Amansando o SPI: resistência e protagonismo Kulina-Madiha entre os varadouros do seringal e do indigenismo na Amazônia (1905-1940)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Andrisson Ferreira da
Orientador(a): Bueno, Juliana Salles Machado
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/257151
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2024.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaSilva, Andrisson Ferreira daBueno, Juliana Salles Machado2024-08-08T23:24:27Z2024-08-08T23:24:27Z2024387238https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/257151Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2024.Esta pesquisa está situada nos varadouros da História Indígena e faz jus à história do povo Kulina-Madiha, que pertence à família linguística Arawa, fala a língua Kulina e está localizado no Peru e no Brasil ? nos estados brasileiros estão no Acre e no Amazonas. Ocupa regiões ao longo das principais bacias hidrográficas da região Sul-Ocidental amazônica, o Purus e o Juruá, este último rio historicamente percebido como território Kulina-Madiha. A partir da segunda metade do século XIX, com a descoberta pelos não indígenas da forte presença da Hevea brasiliensis e da Castilla ulei, seguido do crescimento do valor comercial do látex, o seringal se constituiu como verdadeiro processo de violência, desterritorialização pelas correrias, assassinatos e trabalho escravo dos povos indígenas na Amazônia. Nesse sentido, atuações indigenistas foram sendo desenvolvidas também através do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), nessa região permeada de disputas políticas, fronteiriças e econômicas. O objetivo deste trabalho, portanto, é perceber como a história do povo Kulina-Madiha é atravessada pelo seringal, a partir do século XIX, e como se dá sua relação com o indigenismo do SPI no baixo Gregório, no Posto Indígena do rio Gregório. Esta pesquisa historiográfica se amparou em documentos, relatórios e fotografias compreendendo uma baliza cronológica do ano de 1905 a 1940, e sua análise documental é descritiva e qualitativa, no estudo da dinâmica no Posto Indígena pelas especificidades do local e contexto histórico. A partir do cotidiano nesse local, formas de controle e opressão do Estado aos Kulina-Madiha foram transformadas em formas de resistência e protagonismo num trajeto de amansamento inverso, o amansamento do SPI.Abstract: This research is situated in the varadouros of Indigenous History and does justice to the history of the Kulina-Madiha people, who belong to the Arawa linguistic family, speak the Kulina language and are located in Peru and Brazil ? in the Brazilian states of Acre and Amazonas. They occupies regions along the main river basins of the south-western Amazon region, the Purus and the Juruá, the latter historically perceived as Kulina-Madiha territory. From the second half of the 19th century onwards, with the discovery by non-indigenous people of the strong presence of Hevea brasiliensis and Castilla ulei, followed by the growth in the commercial value of latex, the rubber plantation became a real process of violence, deterritorialization through the running, murders and slave labor of indigenous peoples in the Amazon. In this sense, indigenist actions were also developed through the Serviço de Proteção aos Índios (SPI), (Indian Protection Service), in this region permeated by political, border and economic disputes. The aim of this paper, therefore, is to understand how the history of the Kulina-Madiha people is crossed by the rubber plantation, from the 19th century onwards, and how their relationship with the SPI's indigenism in the lower Gregório, Posto Indígena do rio Gregório (Gregório River Indigenous Post) is shaped. This historiographical research was based on documents, reports and photographs covering a chronological period from 1905 to 1940, and its documentary analysis is descriptive and qualitative, in the study of the dynamics of the Indigenous Post due to the specificities of the location and historical context. Based on daily life in this place, forms of state control and oppression of the Kulina-Madiha were transformed into forms of resistance and protagonism in a path of reverse taming, the taming of the SPI.210 p.| il.porHistóriaIndígenasSeringalKulina (Povo indígena)Amansando o SPI: resistência e protagonismo Kulina-Madiha entre os varadouros do seringal e do indigenismo na Amazônia (1905-1940)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPHST0817-D.pdfPHST0817-D.pdfapplication/pdf9370624https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/257151/-1/PHST0817-D.pdffd2d028d38cd480ff359abe563eaad53MD5-1123456789/2571512024-08-08 20:24:27.39oai:repositorio.ufsc.br:123456789/257151Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732024-08-08T23:24:27Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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