Efeitos da desnervação renal na hipertensão espontânea experimental: repercussões sobre a aorta e sobre o sistema nervoso autônomo
| Ano de defesa: | 2016 |
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Resumo: | O procedimento de desnervação renal bilateral (DRB) vem sendo proposto como um tratamento inovador em pacientes com hipertensão resistente, uma vez que este procedimento leva à queda da resistência vascular renal, reduz a liberação de renina e aumenta a excreção renal de água e sódio. Entretanto, não estão esclarecidos quais os mecanismos envolvidos nas alterações que levam à queda de pressão arterial nas respostas agudas e adaptações crônicas. Dessa forma, estudamos a modulação autonômica da circulação em animais SHR, antes e depois da DRB, assim como o balanço hídrico, a função contrátil da aorta e as alterações do Sistema Renina Angiotensina nesses animais.Foram utilizados ratos Wistar e SHR machos, divididos em 4 grupos experimentais; Grupo Wistar (N), composto por 10 animais Wistar; Grupo desnervado (ND), composto por 10 animais Wistar submetidos à DRB; Grupo SHR (S), composto por 10 animais SHR; Grupo SHR desnervado (SD), composto por 10 animais SHR submetidos à DRB. Os animais foram avaliados no período agudo (24 a 48 horas) e crônico (60 dias) após DRB. Foram medidos os parâmetros hemodinâmicos e os dados foram armazenados para posterior análise dos valores de pressão arterial e frequência cardíaca, bem como variáveis autonômicas. Os animais foram alojados em gaiolas metabólicas antes e 24 horas após a DRB para avaliação do balanço hídrico. Vinte e quatro a 48 horas após os registros os animais foram eutanasiados para retirada da aorta para análise funcional. O grupo SD apresentou aumento significativo do balanço hídrico (Balanço55 ± 25 versus 85 ± 34%, p = 0.0001)em um período de 24 a 48 horas após a DRB, bem como queda significativa da pressão arterial média (PAM148 ± 131 versus 130 ± 95mmHg, p = 0.0099).O aumento do balanço hídrico parece contribuir para a queda de pressão, uma vez que a DRB aumenta a excreção renal de água, o que possivelmente é acompanhado de um aumento da excreção de sódio. |
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http://lattes.cnpq.br/8049184468038869Moreira, Nathalia Juocys Dias [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9899451408241448Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Irigoyen, Maria Claudia Costa [UNIFESP]São Paulo2018-07-27T15:50:52Z2018-07-27T15:50:52Z2016-12-31O procedimento de desnervação renal bilateral (DRB) vem sendo proposto como um tratamento inovador em pacientes com hipertensão resistente, uma vez que este procedimento leva à queda da resistência vascular renal, reduz a liberação de renina e aumenta a excreção renal de água e sódio. Entretanto, não estão esclarecidos quais os mecanismos envolvidos nas alterações que levam à queda de pressão arterial nas respostas agudas e adaptações crônicas. Dessa forma, estudamos a modulação autonômica da circulação em animais SHR, antes e depois da DRB, assim como o balanço hídrico, a função contrátil da aorta e as alterações do Sistema Renina Angiotensina nesses animais.Foram utilizados ratos Wistar e SHR machos, divididos em 4 grupos experimentais; Grupo Wistar (N), composto por 10 animais Wistar; Grupo desnervado (ND), composto por 10 animais Wistar submetidos à DRB; Grupo SHR (S), composto por 10 animais SHR; Grupo SHR desnervado (SD), composto por 10 animais SHR submetidos à DRB. Os animais foram avaliados no período agudo (24 a 48 horas) e crônico (60 dias) após DRB. Foram medidos os parâmetros hemodinâmicos e os dados foram armazenados para posterior análise dos valores de pressão arterial e frequência cardíaca, bem como variáveis autonômicas. Os animais foram alojados em gaiolas metabólicas antes e 24 horas após a DRB para avaliação do balanço hídrico. Vinte e quatro a 48 horas após os registros os animais foram eutanasiados para retirada da aorta para análise funcional. O grupo SD apresentou aumento significativo do balanço hídrico (Balanço55 ± 25 versus 85 ± 34%, p = 0.0001)em um período de 24 a 48 horas após a DRB, bem como queda significativa da pressão arterial média (PAM148 ± 131 versus 130 ± 95mmHg, p = 0.0099).O aumento do balanço hídrico parece contribuir para a queda de pressão, uma vez que a DRB aumenta a excreção renal de água, o que possivelmente é acompanhado de um aumento da excreção de sódio.The procedure of renal denervation (RDN) has been proposed as an innovative treatment in patients with resistant hypertension because this procedure leads to a decrease in renal vascular resistance, reduce renin secretion and increase renal excretion of water and sodium. However, the mechanisms involving the changes of low arterial pressure in acute response are not yet fully understood. This way, we study the autonomic control of circulation in SHR rats (spontaneous hypertensive rats), before and after RDN as well as hydric balance and the aorta contractile function. We used Wistar and SHR male rats divided in four experimental groups: Normotensive group sham (NS) composed of 7 wistar rats submitted to sham surgery; Desnervated normotensive group (ND) composed for 10 wistar rats submitted to RDN; SHR sham group (SS) composed for 6 SHR rats submitted to sham surgery; Desnervated SHR group (SD) composed for 8 SHR rats submitted to RDN. 24 to 48 hours after intervention (RDN or sham), the hemodynamic parameters were measured and the data stored for further analysis of blood pressure, heart rate and autonomic variables. The animals were housed in metabolic cages before and 24 hours after