Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]
Orientador(a): Silva, Jose Carlos Costa Baptista da [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002t56c
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1936494
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47137
Resumo: Introdução: O transplante renal na criança guarda estreita relação com o realizado em adultos, entretanto, apresenta aspectos distintos que merecem atenção especial. A doença renal crônica acomete a criança em momento crítico do seu desenvolvimento neurológico e corporal, sua etiologia com grande frequência é decorrente das anomalias do trato urinário e, por último, apresenta características e detalhes técnicos distintos relacionados ao ato operatório. Os aspectos técnicos do transplante renal (TR) realizado em crianças deveriam ser específicos, principalmente no que diz respeito às anastomoses vasculares (AVs) em crianças de baixo peso, muitas vezes responsabilizadas pelas tromboses dos vasos do enxerto e vasos diretamente relacionados. Objetivos: Avaliar as principais opções de AVs dos transplantes realizados em crianças e propor uma nova estratégia para o trajeto da artéria renal quando se utiliza a artéria aorta (Ao) e a veia cava inferior (VCi), do lado direito. Método: Os dados foram obtidos através de uma revisão retrospectiva dos prontuários médicos. A casuística foi representada por 81 doentes submetidos consecutivamente ao transplante, no Hospital Samaritano de São Paulo, que foram classificados em dois grupos, sendo o Grupo 1 (G1) composto por crianças com menos de 16 kg e o Grupo 2 (G2) por crianças de 16 kg ou mais. Resultados: As crianças menores (G1) receberam o enxerto predominantemente na Ao e VCi (63%); enquanto que, nas crianças com 16 kg ou mais (G2), as opções utilizadas para as AVs variaram, predominando as anastomoses com os vasos ilíacos comuns (46%). Principalmente no primeiro grupo, quando a Ao foi a artéria selecionada para receber o enxerto do lado direito, o trajeto adotado para a artéria do rim transplantado foi posterior à VCi. Não foram observadas complicações vasculares relacionadas com a técnica operatória. Conclusões: A Ao e VCi foram as principais opções para as AVs no G1; enquanto que, os vasos mais utilizados no G2, foram as artérias e veias ilíacas comuns. O trajeto retrocava da artéria renal do enxerto é factível e deve ser preferencial para evitar a compressão da veia cava infrarrenal quando o implante for do lado direito.
id UFSP_f40b2b33c3c19733430ca9bd86673f80
oai_identifier_str oai:repositorio.unifesp.br:11600/47137
network_acronym_str UFSP
network_name_str Repositório Institucional da UNIFESP
repository_id_str
spelling Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Silva, Jose Carlos Costa Baptista da [UNIFESP]2018-07-30T11:43:43Z2018-07-30T11:43:43Z2014-09-30Introdução: O transplante renal na criança guarda estreita relação com o realizado em adultos, entretanto, apresenta aspectos distintos que merecem atenção especial. A doença renal crônica acomete a criança em momento crítico do seu desenvolvimento neurológico e corporal, sua etiologia com grande frequência é decorrente das anomalias do trato urinário e, por último, apresenta características e detalhes técnicos distintos relacionados ao ato operatório. Os aspectos técnicos do transplante renal (TR) realizado em crianças deveriam ser específicos, principalmente no que diz respeito às anastomoses vasculares (AVs) em crianças de baixo peso, muitas vezes responsabilizadas pelas tromboses dos vasos do enxerto e vasos diretamente relacionados. Objetivos: Avaliar as principais opções de AVs dos transplantes realizados em crianças e propor uma nova estratégia para o trajeto da artéria renal quando se utiliza a artéria aorta (Ao) e a veia cava inferior (VCi), do lado direito. Método: Os dados foram obtidos através de uma revisão retrospectiva dos prontuários médicos. A casuística foi representada por 81 doentes submetidos consecutivamente ao transplante, no Hospital Samaritano de São Paulo, que foram classificados em dois grupos, sendo o Grupo 1 (G1) composto por crianças com menos de 16 kg e o Grupo 2 (G2) por crianças de 16 kg ou mais. Resultados: As crianças menores (G1) receberam o enxerto predominantemente na Ao e VCi (63%); enquanto que, nas crianças com 16 kg ou mais (G2), as opções utilizadas para as AVs variaram, predominando as anastomoses com os vasos ilíacos comuns (46%). Principalmente no primeiro grupo, quando a Ao foi a artéria selecionada para receber o enxerto do lado direito, o trajeto adotado para a artéria do rim transplantado foi posterior à VCi. Não foram observadas complicações vasculares relacionadas