Cartoons, jazz e armas : o afro-americano e os estereótipos raciais nos desenhos animados da Segunda Guerra Mundial (1941-1945)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Paulo, Inajara Barbosa
Orientador(a): Machado Júnior, Cláudio de Sá, 1977-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/97021
Resumo: Orientadores: Prof. Dr. Cláudio de Sá Machado Junior
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spelling Pinto, Otávio Luiz Vieira, 1988-Kaminski, Rosane, 1967-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em HistóriaMachado Júnior, Cláudio de Sá, 1977-Paulo, Inajara Barbosa2025-06-23T18:30:20Z2025-06-23T18:30:20Z2025https://hdl.handle.net/1884/97021Orientadores: Prof. Dr. Cláudio de Sá Machado JuniorCoorientadores: Prof. Dr. Otávio Luiz Vieira Pinto e Prof. Drª. Rosane KaminskiTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa : Curitiba, 31/03/2025Inclui referênciasResumo: A indústria de filmes de animação, no contexto de produção cultural dos Estados Unidos, oferece uma perspectiva singular para o estudo da história do país. Através dela, podemos compreender como a construção imagética de classes, etnias, raças e minorias se faz presente no imaginário estadunidense e é necessária para a manutenção de seu corpo social. Os estereótipos raciais, construídos no seio de uma sociedade estruturada por um contrato racial voltado à glorificação da supremacia branca, atravessaram a corrente do tempo, adaptaram-se para as novas mídias e se mantiveram constantes, mesmo em períodos excepcionais, como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com o advento do conflito, um dos mais devastadores e catastróficos da contemporaneidade, foi notório o emparelhamento das mídias ao discurso propagandístico. O cinema, antes palco de bandidos e mocinhos, donzelas em perigo e cartoons anedóticos, atendeu ao chamado, tornando-se uma extensão do campo de batalha. Galãs de Hollywood protagonizavam, na vida real e nas películas, histórias de patriotismo que mobilizavam a sociedade tanto no front quanto no lar. As donzelas dos dramas e comédias, posavam arrecadando fundos de guerra ou entretendo os soldados que se dirigiam para a batalha. A máxima, seja em filmes, cinejornais ou desenhos animados, era a mesma: todos são necessários. Entretanto, as dicotomias que permeavam a questão racial não apresentavam a mesma perspectiva sobre os negros: estes eram representados como cidadãos de segunda classe, ineptos para o esforço de guerra, e um perigo à ordem social. Em uma guerra onde o discurso central era o combate ao conceito de "supremacia racial e ideológica" pregado pelos nazistas, onde os Estados Unidos se colocavam como uma força defensora da liberdade e igualdade para o mundo, houve uma produção extensiva de filmes de animação em que o negro foi reduzido, por sua suposta "inferioridade racial", ao papel de palhaço, em troca de uma risada barata. Assim, um estilo de humor violento e pejorativo foi lançado de forma mais enfática contra aqueles que faziam parte do constructo social americano, e uma "guerra racial" seria travada não contra o Eixo, mas contra os afro-americanos. Esta tese se dedica a avaliar como a indústria de animação dos EUA, através de uma narrativa repleta de estereótipos raciais, atuou para a manutenção do papel de inferioridade do negro no contexto da guerra, e como isto integrou um projeto de manutenção do contrato racial estadunidenseAbstract: The animated film industry, within the context of cultural production in the United States, offers a unique perspective on the nation's history. Through this lens, we can understand how the visual construction of classes, ethnicities, races, and minorities is present in the American imagination and necessary for the maintenance of its social body. Racial stereotypes, built within a society structured around a racial contract to glorify white supremacy, transcended time, adapted to new media, and remained constant, even during exceptional periods such as World War II (1939–1945). With the onset of the conflict, one of the most devastating and catastrophic in contemporary history, the alignment of media with propagandistic discourse became evident. Cinema, once the stage for heroes and villains, damsels in distress, and anecdotal cartoons, answered the call, becoming an extension of the battlefield. Hollywood’s leading male stars, both in real life and on screen, portrayed stories of patriotism that mobilized society on both the battlefront and at home. The heroines of dramas and comedies now posed as fundraisers or entertained soldiers heading into battle. The message, whether in films, newsreels, or cartoons, was the same: everyone is needed, is a duty to the country. However, the dichotomies surrounding the racial issue did not present the same perspective toward Black individuals: they were portrayed as second-class citizens, unfit for the war effort and even as a threat to social order. In a war where the central discourse was the fight against the concept of "racial and ideological supremacy" propagated by the Nazis, and in which the United States positioned itself as a defender of freedom and equality for the world, there was extensive film productions that reduced Black people, due to their supposed "racial inferiority," to the role of fools and jesters in exchange for a cheap laugh. A style of humor, more violent and derogatory, was directed more emphatically at those who were part of the American social construct. A "racial war" was waged not against the Axis powers, but against African Americans. This thesis focuses on how the U.S. animation industry, through a narrative of racial stereotypes, worked to maintain the inferior role of Black people in the context of the war and how this was part of a project to preserve the U.S. racial contract1 recurso online : PDF.application/pdfPersonagens de desenhos animadosRacismoNegros - Estados Unidos - HistóriaGuerra Mundial, 1939-1945HistóriaCartoons, jazz e armas : o afro-americano e os estereótipos raciais nos desenhos animados da Segunda Guerra Mundial (1941-1945)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - T - INAJARA BARBOSA PAULO.pdfapplication/pdf13060092https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/97021/1/R%20-%20T%20-%20INAJARA%20BARBOSA%20PAULO.pdf7eb4004b87c44e9f421fadf0ae4ae0f4MD51open access1884/970212025-06-23 15:30:20.517open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/97021Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082025-06-23T18:30:20Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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