Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Andrade, Fernanda Vasconcelos de lattes
Orientador(a): Gonçalves, Margareth de Almeida lattes
Banca de defesa: Muaze, Mariana de Aguiar Ferreira lattes, Popinigis, Fabiane lattes, Gonçalves, Margareth de Almeida lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/18518
Resumo: Esta dissertação busca analisar as dimensões das vivências das mulheres escravizadas em Itaguaí entre os anos de 1850 e 1888. Observa-se, sobretudo, as trajetórias e os encaminhamentos dessas mulheres, englobadas nas mudanças sociopolíticas da escravidão, após a Lei Eusébio de Queirós e, principalmente, nas medidas emancipacionistas posteriores à década de 1870. Nesse sentido, há o intento de interpretar a forma em que os seus laços familiares e maternos foram afetados nessa dinâmica de mudanças, interpretadas através de fontes diversas, como inventários, registros paroquiais, cartas de liberdade, testamentos e documentações de meia-siza de escravizados. O argumento principal em relação ao objeto de estudo é de que as mulheres escravizadas de Itaguaí, mesmo em uma localidade que não está presente no rol de regiões de caráter agrícola exportador - como os municípios do Vale do Paraíba - estavam inseridas nos desdobramentos sociais e políticos que abarcavam os movimentados anos finais escravistas. Essa inserção, por sua vez, possuía as especificidades de Itaguaí, mas também se conectava com a realidade e com a necessidade de municípios próximos. Nas próximas páginas, articulações sobre família, maternidade, liberdade, trabalho e deslocamentos nos ajudarão nos desdobramentos investigativos e interpretativos dessa pesquisa.
id UFRRJ-1_c37d088cafe1ad7a2670e3624774538a
oai_identifier_str oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/18518
network_acronym_str UFRRJ-1
network_name_str Repositório Institucional da UFRRJ
repository_id_str
spelling Andrade, Fernanda Vasconcelos deGonçalves, Margareth de Almeidahttps://orcid.org/0000-0002-8873-6519http://lattes.cnpq.br/0773163431927243Muaze, Mariana de Aguiar Ferreirahttps://orcid.org/0000-0002-8401-3057http://lattes.cnpq.br/9473450045994362Popinigis, Fabianehttps://orcid.org/0000-0001-5218-0566http://lattes.cnpq.br/9405954571177231Gonçalves, Margareth de Almeidahttps://orcid.org/0000-0002-8873-6519http://lattes.cnpq.br/0773163431927243http://lattes.cnpq.br/17906996189884922024-10-07T15:15:19Z2024-10-07T15:15:19Z2023-09-08ANDRADE, Fernanda Vasconcelos de. Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX (1850 – 1888). 2023. 140 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2023.https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/18518Esta dissertação busca analisar as dimensões das vivências das mulheres escravizadas em Itaguaí entre os anos de 1850 e 1888. Observa-se, sobretudo, as trajetórias e os encaminhamentos dessas mulheres, englobadas nas mudanças sociopolíticas da escravidão, após a Lei Eusébio de Queirós e, principalmente, nas medidas emancipacionistas posteriores à década de 1870. Nesse sentido, há o intento de interpretar a forma em que os seus laços familiares e maternos foram afetados nessa dinâmica de mudanças, interpretadas através de fontes diversas, como inventários, registros paroquiais, cartas de liberdade, testamentos e documentações de meia-siza de escravizados. O argumento principal em relação ao objeto de estudo é de que as mulheres escravizadas de Itaguaí, mesmo em uma localidade que não está presente no rol de regiões de caráter agrícola exportador - como os municípios do Vale do Paraíba - estavam inseridas nos desdobramentos sociais e políticos que abarcavam os movimentados anos finais escravistas. Essa inserção, por sua vez, possuía as especificidades de Itaguaí, mas também se conectava com a realidade e com a necessidade de municípios próximos. Nas próximas páginas, articulações sobre família, maternidade, liberdade, trabalho e deslocamentos nos ajudarão nos desdobramentos investigativos e interpretativos dessa pesquisa.