Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias
| Ano de defesa: | 2018 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UFES
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190985 |
Resumo: | Este estudo procura problematizar a emergência, a constituição e a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português no imperativo da inclusão. Busca compreender como são produzidos os modos de resistências surdas a partir das práticas e experiências desse profissional e reflete sobre a inserção dele no contexto escolar inclusivo. O quadro teórico é composto por autores como Foucault (1971, 1995, 2006, 2013, 2016) quanto à concepção das relações de poder e resistência; Veiga-Neto (2011), Lopes e Fabris (2013), quanto à institucionalização dessa profissão como uma possível estratégia biopolítica no gerenciamento do risco da presença do sujeito surdo nos espaços sociais, especificamente, no ambiente escolar. A biopolítica, como modo de exercício de poder, para além do poder disciplinar, surge junto à noção de população a partir do século XVIII. E cria, pelas práticas de governamento e subjetivação, a resistência às diferentes formas de gestão das ações dos sujeitos. Foram analisadas narrativas de pessoas com experiência na área da tradução e interpretação de Libras e Português, com idades entre 29 e 55 anos, de diferentes estados da federação. Compreendemos que o Tradutor e Intérprete de Libras e Português tenha se constituído como um dispositivo de gerenciamento de risco dos sujeitos surdos no espaço escolar, na grade de inteligibilidade da inclusão, que se ocupa de administrar as condutas dos sujeitos classificados como público-alvo dessa racionalidade. Acredito que em diferentes momentos do seu percurso histórico, esses sujeitos ressoaram em suas práticas, que entendo como modos de resistência surda, formas de lutar contra as relações de poder dos controles e regulações dos corpos surdos em espaços variados. Ao analisar a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português na inclusão, sob a ótica foucaultiana, são consideradas múltiplas possibilidades, sem assumir antecipadamente qualquer discurso sobre esse profissional. |
| id |
UFSC_1816c55ef6b7d82b90c82b47551c2fcb |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufsc.br:123456789/190985 |
| network_acronym_str |
UFSC |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFSC |
| repository_id_str |
|
| spelling |
SILVA, Josué Rego da2018-11-01T05:29:27Z2018-11-01T05:29:27Z2018SILVA, Josué Rego da. Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias. 2018. 84 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade Federal do Espírito Santo. 2018. Orientadora: Dra. Lucyenne Matos da Costa Vieira-Machadohttps://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190985Este estudo procura problematizar a emergência, a constituição e a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português no imperativo da inclusão. Busca compreender como são produzidos os modos de resistências surdas a partir das práticas e experiências desse profissional e reflete sobre a inserção dele no contexto escolar inclusivo. O quadro teórico é composto por autores como Foucault (1971, 1995, 2006, 2013, 2016) quanto à concepção das relações de poder e resistência; Veiga-Neto (2011), Lopes e Fabris (2013), quanto à institucionalização dessa profissão como uma possível estratégia biopolítica no gerenciamento do risco da presença do sujeito surdo nos espaços sociais, especificamente, no ambiente escolar. A biopolítica, como modo de exercício de poder, para além do poder disciplinar, surge junto à noção de população a partir do século XVIII. E cria, pelas práticas de governamento e subjetivação, a resistência às diferentes formas de gestão das ações dos sujeitos. Foram analisadas narrativas de pessoas com experiência na área da tradução e interpretação de Libras e Português, com idades entre 29 e 55 anos, de diferentes estados da federação. Compreendemos que o Tradutor e Intérprete de Libras e Português tenha se constituído como um dispositivo de gerenciamento de risco dos sujeitos surdos no espaço