A manutenção da muralha: o investimento diferencial no reparo de danos em paredes de cupinzeiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Guimarães, Marco Paulo Macedo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/27260
Resumo: Os cupins têm sua estrutura e função afetadas pelo tamanho de seus ninhos. A parede do ninho de cupins é construída e reparada pelos operários, que também desempenham outras funções importantes, como o forrageamento. Ao atingir um determinado tamanho, as colônias entram na fase reprodutiva, o que aumenta a demanda por alimento. Além disso, ninhos maiores apresentariam paredes mais espessas e curadas, o que reduziria as demandas de segurança, já que essas paredes resistiriam a ataques de maneira mais confiável do que as de ninhos pequenos. Isso poderia levar os operários a mudar suas prioridades de construção para forrageamento e, como consequência, seria possível detectar uma relação inversa entre o tamanho do ninho e a atividade de construção. Em outras palavras, o reparo de danos na parede do cupinzeiro torna-se menos urgente e menos importante para colônias maiores, e essa é a hipótese testada aqui. Os nossos resultados mostram que (i) o reparo de danos na parede de ninhos de volumes menores é mais rápido do que em ninhos maiores, indicando que os ninhos menores são reparados com mais urgência do que ninhos de dimensões maiores e (ii) ninhos menores têm paredes mais finas do que ninhos maiores, tornando os reparos mais necessários nestes ninhos. Concluímos que ao longo da ontogenia da colônia a parede do ninho é consolidada e isso pode indicar que ninhos maiores podem priorizar a atividade dos operários em outras atividades, além da construção e reparo da parede do ninho.
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