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESThis present dissertation seeks to analyze the dimensions of the experiences of enslaved women in Itaguaí, between the years 1850 and 1888. It is observed, above all, the trajectories and referrals of these women, encompassed in the sociopolitical changes of slavery, after the Eusébio de Queirós Law, and mainly, in the emancipacionist measures after the 1870s. In this sense, there is an attempt to interpret the way in which their family and maternal ties were affected in this dynamic of changes, interpreted through diverse sources, such as inventories, parish registers, letters of freedom, wills and documentation of half-size slaves. The main argument about the object of study is that enslaved women of Itaguaí, even in a location that is not present in the list of exporting agricultural regions, such as the municipalities of Vale do Paraíba, were inserted in the social and political developments that spanned the busy final years of slavery. This insertion, in turn, had the specifities of Itaguaí, but connected with the reality and needs of nearby municipalities. In the next pages, articulations about family, motherhood, freedom, labor and commuting will help us in the investigative and interpretative developments of this research.porUniversidade Federal Rural do Rio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em HistóriaUFRRJBrasilInstituto de Ciências Humanas e SociaisHistóriaMulheres escravizadasGêneroItaguaíFamílias escravizadasMaternidadeEnslaved womenGenderItaguaíEnslaved familiesMotherhoodMulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIXEnslaved women in Itaguaí: motherhood, freedom and internal traffic in the second half of the 19th century (1850-1888)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisALMEIDA, Maria Regina Celestino de. A aldeia de Itaguaí: das origens a extinção (século XVII - XIX). In: Santa Cruz: de legado dos jesuítas a pérola da Coroa. Rio de Janeiro: Eduerj, 2013. ALONSO, Angela. Associativismo avant la lettre – as sociedades pela abolição da escravidão no Brasil oitocentista. Sociologias, Porto Alegre, ano 13, n 28, 2011. ANDRADE, Fernanda Vasconcelos de. Família escravizadas e compadrio: Uma análise da Freguesia de São Francisco Xavier do Itaguahy (1832 -1842),51 f. Monografia (Graduaçãoem História), 2020. ARIZA, Marília. B. A. Mães Libertas, filhos escravos: desafios femininos nas últimas décadas da escravidão em São Paulo. Revista Brasileira de História, vol.38, n 79 BARRETO, Juliana Farias. Mercado Minas: africanos ocidentais na Praça do Mercado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Geral da Cidade do Rio, 2015. BARRETO, Maria Renilda Nery. Assistência ao nascimento na Bahia oitocentista. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.15, n.4, out.-dez. 2008 BARRETO, Maria Renilda. Maternidade para escravas no Rio de Janeiro (1850-1889). Revista de História Regional, 2016. CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 171-188, jan. 2002 COSTA, Carlos Eduardo Coutinho da. Faltam braços nos campos e sobram pernas da cidade- famílias, migrações e sociabilidades negras no pós abolição (1888-1940). Curitiba: Appris,2020. COWLING, Camillia. Concebendo a liberdade: mulheres de cor, gênero e a abolição da escravidão nas cidades de Havana e Rio de Janeiro. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2018. COWLING, Camillia. O fundo de emancipação “Livro de ouro” e as mulheres escravizadas: gênero, abolição e os significados da liberdade: In: Giovana Xavier; Juliana Barreto de Farias; Flávio Gomes. (Orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e da Pós- Emancipação. São Paulo: Selo Negro, 2012. CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas de escravidão na corte. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, COSTA, Edite Moraes da. Do boi só não se aproveita o berro! O comércio das carnes verdes e a transformação socioeconômica da Fazenda de Santa Cruz com a construção do 134 matadouro industrial (1870- 1890). 2017. 160 f. Dissertação (Mestrado em História). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2017. CUNHA, Maísa Faleiros. A escravidão em números-demografia escrava em Franca-SP. Núcleo de Estudos de População. UNICAMP. 2015. DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016 DAUWE, Fabiano. A libertação gradual e a saída viável: os múltiplos sentidos da liberdade pelo fundo de emancipação de escravos. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2004. DELPHINO, Juliana Garcia. Entre nobres, engenhos e o atlântico: o tráfico ilegal de de africanos para a Freguesia de São Francisco Xavier de Itaguahy (1830-1870). Dissertação ( Mestrado em História) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), 2022. DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. 2.ed. rev., São Paulo: Brasiliense, 1995. FARIAS, Sheila de Castro. Mulheres forras – riqueza e estigma social. Revista Tempo. Rio de Janeiro, n.9, 2000 FERNANDES, Guilherme Vilela. Tributação e escravidão: o imposto da meia siza sobre o comércio de escravos na Província de São Paulo (1809-1850). Almanack Braziliense, São Paulo, n 2, p.2, 2005. FRIDMAN, Fânia. Os donos do Rio em nome do rei - uma história fundiária da cidade do Rio de Janeiro. 