RDN to evaluate water balance. At the end of the protocol (7 to 10 days), the animals were euthanized for removal of the aorta for functional or histological analysis. The mean blood pressure of the denervated SHR group showed significant decrease 24 to 48 hours after RDN (167±4,64 mmHg pre vs 139±4,78 mmHg post). Although no statistical significance was observed, the denervated hypertensive animals experienced increased bradycardic response ah the time after intervention (0,73±0,09 pre vs 1,08±0,11 bpm/mmHg post). It was also observed an important increase in urinary volume after RDN in these animals (15±1,19 mL pre vs 29±5,98 mL post). In addition, renal sympathetic nerve removal was able to improve the contractile response to phenylephrine in both normortensive and hypertensive animals. Considering that hypertensive animals (SHR) have increased tonic activity of the sympathetic nervous system for different regions, renal denervation in these animals can modify the autonomic modulation on heart and vessels. This modification is probably associated with the fall in BP, wich also appears to have contributed to increase urinary volume and changes in the contractile function of the descending aorta in these animals.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)69 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4823493MOREIRA, Nathalia Juocys Dias. Efeitos da desnervação renal na hipertensão espontânea experimental: repercussões sobre a aorta e sobre os sistemas nervoso autônomo e renina angiotensina. 2016. 69 f. Dissertação (Mestrado em Medicina: Nefrologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.DISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46798ark:/48912/001300001r6qnporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessHipertensão experimental espontâneaDesnervação renalReatividade vascularSistema nervoso simpáticoExperimental hypertensionSpontaneousRenal denervationVascular reactivitySympathetic nervous systemEfeitos da desnervação renal na hipertensão espontânea experimental: repercussões sobre a aorta e sobre o sistema nervoso autônomoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Nefrologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdfDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdfDissertação de mestradoapplication/pdf942292https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/95023960-c6fc-49e8-957f-8a06cf9cdcd1/download0371e684439b30a9934085ae585289ebMD51TEXTDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdf.txtDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain115590https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/20f2be8a-74b4-4e84-a0d7-d7c863fdc663/download443d078fff50a63e439fec838aaa94e8MD52THUMBNAILDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdf.jpgDISSERTAÇÃO corrigida - PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3189https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/337b67f5-717e-42c1-8ec2-47fe1a94f4e6/downloadfced419b608a1041b2d797a50c4e6531MD5311600/467982024-08-09 00:19:03.265oai:repositorio.unifesp.br:11600/46798https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-09T00:19:03Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Efeitos da desnervação renal na hipertensão espontânea experimental: repercussões sobre a aorta e sobre o sistema nervoso autônomo Moreira, Nathalia Juocys Dias [UNIFESP] Hipertensão experimental espontânea Desnervação renal Reatividade vascular Sistema nervoso simpático Experimental hypertension Spontaneous Renal denervation Vascular reactivity Sympathetic nervous system |
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O procedimento de desnervação renal bilateral (DRB) vem sendo proposto como um tratamento inovador em pacientes com hipertensão resistente, uma vez que este procedimento leva à queda da resistência vascular renal, reduz a liberação de renina e aumenta a excreção renal de água e sódio. Entretanto, não estão esclarecidos quais os mecanismos envolvidos nas alterações que levam à queda de pressão arterial nas respostas agudas e adaptações crônicas. Dessa forma, estudamos a modulação autonômica da circulação em animais SHR, antes e depois da DRB, assim como o balanço hídrico, a função contrátil da aorta e as alterações do Sistema Renina Angiotensina nesses animais.Foram utilizados ratos Wistar e SHR machos, divididos em 4 grupos experimentais; Grupo Wistar (N), composto por 10 animais Wistar; Grupo desnervado (ND), composto por 10 animais Wistar submetidos à DRB; Grupo SHR (S), composto por 10 animais SHR; Grupo SHR desnervado (SD), composto por 10 animais SHR submetidos à DRB. Os animais foram avaliados no período agudo (24 a 48 horas) e crônico (60 dias) após DRB. Foram medidos os parâmetros hemodinâmicos e os dados foram armazenados para posterior análise dos valores de pressão arterial e frequência cardíaca, bem como variáveis autonômicas. Os animais foram alojados em gaiolas metabólicas antes e 24 horas após a DRB para avaliação do balanço hídrico. Vinte e quatro a 48 horas após os registros os animais foram eutanasiados para retirada da aorta para análise funcional. O grupo SD apresentou aumento significativo do balanço hídrico (Balanço55 ± 25 versus 85 ± 34%, p = 0.0001)em um período de 24 a 48 horas após a DRB, bem como queda significativa da pressão arterial média (PAM148 ± 131 versus 130 ± 95mmHg, p = 0.0099).O aumento do balanço hídrico parece contribuir para a queda de pressão, uma vez que a DRB aumenta a excreção renal de água, o que possivelmente é acompanhado de um aumento da excreção de sódio. |
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