nigripes (n = 40,54%) e Gracilinanus microtarsus (n = 27,02%). Em junho ocorreu o pico das capturas com 35% do total. As capturas no sub-bosque representaram 53% na primária e 69% na secundária. Não houve captura de marsupial na capoeira, na secundária e na primária marsupiais representaram 89% e 69% das capturas. Roedores representaram 60,81% do total de capturas. O maior intervalo entre a primeira e última captura foi encontrado para um indivíduo de Gracilinanus microtarsus com de 125 dias, já para roedores o maior tempo foi de 52 dias para um indivíduo de Euryoryzomys russtaus. Não foi verificado uma diferença significativa na razão sexual para Marmosa paraguayana, entretanto, para Graciliannus microtarsus houve diferença. Mais de 90% dos marsupiais capturados foram adultos. Foi determinada a área de vida através do método do Mínimo Polígono Convexo sendo que para a espécie Akodon cursor foi de1800 m². A maior média (± desvio padrão) da área de vida foi de 2025 (± 954,59) m² para Gracilinanus microtarsus, assim como o maior volume em 3106,91 m³. Áreas com maior complexidade apresentam uma riqueza maior com captura de poucos indivíduos. |
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Silveira, FabianaUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Biológicas. Programa de Pós-Graduaçao em ZoologiaMonteiro Filho, Emygdio Leite de Araujo, 1957-2012-08-10T19:41:54Z2012-08-10T19:41:54Z2012-08-10http://hdl.handle.net/1884/27455Resumo: A Floresta Atlântica é uma das maiores e mais importantes florestas tropicais do continente sul americano, mas é um dos mais ameaçados biomas do mundo devido a grande redução da cobertura vegetal. Essa destruição leva a fragmentação e perda de biodiversidade e aliado a isso temos que ordens como Rodentia e Didelphimorphia são pouco conhecidas. Alguns estudos mostram que a estrutura da vegetação leva a variação da diversidade e riqueza das espécies. Nesse contexto, o presente estudo descreve a estrutura da comunidade de pequenos mamíferos não-voadores na Reserva Natural Rio Cachoeira, município de Antonina (PR), em uma área de floresta ombrófila densa em três estágios sucessionais: capoeira, floresta primária e secundária. O estudo foi realizado no período de agosto de 2010 a julho de 2011, através da metodologia captura-marcação-recaptura. As capturas foram realizadas com 100 armadilhas de arame. Na capoeira foram utilizadas 20 armadilhas no solo e nas outras áreas 40, sendo 20 no solo e 20 no sub-bosque a uma altura de 1,5 a 2 metros. A isca utilizada foi banana caturra e emulsão de Scott. O esforço amostral foi de 5757 armadilhas - noite em 63 dias de atividades de campo. Foram realizadas 160 capturas de 74 indivíduos. Foram capturadas três espécies de marsupiais: Didelphis aurita, Gracilinanus microtarsus e Marmosa paraguayana. As espécies de roedores capturadas foram de Oligoryzomys nigripes, Akodon cursor, Sooretamys angouya, Delomys dorsalis e Euryoryzomys russatus. A maior riqueza total (6), maior riqueza no solo (6) e o maior índice de diversidade (0,6871) foram verificados na floresta primária. As espécies capturadas apenas na capoeira foram Oligoryzomys nigripes e Akodon cursor e neste setor foi encontrado a maior abundância (45,94% ), maior número de capturas (n = 72) e de indivíduos (n = 34). As espécies mais abundantes foram Oligoryzomys nigripes (n = 40,54%) e Gracilinanus microtarsus (n = 27,02%). Em junho ocorreu o pico das capturas com 35% do total. As capturas no sub-bosque representaram 53% na primária e 69% na secundária. Não houve captura de marsupial na capoeira, na secundária e na primária marsupiais representaram 89% e 69% das capturas. Roedores representaram 60,81% do total de capturas. O maior intervalo entre a primeira e última captura foi encontrado para um indivíduo de Gracilinanus microtarsus com de 125 dias, já para roedores o maior tempo foi de 52 dias para um indivíduo de Euryoryzomys russtaus. Não foi verificado uma diferença significativa na razão sexual para Marmosa paraguayana, entretanto, para Graciliannus microtarsus houve diferença. Mais de 90% dos marsupiais capturados foram adultos. Foi determinada a área de vida através do método do Mínimo Polígono Convexo sendo que para a espécie Akodon cursor foi de1800 m². A maior média (± desvio padrão) da área de vida foi de 2025 (± 954,59) m² para Gracilinanus microtarsus, assim como o maior volume em 3106,91 m³. Áreas com maior complexidade apresentam uma riqueza maior com captura de poucos indivíduos.application/pdfTesesAnimais - PopulaçãoMamífero - Guaraqueçaba, Regiao de (PR)Estrutura populacional de pequenos mamíferos na Reserva do Cachoeira, APA de Guaraqueçaba, Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - SILVEIRA, FABIANA.pdfapplication/pdf3215403https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/27455/1/R%20-%20D%20-%20SILVEIRA%2c%20FABIANA.pdfe8345ce46f1d83d495dc3a2a3a9a1bfcMD51open accessTEXTR - D - SILVEIRA, FABIANA.pdf.txtR - D - SILVEIRA, FABIANA.pdf.txtExtracted Texttext/plain100814https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/27455/2/R%20-%20D%20-%20SILVEIRA%2c%20FABIANA.pdf.txta99d9e3360d06264d2882679c03bfba9MD52open accessTHUMBNAILR - D - SILVEIRA, FABIANA.pdf.jpgR - D - SILVEIRA, FABIANA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1137https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/27455/3/R%20-%20D%20-%20SILVEIRA%2c%20FABIANA.pdf.jpg91a0a0fa8fced90c85afe025bbbc1b7dMD53open access1884/274552016-04-07 07:01:55.028open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/27455Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082016-04-07T10:01:55Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false |
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