Redução de peso após cirurgia bariátrica
| Ano de defesa: | 2014 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1884/36027 |
Resumo: | Resumo: A cirurgia bariátrica é um dos principais tratamentos para a obesidade, mas uma das principais questões atualmente discutidas é a recuperação do peso pós cirúrgico. Objetivo: Comparar as características demográficas e os perfis clínico e nutricional de obesos submetidos à cirurgia bariátrica que obtiveram perda de excesso de peso sustentada com aqueles que falharam. Método: Estudo clínico observacional com pacientes submetidos ao bypass gástrico em Y-de-Roux em hospital público brasileiro. Considerando o percentual de perda de excesso de peso (PEP) de 50,0%, após no mínimo, 2 anos de pós-operatório (PO), a amostra foi dividida em bons respondedores (BR) e maus respondedores (MR). Além do peso, foram comparadas as presenças de comorbidades, o padrão alimentar, a qualidade de vida e os hábitos e estilo de vida entre os grupos. Os dados foram coletados do prontuário médico, e o peso, comorbidades, padrão alimentar, qualidade de vida e hábitos e estilo de vida avaliados em consulta clínica. A análise estatística foi feita com software SPSS 22.0. Resultados: Foram avaliados 204 indivíduos (87,7% mulheres), com idade média de 50,15±11,08 anos e 67,38±30,76 meses de PO. Após 2 anos de PO, 71,1% foram considerados BR e 28,9% MR, com PEP médio de 72,33±13,86% e 35,06±12,10%, respectivamente (p=0,000). Os BR perderam maior excesso de peso nos diferentes tempos de PO analisados (p=0,000). Os MR atingiram o platô da perda de peso antes e apresentaram maior recuperação de peso (p=0,000). Houve melhora ou remissão de diabete melito (86,9%), dislipidemia (80,8%) e hipertensão arterial (62,8%), dentre outras comorbidades avaliadas, em ambos os grupos, sendo mais significativos nos BR. As médias de consumo calórico e de ingestão protéica PO foram de 1151,53±33,39Kcal e 49,50±1,84g, respectivamente. Observou-se baixo consumo de carnes e consumo frequente de lanches, frituras, doces, gorduras, embutidos e bebidas artificiais. A prevalência de síndrome de dumping foi de 42,2% e de intolerâncias alimentares, 52,0% Os alimentos menos tolerados foram doces (25,5%), arroz (18,6%), carnes (16,7%), leite e derivados (12,3%) e vegetais folhosos (8,8%). Não houve diferença entre os grupos, com relação ao padrão alimentar. No PO, 8,3% eram tabagistas, 20,1% eram etilistas sociais e 14,7% praticavam atividade física regularmente, sem diferença entre os grupos. O uso regular de suplementação multivitamínica foi semelhante entre os grupos, com exceção para vitamina B12, com uso regular mais frequente nos BR. Houve melhora da qualidade de vida em 79,5% do grupo total, com melhor avaliação nos BR (p=0,00). Conclusão: Quanto maior a perda de peso, maior o índice de remissão de comorbidades e melhor a qualidade de vida. Porém, no estudo atual não se observou diferença em relação às características demográficas, padrão alimentar e hábitos e estilo de vida entre os grupos. Mais estudos são necessários para distinguir os pacientes que precisarão de conduta mais adequada para um resultado eficaz. |
| id |
UFPR_7b3ae8c96eefc0134ab63de5a84af200 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:acervodigital.ufpr.br:1884/36027 |
| network_acronym_str |
UFPR |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPR |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Farias, GiseleRadominski, Rosana Bento, 1954-Solange Cravo BettiniUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna2014-09-03T14:43:08Z2014-09-03T14:43:08Z2014http://hdl.handle.net/1884/36027Resumo: A cirurgia bariátrica é um dos principais tratamentos para a obesidade, mas uma das principais questões atualmente discutidas é a recuperação do peso pós cirúrgico. Objetivo: Comparar as características demográficas e os perfis clínico e nutricional de obesos submetidos à cirurgia bariátrica que obtiveram perda de excesso de peso sustentada com aqueles que falharam. Método: Estudo clínico observacional com pacientes submetidos ao bypass gástrico em Y-de-Roux em hospital público brasileiro. Considerando o percentual de perda de excesso de peso (PEP) de 50,0%, após no mínimo, 2 anos de pós-operatório (PO), a amostra foi dividida em bons respondedores (BR) e maus respondedores (MR). Além do peso, foram comparadas as presenças de comorbidades, o padrão alimentar, a