O perfil molecular do melanoma acral: uma revisão integrativa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Castillo, Jesús José André Quintana [UNIFESP]
Orientador(a): Landman, Gilles [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000029r9x
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/72845
Resumo: Introdução: O melanoma é uma neoplasia maligna agressiva, sendo uma importante preocupação de saúde pública devido a sua alta mortalidade. Na atual classificação, o melanoma acral inclui os subtipos acral lentiginoso e subungueal. A frequência destes melanomas varia conforme a etnia da população, sendo mais encontrados em asiáticos, hispânicos e afrodescendentes, sendo geralmente diagnosticados em estágios mais avançados. Na população brasileira, considerando-se a intensa miscigenação étnica, a compreensão dos mecanismos patogênicos do melanoma acral adquire ainda maior relevância. Por ter características únicas e complexas que o distingue de outros subtipos de melanoma, a compreensão do perfil molecular do melanoma acral torna-se importante para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas. Uma revisão integrativa de literatura permite a síntese e análise crítica de informações provenientes de diversos estudos e, no contexto da biologia molecular do melanoma acral, pode reunir informações para o desenvolvimento de novas hipóteses e estratégias terapêuticas, visto que este grupo apresenta características únicas e complexas, que o distingue de outros grupos de melanoma. Materiais e métodos: Revisão integrativa de literatura que consiste numa pesquisa exploratória e descritiva sobre biologia molecular do melanoma acral, com coleta de artigos nas bases de dados MEDLINE, EMBASE e CENTRAL publicados em periódicos de classificação Qualis B2 ou superior, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023, com critérios de inclusão e exclusão estabelecidos e validação da qualidade metodológica dos artigos selecionados. Resultados: Foram selecionados 38 artigos, com predomínio de autores norte-americanos e asiáticos. No que diz respeito às alterações genômicas, observou-se que as mutações driver em BRAF e NRAS ocorrem com menor frequência em comparação a outros tipos de melanoma cutâneo. Entre os destaques, estão as mutações no gene KIT, presentes em 10-15% dos casos, e as mutações no promotor de TERT, encontradas em 20-30% dos estudos, estas últimas associadas a uma maior agressividade tumoral. Além disso, são relatadas diversas mutações em outros genes. A progressão genética é abordada, com foco nas vias de sinalização envolvidas e na instabilidade cromossômica, incluindo eventos como amplificações de regiões específicas do genoma e rearranjos cromossômicos. No que se refere a epigenética, a literatura é escassa, mas são mencionadas alterações em melanomas cutâneos que poderiam ser aplicáveis ao subtipo acral. Por fim, discute-se o papel da radiação ultravioleta (UV) e outras assinaturas mutacionais, incluindo a presença de assinaturas associadas à radiação UV em alguns casos de melanoma acral, levantando-se questionamentos sobre suas causas. Conclusão: Com a descrição do perfil molecular do melanoma acral, incluindo suas alterações genéticas e epigenéticas, cumpre-se o objetivo proposto.
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Por ter características únicas e complexas que o distingue de outros subtipos de melanoma, a compreensão do perfil molecular do melanoma acral torna-se importante para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas. Uma revisão integrativa de literatura permite a síntese e análise crítica de informações provenientes de diversos estudos e, no contexto da biologia molecular do melanoma acral, pode reunir informações para o desenvolvimento de novas hipóteses e estratégias terapêuticas, visto que este grupo apresenta características únicas e complexas, que o distingue de outros grupos de melanoma. Materiais e métodos: Revisão integrativa de literatura que consiste numa pesquisa exploratória e descritiva sobre biologia molecular do melanoma acral, com coleta de artigos nas bases de dados MEDLINE, EMBASE e CENTRAL publicados em periódicos de classificação Qualis B2 ou superior, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023, com critérios de inclusão e exclusão estabelecidos e validação da qualidade metodológica dos artigos selecionados. Resultados: Foram selecionados 38 artigos, com predomínio de autores norte-americanos e asiáticos. No que diz respeito às alterações genômicas, observou-se que as mutações driver em BRAF e NRAS ocorrem com menor frequência em comparação a outros tipos de melanoma cutâneo. Entre os destaques, estão as mutações no gene KIT, presentes em 10-15% dos casos, e as mutações no promotor de TERT, encontradas em 20-30% dos estudos, estas últimas associadas a uma maior agressividade tumoral. Além disso, são relatadas diversas mutações