Propostas de áreas de endemicidade para organismos fluviolacustres da América do Sul
| Ano de defesa: | 2018 |
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Resumo: | A região da América do Sul é reconhecida por apresentar uma enorme biodiversidade, incluindo a fauna das bacias hidrográficas, pois essa região abriga em suas águas a mais diversificada fauna de peixes de água doce do planeta. Nesse sentido, o estudo da biogeografia dessa região é fundamental, pois esta ciência estuda a distribuição dos organismos do passado e do presente. E esta distribuição muitas vezes não está disposta aleatoriamente, mas sim formando padrões de disjunção ou de sobreposição conhecido como simpatria, que faz parte de uma grande área do conhecimento da biodiversidade denominado Biogeografia, ciência multidisciplinar em suas relações com a geologia, filogenia, ecologia, entre outros. O continente é caracterizado pela sua geomorfologia e eventos climatológicos, associados a uma história com período longo de isolamento que serviu como cenário de diversas hipóteses biogeográficas em diversos grupos de animais e plantas, bem como em tradicionais divisões biogeográficas. No entanto, essas divisões focaram principalmente em ambientes terrestres, enquanto que em ambientes fluviolacustres o foco esteve direcionado para hipóteses derivadas de grupos de peixes. Dessa forma, duas perguntas estão centradas aqui: a) os diferentes tipos de organismos fluviolacustres são bons indicadores de áreas de endemicidade?; b) existem áreas de endemicidade válidas para as bacias restritas as bacias fluviais? O presente estudo visou formular hipóteses primárias de endemicidade com diversos organismos dulciaquícolas da América do Sul, tendo como base as principais bacias e sub-bacias hidrográficas ao longo do continente e utilizando métodos de simpatria estrita (PAE e sua variação PAE-PCE) e não estrita (análise de agrupamentos) que não exigem dados georeferenciados. Dessa forma, o levantamento bibliográfico dos dados resultou em 7.163 espécies fluviolacustres, 248 áreas primárias e 50 ecorregiões já propostas na literatura. Assim, foi possível visualizar a hierarquizações dessas áreas, além de alguns processos biogeográficos que estão envolvidos no endemismo das áreas de endemicidade e em ecorregiões do continente sul-americano. |
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Romeiro, Sinara SilvaMarques, Rodrigo CésarLessa, Leonardo GuimarãesSilva, Márcio Bernardino daUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)Marques, Rodrigo César2019-03-30T12:02:14Z2019-03-30T12:02:14Z20182018-12-03ROMEIRO, Sinara Silva. Propostas de áreas de endemicidade para organismos fluviolacustres da América do Sul. 2018. 94 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Biologia Animal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2018.https://acervo.ufvjm.edu.br/items/6b57bf63-aaf1-4a7f-a0c2-394ab449e58bA região da América do Sul é reconhecida por apresentar uma enorme biodiversidade, incluindo a fauna das bacias hidrográficas, pois essa região abriga em suas águas a mais diversificada fauna de peixes de água doce do planeta. Nesse sentido, o estudo da biogeografia dessa região é fundamental, pois esta ciência estuda a distribuição dos organismos do passado e do presente. E esta distribuição muitas vezes não está disposta aleatoriamente, mas sim formando padrões de disjunção ou de sobreposição conhecido como simpatria, que faz parte de uma grande área do conhecimento da biodiversidade denominado Biogeografia, ciência multidisciplinar em suas relações com a geologia, filogenia, ecologia, entre outros. O continente é caracterizado pela sua geomorfologia e eventos climatológicos, associados a uma história com período longo de isolamento que serviu como cenário de diversas hipóteses biogeográficas em diversos grupos de animais e plantas, bem como em tradicionais divisões biogeográficas. No entanto, essas divisões focaram principalmente em ambientes terrestres, enquanto que em ambientes fluviolacustres o foco esteve direcionado para hipóteses derivadas de grupos de peixes. Dessa forma, duas perguntas estão centradas aqui: a) os diferentes tipos de organismos fluviolacustres são bons indicadores de áreas de endemicidade?; b) existem áreas de endemicidade válidas para as bacias restritas as bacias fluviais? O presente estudo visou formular hipóteses primárias de endemicidade com diversos organismos dulciaquícolas da América do Sul, tendo como base as principais bacias e sub-bacias hidrográficas ao longo do continente e utilizando métodos de simpatria estrita (PAE e sua variação PAE-PCE) e não estrita (análise de agrupamentos) que não exigem dados georeferenciados. Dessa forma, o levantamento bibliográfico dos dados resultou em 7.163 espécies fluviolacustres, 248 áreas primárias e 50 ecorregiões já propostas na literatura. Assim, foi possível visualizar a hierarquizações dessas áreas, além de alguns processos biogeográficos que estão envolvidos no endemismo das áreas de endemicidade e em ecorregiões do continente sul-americano.