Mulheres num mundo carcerário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Silva, Anna Carolina Martins [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001z384
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3175684
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48080
Resumo: Estar na prisão permite captar cheiros, formas e cores impregnadas nas paredes e também, nas palavras, silêncios e gestos das mulheres que estão encarceradas. Essas mulheres, apesar de serem minoria quando comparadas ao total de homens presos, estão em número cada vez maior nas unidades brasileiras. Este estudo, de natureza qualitativa, utilizou como método a História Oral Temática, com o objetivo de conhecer o cotidiano prisional a partir de histórias contadas por mulheres que cumprem pena em privação de liberdade na Penitenciária Feminina de Sant'Ana, na cidade de São Paulo e assim, compreender as realidades vividas por elas. Foram feitas entrevistas, este material foi transcrito e transcriado e, posteriormente uma leitura criteriosa dos dados deu origem a quatro eixos temáticos que foram analisados, são eles: o eu e a outra; mimeografar o passado e imprimir o futuro; diariamente; disciplina e poder: morto! Vivo! Vivo! Morto! Vivo! A relação que foi construída com tais mulheres nos fez a todo tempo assumir posições de "eu" e "outra"; sair do ambiente prisional através de memórias e esperanças; se aproximar do cotidiano, apreendido por cada uma delas ao se adaptarem, criando formas de resistência e compreendendo as circunstâncias do encarceramento; notar que por meio do poder disciplinar, tão próprio das instituições totais e totalizantes, as vivências estão, sobretudo, controladas. A experiência reinventa pesquisadoras e pesquisadas e amplia horizontes para a compreensão da vida de mulheres num mundo carcerário.
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