Associação entre ângulo de fase e aptidão física de crianças e adolescentes com diagnóstico de infecção pelo HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Martins, Priscila Custódio
Orientador(a): Silva, Diego Augusto Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270637
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2023.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaMartins, Priscila CustódioSilva, Diego Augusto Santos2025-12-08T23:19:58Z2025-12-08T23:19:58Z2023394931https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270637Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2023.O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre ângulo de fase e aptidão física de crianças e adolescentes com diagnóstico de infecção pelo HIV. Com o intuito de identificar lacunas na literatura referentes ao objeto do estudo, duas revisões foram conduzidas. Além disso, uma coleta de dados foi realizada com crianças e adolescentes com o diagnóstico de infecção pelo HIV, na faixa etária de oito a 15 anos, atendidos em um hospital de referência da cidade de Florianópolis, Santa Catarina Brasil. Os resultados desta pesquisa foram divididos em quatro artigos. O primeiro artigo de revisão de escopo, cujo objetivo foi mapear os estudos realizados acerca da relação entre ângulo de fase e composição corporal em diferentes populações identificou 59 estudos. Deste quantitativo, 24 pesquisas (40,67%) apresentaram dados de amostras brasileiras e 15 (25,42%) apresentaram delineamento longitudinal. A faixa etária dos estudos envolveu crianças de três anos de idade até idosos de 88 anos e a massa gorda foi o componente da composição corporal mais avaliado, 31 estudos (52,54%). A partir da análise dos estudos, conclui-se que o ângulo de fase esteve diretamente associado a massa magra e massa muscular em diferentes faixas etárias e em pessoas com diferentes diagnósticos de saúde, entretanto, em relação à massa gorda e aos demais componentes investigados, não houve evidências suficientes para estabelecer o direcionamento das associações. O segundo artigo, de revisão sistemática, teve como objetivo sumarizar as evidências sobre a relação entre ângulo de fase e força muscular e aptidão aeróbia em diferentes populações e identificou 34 estudos. Deste quantitativo, quatro (11,76%) apresentaram delineamento longitudinal e a amostra investigada compreendeu a faixa etária de seis a 92 anos de idade. A partir da análise dos estudos conclui-se que o ângulo de fase apresentou direta relação com a força muscular e a aptidão aeróbia em diferentes faixas etárias e em pessoas com diferentes diagnósticos de saúde. O terceiro artigo da tese teve como objetivo investigar como o ângulo de fase está associado a composição corporal em crianças e adolescentes com diagnóstico de HIV por transmissão vertical. Foi realizado um estudo transversal em Florianópolis, Brasil, envolvendo 64 crianças e adolescentes. A bioimpedância elétrica foi utilizada para avaliar o ângulo de fase e a absorciometria por dupla emissão de raios-X foi usada para avaliar a composição corporal. As covariáveis: medicamentos antirretrovirais, atividade física e idade óssea foram utilizadas nos modelos ajustados. A partir dos dados, concluiu-se que o ângulo de fase foi diretamente associado à densidade mineral óssea subtotal e regional (coluna lombar), massa isenta de gordura e osso e inversamente associado à massa gorda ginóide no sexo masculino. No sexo feminino, o ângulo de fase esteve diretamente associado a densidade mineral óssea subtotal e da coluna lombar em crianças e adolescentes com o diagnóstico de HIV. O último artigo da tese objetivou investigar se a idade óssea e o sexo moderam a associação do ângulo de fase com a força muscular e aptidão aeróbia de crianças e adolescentes com HIV. Os achados do estudo indicaram que a idade óssea e o sexo moderam a relação entre ângulo de fase e força muscular e aptidão aeróbia, principalmente em crianças e adolescentes com diagnóstico de HIV, com idade óssea normal e precoce e, sobretudo no sexo masculino. Ainda que evidências longitudinais sejam necessárias para confirmar os achados, acredita-se que a utilização do ângulo de fase se configure como uma ferramenta adicional importante na avaliação e monitoramento da saúde em crianças e adolescentes com diagnóstico de infecção pelo HIV. Além disso, sugere-se que ao interpretar o ângulo de fase e a relação com a aptidão física (composição corporal, força muscular e aptidão aeróbia), fatores como idade biológica e o sexo sejam considerados.Abstract: The aim of the present study was to investigate the association between phase angle and physical fitness in children and adolescents diagnosed with HIV infection. In order to identify gaps in the literature regarding the object of the study, two reviews were conducted. In addition, data collection was carried out with children and adolescents diagnosed with HIV infection, aged between eight and 15 years, treated at a reference hospital in the city of Florianópolis, Santa Catarina, Brazil. The results of this research were divided into four articles. The first is a scoping review article, whose objective was to map the studies carried out on the relationship between phase angle and body composition in different populations, identified 59 studies. Quantitatively, 24 studies (40.67%) presented data from Brazilian samples and 15 (25.42%) presented a longitudinal design. The age range of the studies involved children from three years of age to 88-year-olds and fat mass was the most evaluated component of body composition, 31 studies (52.54%). From the analysis of the studies, it is concluded that the phase angle was directly associated with lean mass and muscle mass in different age groups and in people with different health diagnoses, however, in relation to fat mass and the other components investigated, there was insufficient evidence to establish the direction of the associations. The second article, a systematic review, aimed to summarize the evidence on the relationship between phase angle and muscular strength and aerobic fitness in different populations and identified 34 studies. From this, four (11.76%) had a longitudinal design and the sample investigated comprised the age range from six to 92 years of age. From the analysis of the studies, it was concluded that the phase angle was directly related to muscular strength and aerobic fitness in different age groups and in people with different health diagnoses. The third article of the thesis aimed to investigate how phase angle is associated with body composition in children and adolescents diagnosed with HIV through vertical transmission. A cross-sectional study was carried out in Florianópolis, Brazil, involving 64 children and adolescents. Electrical bioimpedance was used to assess phase angle and dual emission X-ray absorptiometry was used to assess body composition. The covariates: antiretroviral medications, physical activity and bone age were used in the adjusted models. From the data, it was concluded that the phase angle was directly associated with subtotal and regional bone mineral density (lumbar spine), lean soft tissue mass and inversely associated with gynoid fat mass in males. In females, phase angle was directly associated with subtotal and lumbar spine bone mineral density in children and adolescents diagnosed with HIV. The last article of the thesis aimed to investigate whether bone age and sex moderate the association of phase angle with muscular strength and aerobic fitness in children and adolescents with HIV. The study findings indicated that bone age and sex moderate the relationship between phase angle and muscle strength and aerobic fitness, especially in children and adolescents diagnosed with HIV, with normal and early bone age, and especially in males. Although longitudinal evidence is needed to confirm the findings, it is believed that the use of phase angle is an important additional tool in evaluating and monitoring the health of children and adolescents diagnosed with HIV infection. Furthermore, it is suggested that when interpreting phase angle and the relationship with physical fitness (body composition, muscular strength and aerobic fitness), factors such as biological age and sex are considered.228 p.| il., gráfs.porEducação físicaAptidão físicaAptidão cardiorrespiratóriaImpedância elétricaSaúde do AdolescenteAssociação entre ângulo de fase e aptidão física de crianças e adolescentes com diagnóstico de infecção pelo HIVinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGEF0643-T.pdfPGEF0643-T.pdfapplication/pdf4498153https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/270637/-1/PGEF0643-T.pdfdf0d7de5c444e8b0849f4ae79d38b869MD5-1123456789/2706372025-12-08 20:19:58.791oai:repositorio.ufsc.br:123456789/270637Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-12-08T23:19:58Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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