Uso de Zeólita na alimentação de cães

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Lowndes, Fernanda Gonçalves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/35374
Resumo: Resumo: O uso de zeólita na alimentação de cães é realizado visando melhorar as características fecais, reduzindo sua umidade e odor. Também pode propiciar maior digestibilidade dos nutrientes, devido à redução na taxa de passagem do alimento no trato gastrintestinal (TGI). As divergências entre os resultados encontrados na literatura podem ser justificadas pela falta de caracterização do mineral e de sua forma de inclusão na dieta. O presente estudo teve por objetivo avaliar o efeito da inclusão de zeólita Clinoptilolita na massa do extrusado e por cobertura em dietas secas para cães. Para tanto, foram realizados quatro experimentos: 1) avaliando a inclusão de 0, 10, 20, 30, 40 e 50 g/kg de Clinoptilolita natural na massa de dietas extrusadas para cães sobre o coeficiente de digestibilidade (CDA) dos nutrientes, energia metabolizável (EM), características fecais e palatabilidade. A inclusão de Clinoptilolita resultou na redução linear da EM e no CDA da matéria seca (MS), aumento da MS fecal (MSf) e manutenção do escore das fezes. A palatabilidade das dietas foi avaliada em dois testes (0 vs. 20 g/kg e 0 vs. 50 g/kg de Clinoptilolita natural). Não foram encontradas diferenças na palatabilidade das dietas avaliadas. 2) avaliando a inclusão de 5, 15 e 25 g/kg de Clinoptilolita natural adicionados na massa do extrusado e por cobertura sobre a porosidade total (PT), água facilmente disponível (AFD) e água remanescente (AR) das dietas, CDA dos nutrientes, EM e características fecais de cães. A inclusão de zeólita na massa propiciou aumento na digestibilidade das frações nutricionais. A PT das dietas correlacionou-se positivamente com o CDA dos nutrientes. O escore e a MSf aumentaram com a inclusão de zeólita na massa. 3) avaliando o odor fecal de cães alimentados com 0 e 15 g/kg de Clinoptilolita natural adicionadas tanto na massa como por cobertura. O odor fecal reduziu com a inclusão de 15 g/kg de Clinoptilolita na massa e por cobertura. 4) avaliando a inclusão de 0 e 15 g/kg de Clinoptilolita na massa de dietas extrusadas para cães fornecidas 25% e 50% a mais que a necessidade de EM dos animais. O nível de fornecimento, bem como a interação entre o teor de mineral e quantidade fornecida não afetaram a CDA dos nutrientes e a EM das dietas. Mesmo com o maior consumo a inclusão do mineral propiciou o aumento do escore e da MSf. Portanto, a inclusão de 15 g/kg de zeólita na massa de dietas extrusadas para cães é suficiente para melhorar as características fecais de cães, mesmo em situações de fornecimento excessivo.
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