Avaliação do consumo habitual de nutrientes em indivíduos com síndrome metabólica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Cunha, Aline Tuane Oliveira da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Brasil
UFRN
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21468
Resumo: A avaliação do consumo alimentar e dietético de uma população é uma medida importante na prevenção e tratamento da síndrome metabólica (SM). O objetivo deste estudo foi avaliar o consumo habitual de nutrientes em pacientes com SM. Foi realizado um estudo transversal com 103 pacientes com SM atendidos no Ambulatório de Endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal, RN. A ingestão habitual de energia e nutrientes foi estimada por meio de dois recordatórios de 24 horas (R24h). A adequação dos macronutrientes foi avaliada segundo a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. A prevalência de inadequação de micronutrientes foi estimada pela Estimated Average Requirement (EAR) como ponto de corte, com ajustes pelas variâncias intra e interpessoal e de energia. O ferro foi avaliado por abordagem probabilística. A idade média dos participantes foi de 50±13,2 anos (82% do sexo feminino). Os valores médios do índice de massa corporal e circunferência abdominal foram respectivamente 33,5±7,3 kg/m2 e 106,7±13,6 cm. O consumo médio de energia foi 1523,1±592,2 kcal/d, sendo maior no sexo masculino (1884,0 kcal/d vs. 1441,5 kcal/d; p=0,003). A ingestão percentual de proteína foi superior ao recomendado (18% e 19%; sexo feminino e masculino, respectivamente). A ingestão de fibra foi mais elevada no sexo masculino (18,8 g/d vs. 13,3 g/d; p=0,011), porém abaixo da recomendação. Maior consumo de gordura total foi observado no sexo feminino (47,6 g/d vs. 41,3 g/d; p=0,007). Prevalências de inadequação superiores a 80% foram observadas para a vitamina D e cálcio, em ambos os sexos. O mesmo foi observado para o magnésio nos pacientes com idade superior a 30 anos. Vitamina E, riboflavina e zinco apresentaram inadequações entre 50-75% no sexo masculino. A prevalência de inadequação foi inferior a 50% para as vitaminas A, C, tiamina, piridoxina (B6); e os minerais, cobre e selênio, em ambos os sexos. Pacientes do sexo feminino (>50 anos) apresentaram baixa inadequação de ferro (7,8%). Em conclusão, os pacientes com SM apresentaram ingestão de proteína superior ao recomendado, baixo consumo de fibra e elevadas prevalências de inadequação de micronutrientes, principalmente vitamina D, magnésio e cálcio em ambos os sexos.
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