com a técnica operatória. Conclusões: A Ao e VCi foram as principais opções para as AVs no G1; enquanto que, os vasos mais utilizados no G2, foram as artérias e veias ilíacas comuns. O trajeto retrocava da artéria renal do enxerto é factível e deve ser preferencial para evitar a compressão da veia cava infrarrenal quando o implante for do lado direito.Introduction: The technical aspects of renal transplantation (RT) performed in children should be specific, particularly with regard to vascular anastomoses (VA) in those that are lower-weight. Objectives: To assess the main VA options in paediatric renal transplantations and propose a new strategy for renal artery trajectory when using the aorta (Ao) and the inferior vena cava (iVC) on the right side. Methods: Data were obtained through a retrospective review of medical records. The sample was represented by 81 patients consecutively undergoing transplantation at Hospital Samaritano in the city of São Paulo, who were classified into two groups: Group 1 (G1) consisted of children under 16 kg, and Group 2 (G2) with children weighing 16 kg or more. Results: The smaller children (G1) received the graft predominantly on Ao and iVC (63%), while the options used for VA varied in children weighing 16 kg or more (G2), predominanting the anastomoses on the common iliac vessels (46%). In the first group, when the Ao was the selected vessel for anastomosis on the right side, the trajectory adopted for the transplanted kidney artery was posterior to the iVC. No vascular complications related to the surgical technique were observed. Conclusions: The Ao and the iVC were the main options for the VA in G1, while the common iliac artery and vein were commonly used in G2. The trajectory for the renal artery posterior to the iVC is feasible and can eliminate one of the possibilities of compression of this vein, and also allows the reconstitution of the usual anatomical pathway of the renal artery on the right side.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)89 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1936494GOMES, Adriano Luis. Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso. 2014. 89 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.Adriano Luís Gomes.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47137ark:/48912/001300002t56cporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccesstransplante renalpediatriaanastomose cirúrgicacomplicações pós-operatóriaskidney transplantationpediatricssurgical anastomosispostoperative complicationsAnastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo pesoVascular anastomosis for paediatric renal transplantation and new strategy in low-weight childreninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Saúde Baseada em EvidênciasCiências da saúdeMedicinaORIGINALAdriano Luís Gomes.pdfAdriano Luís Gomes.pdfapplication/pdf3869061https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/a91967c7-cb9b-404c-963b-633db1a6f697/download2b4f4f02db121d00ac69ccf51de1d8ceMD51TEXTAdriano Luís Gomes.pdf.txtAdriano Luís Gomes.pdf.txtExtracted texttext/plain102640https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/85193f96-b19a-4f72-8cfe-f3f4435f3f51/download605ecd31b7adc90034874d5ed6ffd638MD52THUMBNAILAdriano Luís Gomes.pdf.jpgAdriano Luís Gomes.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2875https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/047c9125-cddd-4308-baf1-d33c99b53dc6/downloadeeef917c078338d7c2af2f0b62c44422MD5311600/471372024-08-01 13:50:58.561oai:repositorio.unifesp.br:11600/47137https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-01T13:50:58Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Vascular anastomosis for paediatric renal transplantation and new strategy in low-weight children
title Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
spellingShingle Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]
transplante renal
pediatria
anastomose cirúrgica
complicações pós-operatórias
kidney transplantation
pediatrics
surgical anastomosis
postoperative complications
title_short Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
title_full Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
title_fullStr Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
title_full_unstemmed Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
title_sort Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso
author Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]
author_facet Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]
author_role author
dc.contributor.institution.pt.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.contributor.author.fl_str_mv Gomes, Adriano Luis [UNIFESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Silva, Jose Carlos Costa Baptista da [UNIFESP]
