Elas por elas: mulheres encarceradas e a arte como possibilidade de agência e autodefinição.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lacerda, Eloá Marcele Nascimento lattes
Orientador(a): Oliveira, Anita Loureiro de lattes
Banca de defesa: Oliveira, Anita Loureiro de lattes, Arruzzo, Roberta Carvalho lattes, Silva , Joseli Maria lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geografia
Departamento: Instituto de Geociências
Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
art
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/23269
Resumo: O aumento do encarceramento feminino tem se configurado como uma preocupação crescente no Brasil nos últimos anos, estando diretamente relacionado ao envolvimento de mulheres no tráfico de drogas. As mulheres negras, em particular, e pobres têm sido desproporcionalmente afetadas, enfrentando com maior intensidade os efeitos da criminalização da pobreza, resultante das políticas de combate às drogas. Tal cenário suscita questionamentos sobre a eficácia e a equidade do sistema penal brasileiro, indicando a necessidade de abordagens mais cuidadosas e contextualizadas em relação ao encarceramento feminino. Diante desses desafios, mulheres negras privadas de liberdade desenvolvem ações que podem ser interpretadas como táticas de resistência criativa frente às adversidades do cotidiano prisional. Por meio de redes de apoio entre detentas, iniciativas educacionais e práticas culturais, essas mulheres buscam preservar formas de agência capazes de confrontar os processos de desumanização presentes no sistema prisional. As questões de gênero, sexualidade e racialidade, bem como as de natureza biológica (como menstruação, gestação, parto e amamentação) foram referências para uma abordagem analítica corporificada. A metodologia adotada foi de natureza exploratória, com base em ampla revisão bibliográfica e na análise da fotografia e da literatura enquanto expressões sensíveis, que possibilitam uma aproximação dialógica entre a arte e a ciência geográfica, contribuindo para uma perspectiva de pesquisa corporificada.
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As mulheres negras, em particular, e pobres têm sido desproporcionalmente afetadas, enfrentando com maior intensidade os efeitos da criminalização da pobreza, resultante das políticas de combate às drogas. Tal cenário suscita questionamentos sobre a eficácia e a equidade do sistema penal brasileiro, indicando a necessidade de abordagens mais cuidadosas e contextualizadas em relação ao encarceramento feminino. Diante desses desafios, mulheres negras privadas de liberdade desenvolvem ações que podem ser interpretadas como táticas de resistência criativa frente às adversidades do cotidiano prisional. Por meio de redes de apoio entre detentas, iniciativas educacionais e práticas culturais, essas mulheres buscam preservar formas de agência capazes de confrontar os processos de desumanização presentes no sistema prisional. As questões de gênero, sexualidade e racialidade, bem como as de natureza biológica (como menstruação, gestação, parto e amamentação) foram referências para uma abordagem analítica corporificada. A metodologia adotada foi de natureza exploratória, com base em ampla revisão bibliográfica e na análise da fotografia e da literatura enquanto expressões sensíveis, que possibilitam uma aproximação dialógica entre a arte e a ciência geográfica, contribuindo para uma perspectiva de pesquisa corporificada.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESThe rise in female incarceration has become an increasing concern in Brazil in recent years, directly related to women's involvement in drug trafficking. Black women, in particular, and poor women, have been disproportionately affected, facing the effects of the criminalization of poverty resulting from drug control policies more intensely. This scenario raises important questions regarding the effectiveness and fairness of the Brazilian criminal justice system, indicating the need for more careful and context- sensitive approaches to female incarceration. In response to these challenges, Black women deprived of their freedom develop actions that can be interpreted as creative resistance tactics against the adversities of prison life. Through support networks among inmates, educational initiatives, and cultural practices, these women seek to preserve forms of agency capable of confronting the dehumanizing processes present in the prison system. Issues of gender, sexuality, and raciality, as well as biological aspects (such as menstruation, pregnancy, childbirth, and breastfeeding), served as key references for a body-centered analytical approach. The adopted methodology was exploratory in nature, based on an extensive literature review and the analysis of photography and literature as sensitive forms of expression, allowing for a dialogical encounter between art and geographic science, thus contributing to an embodied research perspective.porUniversidade Federal Rural do Rio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em GeografiaUFRRJBrasilInstituto de GeociênciasInstituto Multidisciplinar de Nova IguaçuGeografiaencarceramento femininoespaços de controleautodefiniçãoartefemale incarcerationSpaces of controlSelf-definitionartElas por elas: mulheres encarceradas e a arte como possibilidade de agência e autodefinição.They for them: incarcerated women and art as a possibility of agency and self-definition.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisABÍLIO, Ludmila Costhek. Uberização: a era do trabalhador just-in-time?. Estudos avançados, v. 34, n. 98, p. 111-126, 2020. AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. 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topic Geografia
encarceramento feminino
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description O aumento do encarceramento feminino tem se configurado como uma preocupação crescente no Brasil nos últimos anos, estando diretamente relacionado ao envolvimento de mulheres no tráfico de drogas. As mulheres negras, em particular, e pobres têm sido desproporcionalmente afetadas, enfrentando com maior intensidade os efeitos da criminalização da pobreza, resultante das políticas de combate às drogas. Tal cenário suscita questionamentos sobre a eficácia e a equidade do sistema penal brasileiro, indicando a necessidade de abordagens mais cuidadosas e contextualizadas em relação ao encarceramento feminino. Diante desses desafios, mulheres negras privadas de liberdade desenvolvem ações que podem ser interpretadas como táticas de resistência criativa frente às adversidades do cotidiano prisional. Por meio de redes de apoio entre detentas, iniciativas educacionais e práticas culturais, essas mulheres buscam preservar formas de agência capazes de confrontar os processos de desumanização presentes no sistema prisional. As questões de gênero, sexualidade e racialidade, bem como as de natureza biológica (como menstruação, gestação, parto e amamentação) foram referências para uma abordagem analítica corporificada. A metodologia adotada foi de natureza exploratória, com base em ampla revisão bibliográfica e na análise da fotografia e da literatura enquanto expressões sensíveis, que possibilitam uma aproximação dialógica entre a arte e a ciência geográfica, contribuindo para uma perspectiva de pesquisa corporificada.
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