3 edição. Rio de Janeiro: Garamond, 2017. FLORENTINO, Manolo; GÓES, José Roberto. A paz das senzalas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997, FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. GANDRA, Daniel. A era negra do Vale: café, escravos e senhores em Piraí. Dissertação – Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2016. GENOVESE, Eugene. A terra prometida: o mundo que os escravos criaram. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. GERTZE, Jurema Mazuhy. Notas para o Estudo da Mortalidade infantil entre a população escrava no Rio Grande do Sul (1850-1872). Estudo Ibero- americanos. PUCRS, XVI, 1990 GINZBURG, Carlo; PONI, Carlo. O nome e o como: troca desigual e mercado historiográfico. In: GINZBURG, Carlo; CASTELNUOVO, Enrico; PONI, Carlo. A microhistória e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989. p. 169- 178. 135 GRAHAM, Sandra Laudardale. Caetana diz não: Histórias de mulheres da sociedade escravista brasileira. Companhia das Letras, 2005. GRAHAM, Sandra Laudehale. Proteção e Obediência: criadas e seus patrões no Rio de Janeiro (1860 - 1910). São Paulo: Companhia de Letras,1992. GRAHAM, R. Nos tumbeiros mais uma vez? O comércio interprovincial de escravos no Brasil. Afro-Ásia, Salvador, n. 27, 2002 GUEDES, Roberto. Escravidão e cor nos censos de Porto Feliz. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História- ANPUH, São Paulo, 2011. GUEDES, Roberto F. Egressos do cativeiro - trabalho, família, aliança e mobilidade social. Porto Feliz, São Paulo (1798-1850). Rio de Janeiro - FAPERJ - Mauad, 2008. GUTMAN, Herbert G. The black family in slavery and freedom (1750-1925). Nova Iorque: Pantheon Books, 1976. HORA, Raiza da. Alforrias, relações de gênero e maternidade na cidade da Bahia em meados do Setecentos.Afro-Ásia, n.66, 2022. LARA, Silvia Hunold. Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil. Projeto História, São Paulo, n. 16, 1998 LOUZADA, Cátia. Fundo de emancipação e famílias escravas: O Município Neutro em na Lei de 1871. Anais do Simpósio Nacional de História - ANPUH, XXVI, 2011, São Paulo. MATTOS, Hebe Maria. Das cores do silêncio. Significados de liberdade no Sudeste Escravista, Brasil, séculoXIX. 1 Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1998. NASCIMENTO, Alvaro Pereira. Trabalhadores negros e o paradigma da ausência: contribuições à História Social do Trabalho no Brasil. Revista Estudos Históricos.Rio de Janeiro, vol 29, n 59, 2016. MACHADO, Maria Helena P. T. Maria Firmina dos Reis: escrita íntima na construção do si mesmo. Estudos Avançados. v. 33 MUAZE, Mariana. O que fara essa gente quando for decretada a completa emancipação dos escravos? - serviço doméstico e escravidão nas plantations cafeeiras do Vale do Paraíba. Almanack, n.12, 2016 MUAZE, Mariana. Maternidade silenciada: amas de leite no Brasil escravista, século XIX. In: XAVIER, Regina Celia Lima; OSÓRIO, Helen (org.). Do tráfico ao pós-abolição: trabalho compulsório e livre e a luta por direitos sociais no Brasil. São Leopoldo: Oikos NEVES, Erivaldo Fagundes. Sampauleiros traficantes: comércio de escravos do alto sertão da Bahia para o Oeste cafeeiro paulista. Afro-Ásia, 24, 2000. 136 NOGUEIRA, Luiz Fernando Veloso. Com a benção da Igreja: casamentos de escravos em Freguesias mineiras na segunda metade do século XIX. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v.20,n.1, 2014. OLIVEIRA, MAX. Policulturas, epidemias e mão de obra: aspectos da crise em Itaguaí (1889 - 1929). Anais do Simpósio Nacional de História, ANPUH XXIX, 2017, Brasília. PIMENTA, Salgado Tânia; BARBOSA, Keith; KODAMA, Kaori. A província do Rio de Janeiro em tempos de epidemia. Dimensões, vol. 34, 2015 PEDROZA, Manuela. Comendo pelas beiradas: Aforamentos e apropriação de terras públicas na Fazenda Nacional de Santa Cruz (Rio de Janeiro, 1889-1930). In: Maia Andrea e Moraes Marieta (orgs) Outras histórias: Ensaios em história social. Rio de Janeiro: Ponteio. 2012. POPINIGS, Fabiane; TERRA, Paulo. Classe, raça e trabalho no Brasil (2001-2016). Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol 32, n 66, 2019 PINSKY, Carla Bassanezi. Estudos de Gênero e História Social. Estudos Feministas, Florianópolis, 17(1):159 -189, jan/abril, 2009. RAMOS, Ana Flávia Cercic. História e Crônica: a Lei dos Sexagenários e as balas de estalo de Machado de Assis (1884-1885). História Social, n.22, 2012. REIS, Adriana Dantas. Gênero: uma categoria útil para a história da escravidão. Interfaces Ciêntificas – Humanas e Sociais. Aracaju, v.6, n.2, 2017. REIS, Maria Firmina dos. