Tornar-se TDAH : cartografia de um processo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Santos, Teresa Rachael Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/18221
http://dx.doi.org/10.26512/2015.03.D.18221
Resumo: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, 2015.
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spelling Tornar-se TDAH : cartografia de um processoBiopolíticaEpistemologiaMedicalizaçãoCartografiaDistúrbio da falta de atenção com hiperatividadeDissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, 2015.A presente dissertação pretende compreender como se constrói um diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e quais seriam as suas consequências. Reconhecendo que um diagnóstico em saúde mental, como o TDAH, é parte de uma episteme, buscou-se primeiramente problematizar as bases desse tipo de diagnóstico. Para tanto, definiram-se as concepções de ciência, de ser humano e de infância que levam a uma classificação diagnóstica que estabelece a fronteira entre normalidade e anormalidade de uma criança. No intuito de provocar incertezas, causar desconfortos e desnaturalizar conceitos reviram-se os fundamentos de cada conceito, para o estabelecimento da dúvida e para abrir caminho a novas concepções. Teoricamente, definiu-se a criança como novidade, como potência, que não segue um desenvolvimento linear e determinado; a ciência como uma possibilidade e não como verdade; o conceito de normalidade como arbitrariamente escolhido para nomear aquilo que difere do socialmente aceito e hegemonicamente estabelecido; por fim o diagnóstico como uma construção social e por isso permeada de interesses e disputas de poder. O estabelecimento desses pilares teóricos foi reforçado pela prática encontrada no Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos (CAEP), clínica escola da Universidade de Brasília, a partir da leitura de prontuários de atendimentos infantis. Essa leitura constituiu o primeiro momento da pesquisa de campo em que se objetivou escolher o caso de uma criança de até 13 anos de idade, cujo atendimento no CAEP houvesse sido encerrado, entre os anos de 2011 e 2013. Em um segundo momento, para compreender como se deu o processo de tornar-se TDAH da criança escolhida, esta foi entrevistada, bem como sua família e os demais atores envolvidos. O emprego das entrevistas foi uma ferramenta que permitiu levantar os diferentes atores e conhecer as interações entre eles. Já o método empregado: a cartografia, não foi uma ferramenta, mas uma forma de olhar as interações e processos, registrá-los e analisá-los. Cartografar foi colocar em prática a epistemologia defendida no presente trabalho, em que se pretende considerar a complexidade humana. Devido à dimensão do desafio de empreender um estudo do ser humano e suas interações, acrescentou-se à cartografia a análise construtivo-interpretativa com a construção de zonas de sentido. Estas permitiram estabelecer o que acontecia subjetivamente com a criança, e com os diferentes atores do processo de tornar-se TDAH.This study aims to understand how a diagnosis of Attention Deficit Disorder/Hyperactivity Disorder (ADHD) is build and what its consequences would be. Recognizing that a diagnosis of mental health, such as ADHD, is part of an episteme, we first sought to problematize the basis of this type of diagnosis. Therefore, we defined the concepts of science, human being and childhood that lead to diagnostic classification and form the border between normality and abnormality of applied to a child. In order to cause uncertainty, discomfort and to denaturalize concepts we reviewed the bases of each concept for the establishment of the doubt and to make way for new designs. Theoretically, we defined a child as a novelty, a power, which does not follow a linear and determined development; science as a possibility and not as the truth; the concept of normality as arbitrarily chosen in order to name what differs from the socially accepted and hegemonically established; finally diagnosis understood as a social construction, permeated with interests and power struggles. The establishment of these theoretical pillars was reinforced by the practices in the Center for Psychological Care and Studies (In portuguese: Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos - CAEP), clinical school at the University of Brasilia. Found in the reading of its attendance records of children. That reading was the first moment of the field research aiming to choose the case of a child aged of less than 13, whose psicological care at CAEP, had between concluded in the years between 2011 and 2013. In a second moment, to understand the process of becoming ADHD of the chosen child, he and his family were interviewed as well as the other involved actors. The use of the interviews was a tool that enabled us to find out different actors and the interactions between them. Regarding the method we used: the cartography, it is important to say that it was not a tool, but a way of looking at the interactions and processes, also a way of recording and analyzing them. To use cartography was to put into practice the epistemology advocated in this study, which intends to consider human complexity. Due to the large scale of the challenge that represents to undertake a study of the human being with its interactions, we added to the cartography the constructiveinterpretative analysis with the construction of meaning zones. These permited to establish what happened subjectively with the child and the different actors involved in process of becoming ADHD.Pulino, Lúcia Helena Cavasin ZabottoSantos, Teresa Rachael Rodrigues2015-05-20T12:11:08Z2015-05-20T12:11:08Z2015-05-202015-03-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSantos, Teresa Rachael Rodrigues. Tornar-se TDAH: cartografia de um processo. 2015. ix, 107 f. Dissertação (Mestrado em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.http://repositorio.unb.br/handle/10482/18221http://dx.doi.org/10.26512/2015.03.D.18221A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2023-07-17T18:30:19Zoai:repositorio.unb.br:10482/18221Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2023-07-17T18:30:19Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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