Pressões inspiratória e expiratória máximas em crianças e adolescentes com asma
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9954 |
Resumo: | Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a força dos músculos respiratórios em crianças e adolescentes com asma pela mensuração das pressões respiratórias máximas e compará-las às observadas com indivíduos controles com mesmas características antropométricas. Métodos: Estudo transversal, em que foram realizadas medidas antropométricas (peso, estatura e perímetro braquial), provas de função pulmonar e medida das pressões respiratórias máximas inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx) de pacientes com asma e controles saudáveis com idades entre 6 e 16 anos, independentemente do sexo. Resultados: Foram avaliadas as pressões respiratórias máximas de 75 indivíduos asmáticos e 90 saudáveis (controles), de ambos os gêneros, divididos por idade cronológica em crianças e adolescentes. Os grupos apresentaram características antropométricas semelhantes. Não houve diferença estatisticamente significante nos valores de Pimáx e Pemáx (p>0,05) entre asmáticos e saudáveis. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as pressões máximas dos asmáticos do gênero masculino e feminino. No grupo controle a Pemáx foi maior no gênero masculino (p=0,004). Nos dois grupos (asmáticos e controles) os adolescentes apresentaram valores de pressões respiratórias máximas maiores que as crianças. Houve fraca correlação entre o VEF1 e a Pimax (r=0,247) e moderada entre o VEF1 e a Pemax (r=0,385) dos indivíduos asmáticos, porém, a Pemáx foi maior nos adolescentes com maior gravidade da doença. As pressões respiratórias máximas não foram afetadas pela condição nutricional dos indivíduos avaliados. Conclusão: A ocorrência de asma não determinou alterações significativas na força dos músculos respiratórios de crianças e adolescentes independente do gênero. Porém, a maior gravidade da doença pode estar associada a um incremento da força dos músculos expiratórios de adolescentes com asma provavelmente pelo recrutamento exacerbado a que as fibras destes músculos são frequentemente submetidas nos períodos de crise sendo maior nos do sexo masculino, o que pode estar associado a maior área muscular frequente nos garotos. |
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Oliveira, Cilmery Marly Gabriel de [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Solé, Dirceu [UNIFESP]2015-07-22T20:50:37Z2015-07-22T20:50:37Z2010-11-24Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a força dos músculos respiratórios em crianças e adolescentes com asma pela mensuração das pressões respiratórias máximas e compará-las às observadas com indivíduos controles com mesmas características antropométricas. Métodos: Estudo transversal, em que foram realizadas medidas antropométricas (peso, estatura e perímetro braquial), provas de função pulmonar e medida das pressões respiratórias máximas inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx) de pacientes com asma e controles saudáveis com idades entre 6 e 16 anos, independentemente do sexo. Resultados: Foram avaliadas as pressões respiratórias máximas de 75 indivíduos asmáticos e 90 saudáveis (controles), de ambos os gêneros, divididos por idade cronológica em crianças e adolescentes. Os grupos apresentaram características antropométricas semelhantes. Não houve diferença estatisticamente significante nos valores de Pimáx e Pemáx (p>0,05) entre asmáticos e saudáveis. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as pressões máximas dos asmáticos do gênero masculino e feminino. No grupo controle a Pemáx foi maior no gênero masculino (p=0,004). Nos dois grupos (asmáticos e controles) os adolescentes apresentaram valores de pressões respiratórias máximas maiores que as crianças. Houve fraca correlação entre o VEF1 e a Pimax (r=0,247) e moderada entre o VEF1 e a Pemax (r=0,385) dos indivíduos asmáticos, porém, a Pemáx foi maior nos adolescentes com maior gravidade da doença. As pressões respiratórias máximas não foram afetadas pela condição nutricional dos indivíduos avaliados. Conclusão: A ocorrência de asma não determinou alterações significativas na força dos músculos respiratórios de crianças e adolescentes independente do gênero. Porém, a maior gravidade da doença pode estar associada a um incremento da força dos músculos expiratórios de adolescentes com asma provavelmente pelo recrutamento exacerbado a que as fibras destes músculos são frequentemente submetidas nos períodos de crise sendo maior nos do sexo masculino, o que pode estar associado a maior área muscular frequente nos garotos.Objective: The objective of this study was to evaluate the strength of respiratory muscles in children and adolescents with asthma by measurement of maximal respiratory pressures and compare them with those observed in control subjects with the same anthropometric characteristics. Methods: Cross-sectional study, which included anthropometric measures (weight, height and arm circumference), pulmonary function tests and measurement of maximal respiratory pressures inspiratory (MIP) and expiratory (MEP) of patients whith asthma and healthy controls aged between 6 and 16 years, regardless of gender. Results: We evaluated the maximal respiratory pressure of 75 asthmatics and 90 healthy individuals (controls) of both sexes, divided by chronological age in children and adolescents. The groups had similar physical characteristics. There was no statistically significant difference in the values of MIP and MEP (p> 0.05) between asthmatics and healthy. There was no statistically significant difference between the maximum pressure of asthmatic males and females. In the control group, MEP was higher in males (p = 0.004). Both groups (asthmatics and controls) adolescents have higher values of maximal respiratory pressures higher than children. There was a weak correlation between FEV1 and MIP (r = 0.247) and moderate between FEV1 and MEP (r = 0.385) of asthma patients, however, the MEP was higher in adolescents with more severe disease. Maximal respiratory pressures were not affected by the nutritional condition of individuals evaluated. Conclusion: The incidence of asthma do not determinate significant alterations in respiratory muscle strength in children and adolescents, regardless of gender. However, the severity of the disease may be associated with an increase in expiratory muscle strength in adolescents with asthma probably by the exacerbated recruitment to the fibers of these muscles are often subjected during periods of crisis is higher in males, which may be associated with greater muscle area common in boys.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações59 p.OLIVEIRA, Cilmery Marly Gabriel de. Pressões inspiratória e expiratória máximas em crianças e adolescentes com asma. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.Publico-482.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9954ark:/48912/001300002fncmporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessAdolescenteCriançaMúsculos respiratóriosAsmaAdolescentsChildrenRespiratory muscle strengthRespiratory musclesAsthmaPressões inspiratória e expiratória máximas em crianças e adolescentes com asmaMaximal inspiratory and expiratory pressure in children and adolescents with asthmainfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Pediatria e Ciências Aplicadas à PediatriaORIGINALPublico-482.pdfPublico-482.pdfapplication/pdf1059667https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/21d3cad2-6245-49fd-a259-ae3100852075/downloadef2284f757fc5ed99d8f08592a8a81f9MD51TEXTPublico-482.pdf.txtPublico-482.pdf.txtExtracted texttext/plain102953https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/5d5ebaca-ce27-483e-903f-1e3537f62b1f/download5bf61d0bb889e1582cccf4a8ffad286dMD53THUMBNAILPublico-482.pdf.jpgPublico-482.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2496https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/478fa76c-d7bb-4f7f-806f-8a576736e215/download7eb26ef317e332657270b53d9c63e37aMD5411600/99542024-08-03 10:37:40.368oai:repositorio.unifesp.br:11600/9954https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-03T10:37:40Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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