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. REIS, Isabel Cristina Ferreira dos. A família negra no tempo da escravidão, 1850-188. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP, 2007. RIBEIRO, M. A. R.; PENTEADO, M. A. A. C. Escravos hipotecados, Campinas, 1865- 1874. Revista de História, [S. l.], n. 179, p. 01-39, 2020 RIOS, Ana L. Família e transição; famílias negras em Paraíba do Sul (1872 -1920). Dissertação de Mestrado em História, Universidade Federal Fluminense. Niterói, 1990 ROCHA, Solange. Crianças Ingênuas, suas famílias e disputas por liberdade (Paraíba do Norte, 1871 -1888). In: (Orgs) Maria Helena P.T. Machado, Luciana da Cruz Brito, Iamara da Silva Viana e Flávio dos Santos Gomes. In: Ventres livres? Gênero, maternidade e legislação. São Paulo: Editora Unesp, 2021 RUIZ, Ricardo Muniz de. A família escrava no Império do Café. Itaguahy, 1820-1872. Tese 137 (Doutorado em História Social) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2015. RUIZ, Ricardo Muniz. Sistema agrário, demografia da escravidão e família escrava em Itaguahy – sec. XIX (1820 – 1872). Dissertação de mestrado. UFF, 1997. SANTANA, Jéssica. Dona dos cafezais: a ação social e econômica de uma fazendeira de Café em Bananal de Itaguaí 1850 -1867.171f. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2019. SANTANA NETO, José Pereira de. Sociedade, indenização e liberdade precária: os meadors burocráticos do Fundo de Emancipação de escravos (São Francisco do Conde -BA). Tese de doutorado em História. Universidade Estadual de Campinas, 218 (281p) SALLES, Ricardo. Café e escravidão. In: GOMES, Flávio dos Santos, SCHWARCZ, Lilia Moritz (orgs.), Dicionário da escravidão e liberdade, 1aed, São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p.123. SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SCHEFFER, Rafael da Cunha. Lares partidos: famílias no comércio interno de escravos (1865-1888).In: Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional, n 7, 2015, Curitiba. Anais eletrônicos, Curitiba __________, Rafael da Cunha; Oliveira, Joice Fernanda de Souza. Lares Partidos: o impacto do comércio interno de escravizados sobre a família cativa e negras, Salvador/BA e Campinas/SP, 1850 -1888. Revista de História, São Paulo,n.178, 2019. SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para análise histórica. Tradução: Christine Rufino Dabat. Maria Betânia Ávila. New York, Columbia University Press. 1989 SCOTT, Rebecca J; HÉBRARD, Jean M. Joscelyne, Vera. Provas de liberdade: uma odisseia atlântica na era da emancipação. 2014. Editora da Unicamp, Campinas: 296p. SLENES, Robert. Na Senzala uma flor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. SLENES, Robert. Escravidão e família: Padrões de casamento e estabilidade familiar numa comunidade escrava (Campinas, século XIX). Estudos econômicos, São Paulo, 1987. SOARES, Cecília Moreira.As ganhadeiras: mulher e resistência negra em Salvador no século XIX. Afro-Ásia, Salvador, n.17, 1996. SOIHET, Rachel. História das Mulheres e História de gênero. Cadernos Pagu, 1988. 138 SOUSA, Caroline Passarini. Partus Sequitur ventrem: reprodução e maternidade no estabelecimento da escravidão e abolição nas Américas até a primeira metade do século XIX. Dissertação (mestrado em História) Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2021 SOUZA, Flávia Fernandes. Escravas do lar: as mulheres negras e o trabalho doméstica na Corte Imperial.In:Giovana Xavier; Juliana Barreto de Farias; Flávio Gomes. (Orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e da Pós-Emancipação. São Paulo: Selo Negro, 2012, p.24. SILVA, Robson Roberto. A ação das amas de leite na amamentação das crianças brancas na Cidade de São Paulo no século XIX. Antíteses, v.9, n.17, 2016 TELLES, Lorena Feres da Silva. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). Tese (doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo. THOMPSON, Edward P. A miséria da teoria ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar. 1981 ___________, Edward P. Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. THOMPSON, Edward P. Formação da classe operária inglesa.7.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015.reponame:Repositório Institucional da UFRRJinstname:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)instacron:UFRRJinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/18518/1/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD5120.500.14407/185182024-10-07 12:15:20.617oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/18518Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://tede.ufrrj.br/PUBhttps://tede.ufrrj.br/oai/requestbibliot@ufrrj.bropendoar:2024-10-07T15:15:20Repositório Institucional da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Enslaved women in Itaguaí: motherhood, freedom and internal traffic in the second half of the 19th century (1850-1888)
title Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
spellingShingle Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
Andrade, Fernanda Vasconcelos de
História
Mulheres escravizadas
Gênero
Itaguaí
Famílias escravizadas
Maternidade
Enslaved women
Gender
Itaguaí
Enslaved families
Motherhood
title_short Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
title_full Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
title_fullStr Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
title_full_unstemmed Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
title_sort Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX
author Andrade, Fernanda Vasconcelos de
author_facet Andrade, Fernanda Vasconcelos de
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Andrade, Fernanda Vasconcelos de
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Gonçalves, Margareth de Almeida
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0002-8873-6519
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0773163431927243
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Muaze, Mariana de Aguiar Ferreira
dc.contributor.referee1ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0002-8401-3057
dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9473450045994362
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Popinigis, Fabiane
dc.contributor.referee2ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0001-5218-0566
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9405954571177231
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Gonçalves, Margareth de Almeida
dc.contributor.referee3ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0002-8873-6519
dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0773163431927243
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1790699618988492
contributor_str_mv Gonçalves, Margareth de Almeida
Muaze, Mariana de Aguiar Ferreira
Popinigis, Fabiane
Gonçalves, Margareth de Almeida
dc.subject.cnpq.fl_str_mv História
topic História
Mulheres escravizadas
Gênero
Itaguaí
Famílias escravizadas
Maternidade
Enslaved women
Gender
Itaguaí
Enslaved families
Motherhood
dc.subject.por.fl_str_mv Mulheres escravizadas
Gênero
Itaguaí
Famílias escravizadas
Maternidade
Enslaved women
Gender
Itaguaí
Enslaved families
Motherhood
description Esta dissertação busca analisar as dimensões das vivências das mulheres escravizadas em Itaguaí entre os anos de 1850 e 1888. Observa-se, sobretudo, as trajetórias e os encaminhamentos dessas mulheres, englobadas nas mudanças sociopolíticas da escravidão, após a Lei Eusébio de Queirós e, principalmente, nas medidas emancipacionistas posteriores à década de 1870. Nesse sentido, há o intento de interpretar a forma em que os seus laços familiares e maternos foram afetados nessa dinâmica de mudanças, interpretadas através de fontes diversas, como inventários, registros paroquiais, cartas de liberdade, testamentos e documentações de meia-siza de escravizados. O argumento principal em relação ao objeto de estudo é de que as mulheres escravizadas de Itaguaí, mesmo em uma localidade que não está presente no rol de regiões de caráter agrícola exportador - como os municípios do Vale do Paraíba - estavam inseridas nos desdobramentos sociais e políticos que abarcavam os movimentados anos finais escravistas. Essa inserção, por sua vez, possuía as especificidades de Itaguaí, mas também se conectava com a realidade e com a necessidade de municípios próximos. Nas próximas páginas, articulações sobre família, maternidade, liberdade, trabalho e deslocamentos nos ajudarão nos desdobramentos investigativos e interpretativos dessa pesquisa.
publishDate 2023
dc.date.issued.fl_str_mv 2023-09-08
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-10-07T15:15:19Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-10-07T15:15:19Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv ANDRADE, Fernanda Vasconcelos de. Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX (1850 – 1888). 2023. 140 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2023.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/18518
identifier_str_mv ANDRADE, Fernanda Vasconcelos de. Mulheres escravizadas em Itaguaí: maternidade, liberdade e tráfico interno na segunda metade do século XIX (1850 – 1888). 2023. 140 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2023.
