Evidências de que a atividade glial na medula espinhal altera proporcionalmente a inflamação artrítica em ratos
| Ano de defesa: | 2012 |
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Resumo: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2010 |
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Universidade Federal de Santa CatarinaBressan, ElisângelaTonussi, Carlos Rogerio2012-10-25T11:57:03Z2012-10-25T11:57:03Z2012-10-25T11:57:03Z279511http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94554Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2010A ativação de células gliais na medula espinhal resulta em liberação de mediadores pró-inflamatórios que alteram a excitabilidade neuronal e contribuem para a amplificação da dor. No entanto, pouco se conhece sobre o papel da glia na inflamação periférica em doenças crônicas como a artrite. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da inibição da atividade glial na inflamação articular induzida por carragenina/LPS em ratos, bem como o papel da fractalcina e do TNF-? na interação entre neurônios e glia. Utilizou-se o modelo de artrite induzido por LPS (30 ng) intra-articular 72 horas após sensibilização prévia da articulação com carragenina (300 µg). Fluorocitrato, minociclina, anti-fractalcina, fractalcina, anti-TNF-?, TNF-? e talidomida foram injetados pela via intratecal 20 minutos antes do LPS. A nocicepção foi avaliada através da medida da incapacitação articular e o edema pelo aumento do diâmetro articular. Após 6 horas, o fluido sinovial (FS) e a medula espinhal (L4-L5) foram coletados para contagem de leucócitos e determinação da imunoreatividade do GFAP e OX-42, respectivamente. Doses baixas de fluorocitrato (0,3 nmol) e minociclina (6 e 24 nmol), inibiram o aumento do diâmetro articular induzido por carragenina/LPS. O aumento da dose destes fármacos exacerbou o efeito anti-edematogênico e inibiu a incapacitação e o acúmulo de leucócitos no FS. Aminoglutetimida (50 mg/kg) não alterou os efeitos hiponociceptivo e anti-edematogênico do fluorocitrato e da minociclina. A inibição do reflexo da raiz dorsal pela furosemida (3, 10 e 30 µg) não foi aditiva ao efeito causado pelos inibidores gliais. Fluorocitrato e minociclina reduziram a imunoreatividade para GFAP e OX-42 na medula espinhal. Fractalcina (0,3 e 30 ng) e TNF-? (1, 10 e 100 pg) intratecal aumentaram o diâmetro articular, a incapacitação e o acúmulo de leucócitos no FS. Os anticorpos anti-fractalcina (1 µg), anti-TNF-? (0,1; 0,5 e 1 µg) e a talidomida (10 e 100 µg) promoveram efeito contrário. Os efeitos pró-edematogênico e hipernociceptivo da fractalcina foram revertidos pelo fluorocitrato e pelo anti-TNF-?. A fractalcina aumentou a imunoreativadade para GFAP e OX-42 enquanto que a anti-fractalcina, o anti-TNF-? e a talidomida reduziram. Estes achados demonstram que além do seu papel na dor, a glia também contribui para a inflamação periférica induzida por carragenina/LPS, num processo que envolve a liberação de fractalcina e TNF-? na medula espinhal. A inibição do reflexo da raiz dorsal é sugerido como o mecanismo pelo qual os inibidores da ativação glial afetam o edema articular. Fármacos imunomoduladores administrados diretamente na medula podem ser úteis na terapia de doenças artríticas em pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento convencional.103 p.| il., grafs., tabs.porFarmacologiaArtriteMedula espinhalNeurogliaEvidências de que a atividade glial na medula espinhal altera proporcionalmente a inflamação artrítica em ratosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL279511.pdfapplication/pdf62525435https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94554/1/279511.pdf34ef91613e116919e1b807984e7b5c54MD51TEXT279511.pdf.txt279511.pdf.txtExtracted Texttext/plain209584https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94554/2/279511.pdf.txtd9ad89efd2a625a6f818842b52e6db41MD52THUMBNAIL279511.pdf.jpg279511.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1019https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94554/3/279511.pdf.jpg12dbb6810bd41f757438709758e3ddcaMD53123456789/945542013-05-03 12:37:20.85oai:repositorio.ufsc.br:123456789/94554Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-03T15:37:20Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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