qualidade de vida e os hábitos e estilo de vida entre os grupos. Os dados foram coletados do prontuário médico, e o peso, comorbidades, padrão alimentar, qualidade de vida e hábitos e estilo de vida avaliados em consulta clínica. A análise estatística foi feita com software SPSS 22.0. Resultados: Foram avaliados 204 indivíduos (87,7% mulheres), com idade média de 50,15±11,08 anos e 67,38±30,76 meses de PO. Após 2 anos de PO, 71,1% foram considerados BR e 28,9% MR, com PEP médio de 72,33±13,86% e 35,06±12,10%, respectivamente (p=0,000). Os BR perderam maior excesso de peso nos diferentes tempos de PO analisados (p=0,000). Os MR atingiram o platô da perda de peso antes e apresentaram maior recuperação de peso (p=0,000). Houve melhora ou remissão de diabete melito (86,9%), dislipidemia (80,8%) e hipertensão arterial (62,8%), dentre outras comorbidades avaliadas, em ambos os grupos, sendo mais significativos nos BR. As médias de consumo calórico e de ingestão protéica PO foram de 1151,53±33,39Kcal e 49,50±1,84g, respectivamente. Observou-se baixo consumo de carnes e consumo frequente de lanches, frituras, doces, gorduras, embutidos e bebidas artificiais. A prevalência de síndrome de dumping foi de 42,2% e de intolerâncias alimentares, 52,0% Os alimentos menos tolerados foram doces (25,5%), arroz (18,6%), carnes (16,7%), leite e derivados (12,3%) e vegetais folhosos (8,8%). Não houve diferença entre os grupos, com relação ao padrão alimentar. No PO, 8,3% eram tabagistas, 20,1% eram etilistas sociais e 14,7% praticavam atividade física regularmente, sem diferença entre os grupos. O uso regular de suplementação multivitamínica foi semelhante entre os grupos, com exceção para vitamina B12, com uso regular mais frequente nos BR. Houve melhora da qualidade de vida em 79,5% do grupo total, com melhor avaliação nos BR (p=0,00). Conclusão: Quanto maior a perda de peso, maior o índice de remissão de comorbidades e melhor a qualidade de vida. Porém, no estudo atual não se observou diferença em relação às características demográficas, padrão alimentar e hábitos e estilo de vida entre os grupos. Mais estudos são necessários para distinguir os pacientes que precisarão de conduta mais adequada para um resultado eficaz.application/pdfDissertaçõesCirurgia bariátricaPerda de pesoConsumo de alimentosDerivação GástricaRedução de peso após cirurgia bariátricainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - GISELE FARIAS.pdfapplication/pdf6849068https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/1/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdfe94868218a0f8be181cc1e8526bc4d34MD51open accessTEXTR - D - GISELE FARIAS.pdf.txtR - D - GISELE FARIAS.pdf.txtExtracted Texttext/plain212184https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/2/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdf.txt6f1a2472de30ee107798d012fc68a655MD52open accessTHUMBNAILR - D - GISELE FARIAS.pdf.jpgR - D - GISELE FARIAS.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1459https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/3/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdf.jpgdebbfd3c3b5ea453c39d37e205676d5cMD53open access1884/360272016-04-08 03:09:06.278open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/36027Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082016-04-08T06:09:06Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| title |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| spellingShingle |
Redução de peso após cirurgia bariátrica Farias, Gisele Dissertações Cirurgia bariátrica Perda de peso Consumo de alimentos Derivação Gástrica |
| title_short |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| title_full |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| title_fullStr |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| title_full_unstemmed |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| title_sort |
Redução de peso após cirurgia bariátrica |
| author |
Farias, Gisele |
| author_facet |
Farias, Gisele |
| author_role |
author |
| dc.contributor.other.pt_BR.fl_str_mv |
Radominski, Rosana Bento, 1954- Solange Cravo Bettini Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Farias, Gisele |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Dissertações Cirurgia bariátrica Perda de peso Consumo de alimentos Derivação Gástrica |
| topic |