contributor_str_mv Silva, Jose Carlos Costa Baptista da [UNIFESP]
dc.subject.por.fl_str_mv transplante renal
pediatria
anastomose cirúrgica
complicações pós-operatórias
topic transplante renal
pediatria
anastomose cirúrgica
complicações pós-operatórias
kidney transplantation
pediatrics
surgical anastomosis
postoperative complications
dc.subject.eng.fl_str_mv kidney transplantation
pediatrics
surgical anastomosis
postoperative complications
description Introdução: O transplante renal na criança guarda estreita relação com o realizado em adultos, entretanto, apresenta aspectos distintos que merecem atenção especial. A doença renal crônica acomete a criança em momento crítico do seu desenvolvimento neurológico e corporal, sua etiologia com grande frequência é decorrente das anomalias do trato urinário e, por último, apresenta características e detalhes técnicos distintos relacionados ao ato operatório. Os aspectos técnicos do transplante renal (TR) realizado em crianças deveriam ser específicos, principalmente no que diz respeito às anastomoses vasculares (AVs) em crianças de baixo peso, muitas vezes responsabilizadas pelas tromboses dos vasos do enxerto e vasos diretamente relacionados. Objetivos: Avaliar as principais opções de AVs dos transplantes realizados em crianças e propor uma nova estratégia para o trajeto da artéria renal quando se utiliza a artéria aorta (Ao) e a veia cava inferior (VCi), do lado direito. Método: Os dados foram obtidos através de uma revisão retrospectiva dos prontuários médicos. A casuística foi representada por 81 doentes submetidos consecutivamente ao transplante, no Hospital Samaritano de São Paulo, que foram classificados em dois grupos, sendo o Grupo 1 (G1) composto por crianças com menos de 16 kg e o Grupo 2 (G2) por crianças de 16 kg ou mais. Resultados: As crianças menores (G1) receberam o enxerto predominantemente na Ao e VCi (63%); enquanto que, nas crianças com 16 kg ou mais (G2), as opções utilizadas para as AVs variaram, predominando as anastomoses com os vasos ilíacos comuns (46%). Principalmente no primeiro grupo, quando a Ao foi a artéria selecionada para receber o enxerto do lado direito, o trajeto adotado para a artéria do rim transplantado foi posterior à VCi. Não foram observadas complicações vasculares relacionadas com a técnica operatória. Conclusões: A Ao e VCi foram as principais opções para as AVs no G1; enquanto que, os vasos mais utilizados no G2, foram as artérias e veias ilíacas comuns. O trajeto retrocava da artéria renal do enxerto é factível e deve ser preferencial para evitar a compressão da veia cava infrarrenal quando o implante for do lado direito.
publishDate 2014
dc.date.issued.fl_str_mv 2014-09-30
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2018-07-30T11:43:43Z
dc.date.available.fl_str_mv 2018-07-30T11:43:43Z
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.pt.fl_str_mv https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1936494
dc.identifier.citation.fl_str_mv GOMES, Adriano Luis. Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso. 2014. 89 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47137
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/48912/001300002t56c
dc.identifier.file.none.fl_str_mv Adriano Luís Gomes.pdf
url https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1936494
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47137
identifier_str_mv GOMES, Adriano Luis. Anastomoses vasculares no transplante renal pediátrico e uma nova estratégia para anastomoses em crianças de baixo peso. 2014. 89 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Adriano Luís Gomes.pdf
ark:/48912/001300002t56c
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 89 p.
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIFESP
instname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron:UNIFESP
instname_str Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron_str UNIFESP
institution UNIFESP
reponame_str Repositório Institucional da UNIFESP
collection Repositório Institucional da UNIFESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/a91967c7-cb9b-404c-963b-633db1a6f697/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/85193f96-b19a-4f72-8cfe-f3f4435f3f51/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/047c9125-cddd-4308-baf1-d33c99b53dc6/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 2b4f4f02db121d00ac69ccf51de1d8ce
605ecd31b7adc90034874d5ed6ffd638
eeef917c078338d7c2af2f0b62c44422
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.csp@unifesp.br
_version_ 1863846500629479424