url https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/18518
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.references.pt_BR.fl_str_mv ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. A aldeia de Itaguaí: das origens a extinção (século XVII - XIX). In: Santa Cruz: de legado dos jesuítas a pérola da Coroa. Rio de Janeiro: Eduerj, 2013. ALONSO, Angela. Associativismo avant la lettre – as sociedades pela abolição da escravidão no Brasil oitocentista. Sociologias, Porto Alegre, ano 13, n 28, 2011. ANDRADE, Fernanda Vasconcelos de. Família escravizadas e compadrio: Uma análise da Freguesia de São Francisco Xavier do Itaguahy (1832 -1842),51 f. Monografia (Graduaçãoem História), 2020. ARIZA, Marília. B. A. Mães Libertas, filhos escravos: desafios femininos nas últimas décadas da escravidão em São Paulo. Revista Brasileira de História, vol.38, n 79 BARRETO, Juliana Farias. Mercado Minas: africanos ocidentais na Praça do Mercado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Geral da Cidade do Rio, 2015. BARRETO, Maria Renilda Nery. Assistência ao nascimento na Bahia oitocentista. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.15, n.4, out.-dez. 2008 BARRETO, Maria Renilda. Maternidade para escravas no Rio de Janeiro (1850-1889). Revista de História Regional, 2016. CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 171-188, jan. 2002 COSTA, Carlos Eduardo Coutinho da. Faltam braços nos campos e sobram pernas da cidade- famílias, migrações e sociabilidades negras no pós abolição (1888-1940). Curitiba: Appris,2020. COWLING, Camillia. Concebendo a liberdade: mulheres de cor, gênero e a abolição da escravidão nas cidades de Havana e Rio de Janeiro. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2018. COWLING, Camillia. O fundo de emancipação “Livro de ouro” e as mulheres escravizadas: gênero, abolição e os significados da liberdade: In: Giovana Xavier; Juliana Barreto de Farias; Flávio Gomes. (Orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e da Pós- Emancipação. São Paulo: Selo Negro, 2012. CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas de escravidão na corte. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, COSTA, Edite Moraes da. Do boi só não se aproveita o berro! O comércio das carnes verdes e a transformação socioeconômica da Fazenda de Santa Cruz com a construção do 134 matadouro industrial (1870- 1890). 2017. 160 f. Dissertação (Mestrado em História). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2017. CUNHA, Maísa Faleiros. A escravidão em números-demografia escrava em Franca-SP. Núcleo de Estudos de População. UNICAMP. 2015. DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016 DAUWE, Fabiano. A libertação gradual e a saída viável: os múltiplos sentidos da liberdade pelo fundo de emancipação de escravos. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2004. DELPHINO, Juliana Garcia. Entre nobres, engenhos e o atlântico: o tráfico ilegal de de africanos para a Freguesia de São Francisco Xavier de Itaguahy (1830-1870). Dissertação ( Mestrado em História) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), 2022. DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. 2.ed. rev., São Paulo: Brasiliense, 1995. FARIAS, Sheila de Castro. Mulheres forras – riqueza e estigma social. Revista Tempo. Rio de Janeiro, n.9, 2000 FERNANDES, Guilherme Vilela. Tributação e escravidão: o imposto da meia siza sobre o comércio de escravos na Província de São Paulo (1809-1850). Almanack Braziliense, São Paulo, n 2, p.2, 2005. FRIDMAN, Fânia. Os donos do Rio em nome do rei - uma história fundiária da cidade do Rio de Janeiro. 3 edição. Rio de Janeiro: Garamond, 2017. FLORENTINO, Manolo; GÓES, José Roberto. A paz das senzalas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997, FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. GANDRA, Daniel. A era negra do Vale: café, escravos e senhores em Piraí. Dissertação – Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2016. GENOVESE, Eugene. A terra prometida: o mundo que os escravos criaram. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. GERTZE, Jurema Mazuhy. Notas para o Estudo da Mortalidade infantil entre a população escrava no Rio Grande do Sul (1850-1872). Estudo Ibero- americanos. PUCRS, XVI, 1990 GINZBURG, Carlo; PONI, Carlo. O nome e o como: troca desigual e mercado historiográfico. In: GINZBURG, Carlo; CASTELNUOVO, Enrico; PONI, Carlo. A microhistória e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989. p. 169- 178. 