Avaliação de resistência antirretroviral em população de homens que têm sexo com homens em estudo multicêntrico no Brasil por Respondent Driven Sampling

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Bermudez Aza,Elkin Hernan [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002xp6t
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22229
Resumo: O HIV-1 apresenta uma alta diversidade genetica, resultado principalmente de sua alta taxa de replicacao e das caracteristicas da atividade de sua Transcriptase Reversa. Existem poucos estudos sobre os subtipos de HIV e de resistencia transmitida e secundaria aos medicamentos antirretrovirais em amostras de homens que tem sexo com homens (HSH) no Brasil. Com a finalidade de estudar as caracteristicas virologicas, foram empregadas amostras de voluntarios das cinco regioes brasileiras selecionados atraves da metodologia de respondent driven sampling (RDS). Analisamos a diversidade genetica do HIV e a prevalencia de mutacoes associadas com resistencia antirretroviral em HSH nas cinco regioes geograficas do Brasil. Usando RDS foram recrutados e entrevistados 3.515 HSH em 10 cidades. Destes, 299 (9,5%) eram infectados com HIV e 178 concordaram em testes de genotipagem. Nos descrevemos neste trabalho os resultados de 162 amostras; os subtipos mais comuns foram: B (81,4%), C (7,4%), F (4,3%), D (0,6%) e formas recombinantes (6,2%). Especificamente de 143 pessoas cujas amostras foram adequadas para analise e tinham disponiveis dados epidemiologicos: 44 (30,8%) tinham recebido terapia antirretroviral (ART) (AE) e 99 (69,2%) eram ART-naive (AN). Apos o sequenciamento nas regioes da transcriptase reversa e protease do virus, a analise para mutacoes de resistencia foi feita usando os parametros da OMS. A prevalencia da resistencia primaria foi de 21,4%, isto e, entre os NA; e a de resistencia secundaria foi de 35,8% (isto e, entre os AE). A prevalencia de resistencia a inibidores de protease (IP) foi de 3,9% (AN) e 4,4% (AE); para inibidor da transcriptase reversa analogo de nucleosideos (NRTI) 15,0% (AN) e 31,0% (AE) e para inibidor da transcriptase reversa nao analogo de nucleosideos (NNRTI) 5,5% (AN) e 13,2% (AE). A mutacao de resistencia mais comum para NRTIs foi 184V (17 casos) e para NNRTIs: 103N (16 casos). Nossos dados sugerem um alto nivel de resistencia transmitida em HSH no Brasil. Estudos epidemiologicos desenhados para medir a prevalencia de resistencia primaria nesta populacao sao necessarios para identificar os correlatos e as causas da resistencia antirretroviral para poder limitar o desenvolvimento de resistencia nesta e outras populacoes
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