Dissertações Cirurgia bariátrica Perda de peso Consumo de alimentos Derivação Gástrica |
| description |
Resumo: A cirurgia bariátrica é um dos principais tratamentos para a obesidade, mas uma das principais questões atualmente discutidas é a recuperação do peso pós cirúrgico. Objetivo: Comparar as características demográficas e os perfis clínico e nutricional de obesos submetidos à cirurgia bariátrica que obtiveram perda de excesso de peso sustentada com aqueles que falharam. Método: Estudo clínico observacional com pacientes submetidos ao bypass gástrico em Y-de-Roux em hospital público brasileiro. Considerando o percentual de perda de excesso de peso (PEP) de 50,0%, após no mínimo, 2 anos de pós-operatório (PO), a amostra foi dividida em bons respondedores (BR) e maus respondedores (MR). Além do peso, foram comparadas as presenças de comorbidades, o padrão alimentar, a qualidade de vida e os hábitos e estilo de vida entre os grupos. Os dados foram coletados do prontuário médico, e o peso, comorbidades, padrão alimentar, qualidade de vida e hábitos e estilo de vida avaliados em consulta clínica. A análise estatística foi feita com software SPSS 22.0. Resultados: Foram avaliados 204 indivíduos (87,7% mulheres), com idade média de 50,15±11,08 anos e 67,38±30,76 meses de PO. Após 2 anos de PO, 71,1% foram considerados BR e 28,9% MR, com PEP médio de 72,33±13,86% e 35,06±12,10%, respectivamente (p=0,000). Os BR perderam maior excesso de peso nos diferentes tempos de PO analisados (p=0,000). Os MR atingiram o platô da perda de peso antes e apresentaram maior recuperação de peso (p=0,000). Houve melhora ou remissão de diabete melito (86,9%), dislipidemia (80,8%) e hipertensão arterial (62,8%), dentre outras comorbidades avaliadas, em ambos os grupos, sendo mais significativos nos BR. As médias de consumo calórico e de ingestão protéica PO foram de 1151,53±33,39Kcal e 49,50±1,84g, respectivamente. Observou-se baixo consumo de carnes e consumo frequente de lanches, frituras, doces, gorduras, embutidos e bebidas artificiais. A prevalência de síndrome de dumping foi de 42,2% e de intolerâncias alimentares, 52,0% Os alimentos menos tolerados foram doces (25,5%), arroz (18,6%), carnes (16,7%), leite e derivados (12,3%) e vegetais folhosos (8,8%). Não houve diferença entre os grupos, com relação ao padrão alimentar. No PO, 8,3% eram tabagistas, 20,1% eram etilistas sociais e 14,7% praticavam atividade física regularmente, sem diferença entre os grupos. O uso regular de suplementação multivitamínica foi semelhante entre os grupos, com exceção para vitamina B12, com uso regular mais frequente nos BR. Houve melhora da qualidade de vida em 79,5% do grupo total, com melhor avaliação nos BR (p=0,00). Conclusão: Quanto maior a perda de peso, maior o índice de remissão de comorbidades e melhor a qualidade de vida. Porém, no estudo atual não se observou diferença em relação às características demográficas, padrão alimentar e hábitos e estilo de vida entre os grupos. Mais estudos são necessários para distinguir os pacientes que precisarão de conduta mais adequada para um resultado eficaz. |
| publishDate |
2014 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2014-09-03T14:43:08Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2014-09-03T14:43:08Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2014 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/1884/36027 |
| url |
http://hdl.handle.net/1884/36027 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPR instname:Universidade Federal do Paraná (UFPR) instacron:UFPR |
| instname_str |
Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| instacron_str |
UFPR |
| institution |
UFPR |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPR |
| collection |
Repositório Institucional da UFPR |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/1/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdf https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/2/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdf.txt https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/36027/3/R%20-%20D%20-%20GISELE%20FARIAS.pdf.jpg |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
e94868218a0f8be181cc1e8526bc4d34 6f1a2472de30ee107798d012fc68a655 debbfd3c3b5ea453c39d37e205676d5c |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| repository.mail.fl_str_mv |
informacaodigital@ufpr.br |
| _version_ |
1847526258116657152 |