escolar, na grade de inteligibilidade da inclusão, que se ocupa de administrar as condutas dos sujeitos classificados como público-alvo dessa racionalidade. Acredito que em diferentes momentos do seu percurso histórico, esses sujeitos ressoaram em suas práticas, que entendo como modos de resistência surda, formas de lutar contra as relações de poder dos controles e regulações dos corpos surdos em espaços variados. Ao analisar a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português na inclusão, sob a ótica foucaultiana, são consideradas múltiplas possibilidades, sem assumir antecipadamente qualquer discurso sobre esse profissional.porUFESTradutor e Intérprete de Libras e PortuguêsInclusãoResistênciasResistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as históriasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81383https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190985/2/license.txt11ee89cd31d893362820eab7c4d46734MD52ORIGINALSILVA Josué Rego da 2018 (dissertação) UFES.pdfSILVA Josué Rego da 2018 (dissertação) UFES.pdfapplication/pdf754269https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190985/1/SILVA%20Josu%c3%a9%20Rego%20da%202018%20%28disserta%c3%a7%c3%a3o%29%20UFES.pdfb2acc22c4f1169029e34f17732d406ccMD51123456789/1909852019-02-27 18:51:52.256oai:repositorio.ufsc.br:123456789/190985Vm9jw6ogdGVtIGEgbGliZXJkYWRlIGRlOiBDb21wYXJ0aWxoYXIg4oCUIGNvcGlhciwgZGlzdHJpYnVpciBlIHRyYW5zbWl0aXIgYSBvYnJhLiBSZW1peGFyIOKAlCBjcmlhciBvYnJhcyBkZXJpdmFkYXMuClNvYiBhcyBzZWd1aW50ZXMgY29uZGnDp8O1ZXM6IEF0cmlidWnDp8OjbyDigJQgVm9jw6ogZGV2ZSBjcmVkaXRhciBhIG9icmEgZGEgZm9ybWEgZXNwZWNpZmljYWRhIHBlbG8gYXV0b3Igb3UgbGljZW5jaWFudGUgKG1hcyBuw6NvIGRlIG1hbmVpcmEgcXVlIHN1Z2lyYSBxdWUgZXN0ZXMgY29uY2VkZW0gcXVhbHF1ZXIgYXZhbCBhIHZvY8OqIG91IGFvIHNldSB1c28gZGEgb2JyYSkuIFVzbyBuw6NvLWNvbWVyY2lhbCDigJQgVm9jw6ogbsOjbyBwb2RlIHVzYXIgZXN0YSBvYnJhIHBhcmEgZmlucyBjb21lcmNpYWlzLgpGaWNhbmRvIGNsYXJvIHF1ZTogUmVuw7puY2lhIOKAlCBRdWFscXVlciBkYXMgY29uZGnDp8O1ZXMgYWNpbWEgcG9kZSBzZXIgcmVudW5jaWFkYSBzZSB2b2PDqiBvYnRpdmVyIHBlcm1pc3PDo28gZG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMuIERvbcOtbmlvIFDDumJsaWNvIOKAlCBPbmRlIGEgb2JyYSBvdSBxdWFscXVlciBkZSBzZXVzIGVsZW1lbnRvcyBlc3RpdmVyIGVtIGRvbcOtbmlvIHDDumJsaWNvIHNvYiBvIGRpcmVpdG8gYXBsaWPDoXZlbCwgZXN0YSBjb25kacOnw6NvIG7Do28gw6ksIGRlIG1hbmVpcmEgYWxndW1hLCBhZmV0YWRhIHBlbGEgbGljZW7Dp2EuIE91dHJvcyBEaXJlaXRvcyDigJQgT3Mgc2VndWludGVzIGRpcmVpdG9zIG7Do28gc8OjbywgZGUgbWFuZWlyYSBhbGd1bWEsIGFmZXRhZG9zIHBlbGEgbGljZW7Dp2E6IExpbWl0YcOnw7VlcyBlIGV4Y2XDp8O1ZXMgYW9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91IHF1YWlzcXVlciB1c29zIGxpdnJlcyBhcGxpY8OhdmVpczsgT3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGRvIGF1dG9yOyBEaXJlaXRvcyBxdWUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgcG9kZW0gdGVyIHNvYnJlIGEgb2JyYSBvdSBzb2JyZSBhIHV0aWxpemHDp8OjbyBkYSBvYnJhLCB0YWlzIGNvbW8gZGlyZWl0b3MgZGUgaW1hZ2VtIG91IHByaXZhY2lkYWRlLiBBdmlzbyDigJQgUGFyYSBxdWFscXVlciByZXV0aWxpemHDp8OjbyBvdSBkaXN0cmlidWnDp8Ojbywgdm9jw6ogZGV2ZSBkZWl4YXIgY2xhcm8gYSB0ZXJjZWlyb3Mgb3MgdGVybW9zIGRhIGxpY2Vuw6dhIGEgcXVlIHNlIGVuY29udHJhIHN1Ym1ldGlkYSBlc3RhIG9icmEuIEEgbWVsaG9yIG1hbmVpcmEgZGUgZmF6ZXIgaXNzbyDDqSBjb20gdW0gbGluayBwYXJhIGVzdGEgcMOhZ2luYS4KTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyAtIGh0dHA6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLzMuMC9ici8KRepositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732019-02-27T21:51:52Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| title |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| spellingShingle |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias SILVA, Josué Rego da Tradutor e Intérprete de Libras e Português Inclusão Resistências |
| title_short |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| title_full |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| title_fullStr |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| title_full_unstemmed |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| title_sort |
Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias |
| author |
SILVA, Josué Rego da |
| author_facet |
SILVA, Josué Rego da |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