em outros genes. A progressão genética é abordada, com foco nas vias de sinalização envolvidas e na instabilidade cromossômica, incluindo eventos como amplificações de regiões específicas do genoma e rearranjos cromossômicos. No que se refere a epigenética, a literatura é escassa, mas são mencionadas alterações em melanomas cutâneos que poderiam ser aplicáveis ao subtipo acral. Por fim, discute-se o papel da radiação ultravioleta (UV) e outras assinaturas mutacionais, incluindo a presença de assinaturas associadas à radiação UV em alguns casos de melanoma acral, levantando-se questionamentos sobre suas causas. Conclusão: Com a descrição do perfil molecular do melanoma acral, incluindo suas alterações genéticas e epigenéticas, cumpre-se o objetivo proposto.glandman@unifesp.br91 f.CASTILLO, Jesús José André Quintana. O perfil molecular do melanoma acral: uma revisão integrativa. 2024. 91 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) – Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, São Paulo, 2024.https://hdl.handle.net/11600/72845ark:/48912/0013000029r9xporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessNão se aplicaMelanoma acralBiologia molecularGenéticaEpigenéticaO perfil molecular do melanoma acral: uma revisão integrativainfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)PatologiaBiologia MolecularMelanomaORIGINALDissertação_Jesus Castillo.pdfDissertação_Jesus Castillo.pdfapplication/pdf1657200https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/702fa685-a2a2-4c88-b3fc-0f0bb37a1e58/download609dd43652eaa096456bcd1aa43f5e80MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Não se aplica
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author Castillo, Jesús José André Quintana [UNIFESP]
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Biologia molecular
Genética
Epigenética
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description Introdução: O melanoma é uma neoplasia maligna agressiva, sendo uma importante preocupação de saúde pública devido a sua alta mortalidade. Na atual classificação, o melanoma acral inclui os subtipos acral lentiginoso e subungueal. A frequência destes melanomas varia conforme a etnia da população, sendo mais encontrados em asiáticos, hispânicos e afrodescendentes, sendo geralmente diagnosticados em estágios mais avançados. Na população brasileira, considerando-se a intensa miscigenação étnica, a compreensão dos mecanismos patogênicos do melanoma acral adquire ainda maior relevância. Por ter características únicas e complexas que o distingue de outros subtipos de melanoma, a compreensão do perfil molecular do melanoma acral torna-se importante para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas. Uma revisão integrativa de literatura permite a síntese e análise crítica de informações provenientes de diversos estudos e, no contexto da biologia molecular do melanoma acral, pode reunir informações para o desenvolvimento de novas hipóteses e estratégias terapêuticas, visto que este grupo apresenta características únicas e complexas, que o distingue de outros grupos de melanoma. Materiais e métodos: Revisão integrativa de literatura que consiste numa pesquisa exploratória e descritiva sobre biologia molecular do melanoma acral, com coleta de artigos nas bases de dados MEDLINE, EMBASE e CENTRAL publicados em periódicos de classificação Qualis B2 ou superior, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023, com critérios de inclusão e exclusão estabelecidos e validação da qualidade metodológica dos artigos selecionados. Resultados: Foram selecionados 38 artigos, com predomínio de autores norte-americanos e asiáticos. No que diz respeito às alterações genômicas, observou-se que as mutações driver em BRAF e NRAS ocorrem com menor frequência em comparação a outros tipos de melanoma cutâneo. Entre os destaques, estão as mutações no gene KIT, presentes em 10-15% dos casos, e as mutações no promotor de TERT, encontradas em 20-30% dos estudos, estas últimas associadas a uma maior agressividade tumoral. Além disso, são relatadas diversas mutações em outros genes. A progressão genética é abordada, com foco nas vias de sinalização envolvidas e na instabilidade cromossômica, incluindo eventos como amplificações de regiões específicas do genoma e rearranjos cromossômicos. No que se refere a epigenética, a literatura é escassa, mas são mencionadas alterações em melanomas cutâneos que poderiam ser aplicáveis ao subtipo acral. Por fim, discute-se o papel da radiação ultravioleta (UV) e outras assinaturas mutacionais, incluindo a presença de assinaturas associadas à radiação UV em alguns casos de melanoma acral, levantando-se questionamentos sobre suas causas. Conclusão: Com a descrição do perfil molecular do melanoma acral, incluindo suas alterações genéticas e epigenéticas, cumpre-se o objetivo proposto.
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