135 GRAHAM, Sandra Laudardale. Caetana diz não: Histórias de mulheres da sociedade escravista brasileira. Companhia das Letras, 2005. GRAHAM, Sandra Laudehale. Proteção e Obediência: criadas e seus patrões no Rio de Janeiro (1860 - 1910). São Paulo: Companhia de Letras,1992. GRAHAM, R. Nos tumbeiros mais uma vez? O comércio interprovincial de escravos no Brasil. Afro-Ásia, Salvador, n. 27, 2002 GUEDES, Roberto. Escravidão e cor nos censos de Porto Feliz. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História- ANPUH, São Paulo, 2011. GUEDES, Roberto F. Egressos do cativeiro - trabalho, família, aliança e mobilidade social. Porto Feliz, São Paulo (1798-1850). Rio de Janeiro - FAPERJ - Mauad, 2008. GUTMAN, Herbert G. The black family in slavery and freedom (1750-1925). Nova Iorque: Pantheon Books, 1976. HORA, Raiza da. Alforrias, relações de gênero e maternidade na cidade da Bahia em meados do Setecentos.Afro-Ásia, n.66, 2022. LARA, Silvia Hunold. Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil. Projeto História, São Paulo, n. 16, 1998 LOUZADA, Cátia. Fundo de emancipação e famílias escravas: O Município Neutro em na Lei de 1871. Anais do Simpósio Nacional de História - ANPUH, XXVI, 2011, São Paulo. MATTOS, Hebe Maria. Das cores do silêncio. Significados de liberdade no Sudeste Escravista, Brasil, séculoXIX. 1 Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1998. NASCIMENTO, Alvaro Pereira. Trabalhadores negros e o paradigma da ausência: contribuições à História Social do Trabalho no Brasil. Revista Estudos Históricos.Rio de Janeiro, vol 29, n 59, 2016. MACHADO, Maria Helena P. T. Maria Firmina dos Reis: escrita íntima na construção do si mesmo. Estudos Avançados. v. 33 MUAZE, Mariana. O que fara essa gente quando for decretada a completa emancipação dos escravos? - serviço doméstico e escravidão nas plantations cafeeiras do Vale do Paraíba. Almanack, n.12, 2016 MUAZE, Mariana. Maternidade silenciada: amas de leite no Brasil escravista, século XIX. In: XAVIER, Regina Celia Lima; OSÓRIO, Helen (org.). Do tráfico ao pós-abolição: trabalho compulsório e livre e a luta por direitos sociais no Brasil. São Leopoldo: Oikos NEVES, Erivaldo Fagundes. Sampauleiros traficantes: comércio de escravos do alto sertão da Bahia para o Oeste cafeeiro paulista. Afro-Ásia, 24, 2000. 136 NOGUEIRA, Luiz Fernando Veloso. Com a benção da Igreja: casamentos de escravos em Freguesias mineiras na segunda metade do século XIX. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v.20,n.1, 2014. OLIVEIRA, MAX. Policulturas, epidemias e mão de obra: aspectos da crise em Itaguaí (1889 - 1929). Anais do Simpósio Nacional de História, ANPUH XXIX, 2017, Brasília. PIMENTA, Salgado Tânia; BARBOSA, Keith; KODAMA, Kaori. A província do Rio de Janeiro em tempos de epidemia. Dimensões, vol. 34, 2015 PEDROZA, Manuela. Comendo pelas beiradas: Aforamentos e apropriação de terras públicas na Fazenda Nacional de Santa Cruz (Rio de Janeiro, 1889-1930). In: Maia Andrea e Moraes Marieta (orgs) Outras histórias: Ensaios em história social. Rio de Janeiro: Ponteio. 2012. POPINIGS, Fabiane; TERRA, Paulo. Classe, raça e trabalho no Brasil (2001-2016). Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol 32, n 66, 2019 PINSKY, Carla Bassanezi. Estudos de Gênero e História Social. Estudos Feministas, Florianópolis, 17(1):159 -189, jan/abril, 2009. RAMOS, Ana Flávia Cercic. História e Crônica: a Lei dos Sexagenários e as balas de estalo de Machado de Assis (1884-1885). História Social, n.22, 2012. REIS, Adriana Dantas. Gênero: uma categoria útil para a história da escravidão. Interfaces Ciêntificas – Humanas e Sociais. Aracaju, v.6, n.2, 2017. REIS, Maria Firmina dos. Úrsula e outras obras [recurso eletrônico] / Maria Firmina dos Reis. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. REIS, Isabel Cristina Ferreira dos. A família negra no tempo da escravidão, 1850-188. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP, 2007. RIBEIRO, M. A. R.; PENTEADO, M. A. A. C. Escravos hipotecados, Campinas, 1865- 1874. Revista de História, [S. l.], n. 179, p. 01-39, 2020 RIOS, Ana L. Família e transição; famílias negras em Paraíba do Sul (1872 -1920). Dissertação de Mestrado em História, Universidade Federal Fluminense. Niterói, 1990 ROCHA, Solange. Crianças Ingênuas, suas famílias e disputas por liberdade (Paraíba do Norte, 1871 -1888). In: (Orgs) Maria Helena P.T. Machado, Luciana da Cruz Brito, Iamara da Silva Viana e Flávio dos Santos Gomes. In: Ventres livres? Gênero, maternidade e legislação. São Paulo: Editora Unesp, 2021 RUIZ, Ricardo Muniz de. A família escrava no Império do Café. Itaguahy, 1820-1872. Tese 137 (Doutorado em História Social) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2015. RUIZ, Ricardo Muniz. Sistema agrário, demografia da escravidão e família escrava em Itaguahy – sec. XIX (1820 – 1872). Dissertação de mestrado. UFF, 1997. SANTANA, Jéssica. Dona dos cafezais: a ação social e econômica de uma fazendeira de Café em Bananal de Itaguaí 1850 -1867.171f. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2019. SANTANA NETO, José Pereira de. Sociedade, indenização e liberdade precária: os meadors burocráticos do Fundo de Emancipação de escravos (São Francisco do Conde -BA). Tese de doutorado em História. Universidade Estadual de Campinas, 218 (281p) SALLES, Ricardo. Café e escravidão. In: GOMES, Flávio dos Santos, SCHWARCZ, Lilia Moritz (orgs.), Dicionário da escravidão e liberdade, 1aed, São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p.123. SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. SCHEFFER, Rafael da Cunha. Lares partidos: famílias no comércio interno de escravos (1865-1888).In: Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional, n 7, 2015, Curitiba. Anais eletrônicos, Curitiba __________, Rafael da Cunha; Oliveira, Joice Fernanda de Souza. Lares Partidos: o impacto do comércio interno de escravizados sobre a família cativa e negras, Salvador/BA e Campinas/SP, 1850 -1888. Revista de História, São Paulo,n.178, 2019. SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para análise histórica. Tradução: Christine Rufino Dabat. Maria Betânia Ávila. New York, Columbia University Press. 1989 SCOTT, Rebecca J; HÉBRARD, Jean M. Joscelyne, Vera. Provas de liberdade: uma odisseia atlântica na era da emancipação. 2014. Editora da Unicamp, Campinas: 296p. SLENES, Robert. Na Senzala uma flor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. SLENES, Robert. Escravidão e família: Padrões de casamento e estabilidade familiar numa comunidade escrava (Campinas, século XIX). Estudos econômicos, São Paulo, 1987. SOARES, Cecília Moreira.As ganhadeiras: mulher e resistência negra em Salvador no século XIX. Afro-Ásia, Salvador, n.17, 1996. SOIHET, Rachel. História das Mulheres e História de gênero. Cadernos Pagu, 1988. 138 SOUSA, Caroline Passarini. Partus Sequitur ventrem: reprodução e maternidade no estabelecimento da escravidão e abolição nas Américas até a primeira metade do século XIX. Dissertação (mestrado em História) Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2021 SOUZA, Flávia Fernandes. Escravas do lar: as mulheres negras e o trabalho doméstica na Corte Imperial.In:Giovana Xavier; Juliana Barreto de Farias; Flávio Gomes. (Orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e da Pós-Emancipação. São Paulo: Selo Negro, 2012, p.24. SILVA, Robson Roberto. A ação das amas de leite na amamentação das crianças brancas na Cidade de São Paulo no século XIX. Antíteses, v.9, n.17, 2016 TELLES, Lorena Feres da Silva. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). Tese (doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo. THOMPSON, Edward P. A miséria da teoria ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar. 1981 ___________, Edward P. Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. THOMPSON, Edward P. Formação da classe operária inglesa.7.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015.
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em História
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFRRJ
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Instituto de Ciências Humanas e Sociais
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFRRJ
instname:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
instacron:UFRRJ
instname_str Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
instacron_str UFRRJ
institution UFRRJ
reponame_str Repositório Institucional da UFRRJ
collection Repositório Institucional da UFRRJ
bitstream.url.fl_str_mv https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/18518/1/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
repository.mail.fl_str_mv bibliot@ufrrj.br
_version_ 1854400245265334272