SILVA, Josué Rego da |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Tradutor e Intérprete de Libras e Português Inclusão Resistências |
| topic |
Tradutor e Intérprete de Libras e Português Inclusão Resistências |
| description |
Este estudo procura problematizar a emergência, a constituição e a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português no imperativo da inclusão. Busca compreender como são produzidos os modos de resistências surdas a partir das práticas e experiências desse profissional e reflete sobre a inserção dele no contexto escolar inclusivo. O quadro teórico é composto por autores como Foucault (1971, 1995, 2006, 2013, 2016) quanto à concepção das relações de poder e resistência; Veiga-Neto (2011), Lopes e Fabris (2013), quanto à institucionalização dessa profissão como uma possível estratégia biopolítica no gerenciamento do risco da presença do sujeito surdo nos espaços sociais, especificamente, no ambiente escolar. A biopolítica, como modo de exercício de poder, para além do poder disciplinar, surge junto à noção de população a partir do século XVIII. E cria, pelas práticas de governamento e subjetivação, a resistência às diferentes formas de gestão das ações dos sujeitos. Foram analisadas narrativas de pessoas com experiência na área da tradução e interpretação de Libras e Português, com idades entre 29 e 55 anos, de diferentes estados da federação. Compreendemos que o Tradutor e Intérprete de Libras e Português tenha se constituído como um dispositivo de gerenciamento de risco dos sujeitos surdos no espaço escolar, na grade de inteligibilidade da inclusão, que se ocupa de administrar as condutas dos sujeitos classificados como público-alvo dessa racionalidade. Acredito que em diferentes momentos do seu percurso histórico, esses sujeitos ressoaram em suas práticas, que entendo como modos de resistência surda, formas de lutar contra as relações de poder dos controles e regulações dos corpos surdos em espaços variados. Ao analisar a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português na inclusão, sob a ótica foucaultiana, são consideradas múltiplas possibilidades, sem assumir antecipadamente qualquer discurso sobre esse profissional. |
| publishDate |
2018 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2018-11-01T05:29:27Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2018-11-01T05:29:27Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2018 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.citation.fl_str_mv |
SILVA, Josué Rego da. Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias. 2018. 84 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade Federal do Espírito Santo. 2018. Orientadora: Dra. Lucyenne Matos da Costa Vieira-Machado |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190985 |
| identifier_str_mv |
SILVA, Josué Rego da. Resistências surdas: quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e português nos contam as histórias. 2018. 84 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade Federal do Espírito Santo. 2018. Orientadora: Dra. Lucyenne Matos da Costa Vieira-Machado |
| url |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190985 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
UFES |
| publisher.none.fl_str_mv |
UFES |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFSC instname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instacron:UFSC |
| instname_str |
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| instacron_str |
UFSC |
| institution |
UFSC |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFSC |
| collection |
Repositório Institucional da UFSC |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190985/2/license.txt https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190985/1/SILVA%20Josu%c3%a9%20Rego%20da%202018%20%28disserta%c3%a7%c3%a3o%29%20UFES.pdf |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
11ee89cd31d893362820eab7c4d46734 b2acc22c4f1169029e34f17732d406cc |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| repository.mail.fl_str_mv |
sandra.sobrera@ufsc.br |
| _version_ |
1851758892762005504 |