Assim se inventa um pornô: as mulheres e o discurso pornográfico em cena

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Sevegnani, Maíra
Orientador(a): Butturi Junior, Atílio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/198771
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2018.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaSevegnani, MaíraButturi Junior, Atílio2019-07-25T12:04:38Z2019-07-25T12:04:38Z2018357900https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/198771Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2018.Nesta dissertação investiguei diversos enunciados que inventam uma pornografia feminista no Brasil e também em produção fílmica de Erika Lust (2016), intitulada Sweet but psycho. Ancorando-me na arqueogenealogia foucaultiana, busquei compreender estas novas produções e o modo como são discursivizadas em relação à pornografia mainstream. O corpus analisado foi composto de matérias e publicações em sites e blogs brasileiros, publicados entre 2013 e 2017, que tratam da pornografia feminista em especial, da pornografia de Erika Lust , bem como de uma entrevista realizada com esta diretora em 2017 e uma matéria sobre ela e sua rotina, publicada em 2015. Saindo dos enunciados produzidos no Brasil, analisei também o filme Sweet but psycho, escolhido por ser aquele enviado gratuitamente aos internautas que se inscrevem no site de Erika Lust. Além dos conceitos derivados dos trabalhos de Foucault como discurso, enunciado, arquivo, poder-saber, dispositivo e resistência passei pelo arquivo da pornografia e sua conceituação, a relação com o erotismo e as distinções nem sempre tão claras entre ambos. Apresentei também as definições de gênero , sexo e mulher presentes em diferentes perspectivas feministas, e o cinema como uma importante tecnologia ou dispositivo de gênero. Além disso, a indústria cultural foi compreendida como uma tecnologia produtiva das definições de sexo, gênero e sexualidade. Com a análise, percebeu-se que, a despeito de mobilizar discursos supostamente progressistas, tanto os enunciados pertencentes à imprensa brasileira que falam sobre Lust, quanto aqueles que dão à Lust a fala, acabam por promover cisões entre mulheres e produzem uma feminilidade bastante restrita, calcada sobretudo em uma biologia dos corpos. Já o filme de Lust, embora traga em seu bojo a ambiguidade entre pornografia e erotismo, traz também uma novidade no concernente ao sexo explícito. Contudo, esta novidade ainda acontece de um modo bastante normalizador em relação aos corpos e à sexualidade, reforçando uma heteronormatividade conjugal.Abstract : In this dissertation I explored several statements that invent feminist pornography in Brazil and also in movie production by Erika Lust (2016), entitled Sweet but psycho. Anchoring myself in the foucaultian archaeogenealogical, I sought to understand these new productions and the way they are discursed in relation to mainstream pornography. The analyzed corpus was composed of articles and publications on brazilian websites and blogs, published between 2013 and 2017, that talking about feminist pornography especially the pornography by Erika Lust as well as an interview with this director in 2017 and an article about her, published in 2015. Coming out of the statements produced in Brazil, I also analyzed the movie Sweet but psycho, chosen for being the one sent for free to internet users who subscribe to Erika Lust's website. In addition to the concepts derived from Foucault's works such as discourse, statement, archive, power-knowledge, apparatus and resistance I looked for pornography file and its conceptualization, the relationship with eroticism and the distinctions not always so clear between both. I also presented the definitions of gender , sex and woman present in different feminist perspectives, and the cinema as an important technology or apparatus of gender. In addition, the cultural industry has been understood as a productive technology of definitions of sex, gender and sexuality. With the analysis, it was noticed that, despite mobilizing supposedly progressive discourses, both statements in the brazilian press that talk about Lust, and those that give Lust speech, end up promoting divisions between women and produce a very restricted femininity, based mainly on a biology of the bodies. Lust's film, although brings the ambiguity between pornography and eroticism, also brings a novelty with regard to explicit sex. However, this novelty still happens in a very normalizing way in relation to bodies and sexuality, reinforcing a conjugal heteronormativity.159 p.| il.porLinguísticaPornografiaFeminismoAnálise do discursoAssim se inventa um pornô: as mulheres e o discurso pornográfico em cenainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPLLG0743-D.pdfPLLG0743-D.pdfapplication/pdf1648809https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/198771/-1/PLLG0743-D.pdfee37f5a00a953afe54a36ed7184798baMD5-1123456789/1987712019-07-25 09:04:38.255oai:repositorio.ufsc.br:123456789/198771Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732019-07-25T12:04:38Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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