Avaliação da transposição penoescrotal associada às hipospádias complexas e ao pênis embutido: análise fotocontrolada de pacientes submetidos à correção cirúrgica e proposição de uma nova classificação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Corrêa, Renata Alves [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002whxc
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/75135
Resumo: Objetivos: Propor uma nova classificação para a transposição penoescrotal independente e avaliar em uma casuística retrospectiva de casos a frequência dos graus de transposição que motivaram a correção cirúrgica nos grupos de hipospádias complexas e pênis embutido, bem como na população geral a partir de um grupo controle. Introdução: A transposição penoescrotal consiste em uma condição na qual o escroto encontra-se localizado em posição cefálica em relação ao pênis. Em casos menos graves, o pênis encontra-se centralizado em relação ao escroto e observam-se graus distintos de sua raiz circundada por pele escrotal. A transposição penoescrotal tem importante papel na composição das hipospádias complexas e do pênis embutido. As classificações existentes na literatura não permitem avaliação de maneira objetiva do ponto mais cefálico da implantação escrotal entre os diferentes graus de transposição. Dessa forma, observa-se a necessidade de desenvolvimento de um método que possibilite a classificação da transposição de maneira mais assertiva. Métodos: Foi revisado retrospectivamente um banco de dados com documentação fotográfica de pacientes com hipospádias primárias complexas e de pacientes com pênis embutido, operados de janeiro de 2010 a dezembro de 2021. Foram avaliados prospectivamente como controles pacientes que se apresentaram para consultas gerais em ambulatório de uropediatria, entre 0 e 18 anos, sem anomalias genitais. Foi então proposta uma classificação inédita a partir de análise fotográfica, que foi validada estatisticamente por questionário eletrônico respondido por 14 especialistas em urologia pediátrica. A classificação foi aplicada nos pacientes operados e no grupo controle. Resultados: O método proposto por este estudo apresentou maior precisão para classificação quando comparado aos métodos já existentes. A análise do questionário apresentou, com p-valor < 0,0001, precisão de 87,1% para a classificação de Corrêa et.al, contra 37,5% para Glenn & Anderson e 33,6% para Fahmy et al. Houve predominância dos graus de transposição moderado (68%) e grave (60,9%) nos pacientes operados dos grupos pênis embutido e hipospádias complexas, respectivamente. A análise do grupo controle resultou no escore p-valor <0.0001 para classificação leve (41.1%). Conclusões: Este estudo permitiu uma classificação eficaz para a transposição penoescrotal, e a determinação da frequência dos graus de transposição que motivaram a correção cirúrgica nos grupos de hipospádias complexas e pênis embutido, além da estimativa de frequência na população geral.
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