Os holandeses de Carambei : estudo sociolinguistico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Fraga, Leticia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: [s.n.]
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1607285
Resumo: Orientador: Tania Maria Alkmim
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spelling Os holandeses de Carambei : estudo sociolinguisticoThe Dutch of Carambei : a sociolinguistic studyLingua portuguesa - Dialetos - Carambei, PRAtitudesIdentidadeRóticosPortuguese language - Dialects - Carambei, PRBeliefsRothicsIdentityOrientador: Tania Maria AlkmimTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da LinguagemResumo: Carambeí, uma pequena cidade no interior do Paraná, é a primeira colônia holandesa fundada no Brasil no século XX, em 1911. E apesar de ser bastante antiga, até hoje temos a impressão de que saímos do Brasil quando vamos a Carambeí e conhecemos sua gente. Mas o que é fato e o que é impressão? Quem são os carambeienses? São holandeses? São brasileiros? Falam português? Holandês? Que crenças e atitudes estas pessoas manifestam em relação a essas línguas? Considerando que essas questões ainda não foram suficientemente respondidas e que o município de Carambeí é bastante complexo cultural e lingüisticamente, este estudo pretende: a) fazer um levantamento dos usos funcionais das línguas portuguesa e holandesa nessa localidade; das atitudes e crenças lingüísticas que os "holandeses" manifestam em relação às línguas holandesa e portuguesa; discutir a identidade dos "holandeses" de Carambeí; b) analisar a variedade de português falada pelos "holandeses" de Carambeí no que diz respeito ao uso do r-forte; c) estabelecer que tipo de relação se dá entre atitudes e crenças lingüísticas, usos funcionais das línguas holandesa e portuguesa, identidade e uso de determinada variante de r-forte no português; d) observar se há mudança em curso no português falado pelos holandeses no que diz respeito ao aspecto analisado. Em relação à primeira questão, concluímos que os Grupos 1M (idosos) e lF (idosas) têm preferência pelo holandês; os Grupos 2M (homens adultos) e 2F (mulheres adultas) são bilíngües em português e holandês; e os Grupos 3M (rapazes joyens) e 3F (moças jovens) são monolíngües em português. No que diz respeito às crenças e atitudes em relação ao holandês, os Grupos 1M e lF manifestam atitudes positivas, ao passo que os Grupos 2M e 2F a consideram uma "língua inútil", e os Grupos 3M e 3F a consideraram uma língua "muito difícil". :T á em relação ao português, a comunidade como um todo manifesta atitudes positivas. No que diz respeito à identidade manifesta pelos "holandeses", percebe-se que se estabelecem dois grupos distintos: o dos "brasileiros" (parte do Grupo 2F e Grupos 3M e 3F) e dos 4'holandeses" (Grupos 1M, lF, 2M, e parte do Grupo 2F). No que diz respeito ao uso de r-forte, os grupos 1M e lF usam vibrante múltipla e tepe; o Grupo 2M também usa a vibrante e o tepe; já o Grupo 2F foi dividido: o Grupo 2Fa usa somente vibrante e tepe e o Grupo 2Fb usa fricativa e vibrante. Os Grupos 3M e 3F usam somente fricativa. Enfim, pode-se dizer que determinadas atitudes e identidade contribuem para o uso de tepe: atitudes positivas em relação ao holandês e identidade holandesa. Já para o uso de vibrante, parecem contribuir mais as atitudes negativas em relação ao holandês e uma identidade indefinida, mas oposta à "brasileira". O uso de vibrante e fricativa parece estar relacionado a atitudes extremamente positivas em relação ao português e extremamente negativas em relação ao holandês e à identidade "brasileira". Finalmente, o uso exclusivo de fricativa parece estar ligado à total indiferença quanto ao holandês e à total identificação com a identidade de "brasileiro"Abstract: Carambeí, a small town in Parana, is Brazil's first Dutch settlement, founded in 1911. In spite of being quite old, it seems as though one has left Brazil when in Carambeí and meeting its people. But what is fact and what is impression? Who are the Carambeienses? Are they Dutch? Are they Brazilian? Do they speak Portuguese? Do they speak Dutch? Which beliefs and attitudes do these people express in respect to those languages? Considering that these queries were not sufficiently answered and that Carambeí Township is fairly complex, both cultural and linguistically, this study intends to: a) do a survey of the functional use of Portuguese and Dutch languages; of the attitudes and linguistic beliefs that the "Dutch" reveal concerning the Dutch and Portuguese languages; discuss the identity of the "Dutch" of Carambeí. b) analyze the variety of Portuguese spoken by the "Dutch" of Carambeí regarding the use of strong-R. c) establish what sort of relationship takes place between linguistic attitudes and beliefs, functional uses of Dutch and Portuguese languages, id~ntity and use of certain varieties of the strong-R in Portuguese; d) to observe if there is a change in progress in the Portuguese spoken by the Dutch regarding the analyzed aspecto As far as the first question is concerned, we concluded that Groups 1M and lF prefer Dutch; Groups 2M and 2F are bilingual in Portuguese and Dutch; Groups 3M and 3F are monolingual in Portuguese. About the beliefs and attitudes related to Dutch, Groups 1M and lF show positive attitudes, while Groups 2M and 2F consider it a "useless language", and Groups 3M and 3F consider it a "very difficult" language. Portuguese, on the other hand, awakes positive attitudes in the community as a whole. Related to the identity shown by the "Dutch", it is observable that two different groups are established: the "Brazilian" (a part of Group 2F and G)"oups 3M and 3F) and the "Dutch" (Groups 1M, lF, 2M and a part of Group 2F). Considering the use of strong-R, groups 1M m,d lF use trill and tap; group 2M also uses trill and tap; Group 2F, although, was divided: Group 2Fa uses trill and tap and Group 2Fb uses fricative and trill. Groups 3M and 3F use only fricative. Anyway, we can assume that specific attitudes and identities contribute to the use of tap: positive attitudes towards Dutch and Dutch identity. The use of trill, seems to contribute more to negative attitudes in relation to Dutch and an indefinite identity, but opposed to "Brazilian". The use of trill and fricative seems to be related to extremely positive attitudes regarding Portuguese and extremely negative ones to the Dutch and "Brazilian" identity. Finally, the exclusive use of fricative seems to be connected to the total indifference to Dutch and to the total identification to the "Brazilian" identityDoutoradoDoutor em Linguística[s.n.]Alkmim, Tania Maria, 1949-Abaurre, Maria Bernadete MarquesCastro, Vandersi Sant'AnaCorrea, Djane AntonucciBorba, Lilian do RocioUniversidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Estudos da LinguagemPrograma de Pós-Graduação em LinguísticaUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINASFraga, Leticia20082008-06-30T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdf222p. : il.(Broch.)https://hdl.handle.net/20.500.12733/1607285FRAGA, Leticia. Os holandeses de Carambei: estudo sociolinguistico. 2008. 222p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1607285. Acesso em: 27 fev. 2025.https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/426906porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instname:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instacron:UNICAMPinfo:eu-repo/semantics/openAccess2017-02-18T05:13:27Zoai::426906Biblioteca Digital de Teses e DissertaçõesPUBhttp://repositorio.unicamp.br/oai/tese/oai.aspsbubd@unicamp.bropendoar:2017-02-18T05:13:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)false
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