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Biologia Animal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 2018.The region of South America is recognized for its enormous biodiversity, including watershed fauna, as this region is home to the most diverse freshwater fish fauna on the planet. In this sense, the study of the biogeography of this region is fundamental, because this science studies the distribution of the organisms of the past and the present. And this distribution is often not randomly arranged, but rather forms patterns of disjunction or overlap known as sympatry, which is part of a large area of knowledge of biodiversity called Biogeography, multidisciplinary science in its relations with geology, phylogeny, ecology, among others. The continent is characterized by its geomorphology and climatological events, associated to a history with a long period of isolation that has served as a scenario of diverse biogeographic hypotheses in various animal and plant groups, as well as in traditional biogeographic divisions. However, these divisions focused mainly on terrestrial environments, whereas in fluviolacustre environments the focus was directed to hypotheses derived from groups of fish. In this way two questions are centered here: a) the different types of fluviolacustres organisms are good indicators of areas of endemicity ?; b) are there areas of endemicity valid for restricted basins in river basins? The present study aimed to formulate primary hypotheses of endemicity with several South American sweetcorn organisms, based on the main basins and sub-basins throughout the continent and using strict sympathies (PAE and PAE-PCE variation) and not (cluster analysis) that do not require georeferenced data. In this way, the bibliographic survey of the data resulted in 7,163 fluviolacustres species, 248 primary areas and 50 ecoregions already proposed in the literature. Thus, it was possible to visualize the hierarchies of these areas, in addition to some biogeographic processes that are involved in the endemism of the endemic areas and in ecoregions of the South American continent.porUFVJMA concessão da licença deste item refere-se ao à termo de autorização impresso assinado pelo autor, assim como na licença Creative Commons, com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e o IBICT a disponibilizar por meio de seus repositórios, sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, e preservação, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessPropostas de áreas de endemicidade para organismos fluviolacustres da América do Sulinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisBiogeografiaAnálise de parcimôniaBacias hidrográficasBiogeographyParsimony analysisWatershedsreponame:Repositório Institucional da UFVJMinstname:Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)instacron:UFVJMTHUMBNAILsinara_silva_romeiro.pdf.jpgsinara_silva_romeiro.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2470https://acervo.ufvjm.edu.br//bitstreams/51e11bf0-b8e6-4c1d-a4d1-554871940528/download27659c801174e3eb56237bc86d7e8401MD57falseAnonymousREADORIGINALsinara_silva_romeiro.pdfsinara_silva_romeiro.pdfapplication/pdf8274034https://acervo.ufvjm.edu.br//bitstreams/73a3a8a8-189b-4a50-8423-baf080b6e99e/downloadeb928130e2fbd6e39309f5b604f6524bMD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_urllicense_urltext/plain; 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A região da América do Sul é reconhecida por apresentar uma enorme biodiversidade, incluindo a fauna das bacias hidrográficas, pois essa região abriga em suas águas a mais diversificada fauna de peixes de água doce do planeta. Nesse sentido, o estudo da biogeografia dessa região é fundamental, pois esta ciência estuda a distribuição dos organismos do passado e do presente. E esta distribuição muitas vezes não está disposta aleatoriamente, mas sim formando padrões de disjunção ou de sobreposição conhecido como simpatria, que faz parte de uma grande área do conhecimento da biodiversidade denominado Biogeografia, ciência multidisciplinar em suas relações com a geologia, filogenia, ecologia, entre outros. O continente é caracterizado pela sua geomorfologia e eventos climatológicos, associados a uma história com período longo de isolamento que serviu como cenário de diversas hipóteses biogeográficas em diversos grupos de animais e plantas, bem como em tradicionais divisões biogeográficas. No entanto, essas divisões focaram principalmente em ambientes terrestres, enquanto que em ambientes fluviolacustres o foco esteve direcionado para hipóteses derivadas de grupos de peixes. Dessa forma, duas perguntas estão centradas aqui: a) os diferentes tipos de organismos fluviolacustres são bons indicadores de áreas de endemicidade?; b) existem áreas de endemicidade válidas para as bacias restritas as bacias fluviais? O presente estudo visou formular hipóteses primárias de endemicidade com diversos organismos dulciaquícolas da América do Sul, tendo como base as principais bacias e sub-bacias hidrográficas ao longo do continente e utilizando métodos de simpatria estrita (PAE e sua variação PAE-PCE) e não estrita (análise de agrupamentos) que não exigem dados georeferenciados. Dessa forma, o levantamento bibliográfico dos dados resultou em 7.163 espécies fluviolacustres, 248 áreas primárias e 50 ecorregiões já propostas na literatura. Assim, foi possível visualizar a hierarquizações dessas áreas, além de alguns processos biogeográficos que estão envolvidos no endemismo das áreas de endemicidade e em ecorregiões do continente sul-americano. |
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