Vilosite de etiologia desconhecida correlação clinico-patalogica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1998
Autor(a) principal: Gonzatti, Adriana Gomes da Rocha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: [s.n.]
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1586472
Resumo: Orientador: Albina Messias Almeida Milani Altemani
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spelling Vilosite de etiologia desconhecida correlação clinico-patalogicaPlacentaInflamaçãoOrientador: Albina Messias Almeida Milani AltemaniDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências MédicasResumo: INTRODUÇÃO: Vilosite é caracterizada por um infiltrado inflamatório no estroma das vilosidades coriais e é classificada quanto à etiologia em conhecida e desconhecida. A incidência de vilosite de etiologia desconhecida (VED) varia em diferentes países e são aventados três fatores para explicar essas diferenças: número de fragmentos examinados, critérios histológicos para o diagnóstico de vilosite e a população da qual a placenta é obtida. Clinicamente, a VED tem sido associada ao recém-nascido pequeno para a idade gestacional (RN PIG), aborto recidivante e doença hipertensiva especifica da gravidez (DHEG). Entretanto, a associação relatada de VED com o RN PIG é muito variável (7,5 a 86%) e em relação à DHEG há discordâncias. OBJETIVOS DO TRABALHO: 1| determinar a freqüência de VED, discriminando o seu padrão de distribuição no parênquima placentário e sua intensidade: numa amostra aleatória, em vários grupos clínicos constituídos por mães normotensas (NT), com DHEG e com hipertensão crônica (HC) e em RN PIG e NÃO PIG; 2) determinar o número adequado de fragmentos examinados por placenta para diagnosticar vilosite de etiologia desconhecida. MATERIAL E MÉTODOS: Foram estudadas 213 placentas de RN vivos, não gemelares e sem evidências clínicas ou sorológicas de infecção. Destas placentas, 81 pertenciam à amostra aleatória, 151 eram de mães normotensas, 37 de DHEG, 25 de hipertensão crônica, 38 de RN PIG e 175 de RN NÃO PIG. Todas estas placentas foram fixadas em formalina a 10%, sendo retirados para exame histológico 8 fragmentos do parênquima placentário, 1 de membrana e 1 de cordão umbilical. Adicionalmente, foram estudadas 47 placentas para verificar a influência do número de fragmentos examinados sobre a freqüência de vilosite e, nestes casos, as secções do parênquima placentário rotuladas de 1 a 8 foram colocadas em lâminas separadas. Todas as secções histológicas foram coradas por hematoxilina e eosina. As lesões inflamatórias foram classificadas em vilosite basal ou parenquimatosa (focal) ou mista (com ambos os componentes, parenquimatoso e basal), de acordo com a localização da vilosidade acometida em relação ã placa basal e câmara vilosa. A intensidade do processo inflamatório foi graduado em leve, moderado e intenso, conforme a quantidade de vilosidades afetadas. RESULTADOS: A freqüência de VED na amostra aleatória foi de 30,8%, sendo 67,7% de intensidade leve, 40% com padrão parenquimatoso, 36% basal e 24% mista. Entre as mães normotensas, a freqüência de VED foi de 39% (59/151), nas com DHEG 29,7% (11/37) e nas hipertensas crônicas 32% (8/25). A vilosite basal isolada, não acompanhada do componente parenquimatoso, ocorreu com uma freqüência acentuadamente maior nas normotensas (42,3%) que na DHEG (9,0%) ou com hipertensão crônica (12,5%). Nestes dois últimos grupos, a quase totalidade das vilosites tinha o componente parenquimatoso (90,9% na DHEG e 87,5% na hipertensão crônica). Em relação à intensidade da VED nos grupos maternos, embora houvesse um predomínio de vilosites leves em todos eles, observamos uma maior freqüência de vilosite moderada e intensa nas mães com hipertensão, específica ou não da gravidez (DHEG 54,5%, hipertensão crônica 37,5% vs normotensas 28,8%). No grupo dos RN a VED foi encontrada em 34,2% (13/38) dos RN PIG, não diferindo significantemente do observado entre os RN NÃO PIG (37,1%- 65/175). A vilosite basal isolada ocorreu com uma freqüência acentuadamente maior entre os RN NÃO PIG (40%), enquanto que a quase totalidade das vilosites nos RN PIG tinham o componente parenquimatoso (92,3%). A maioria das lesões nos grupos de RN era leve (PIG 69,3%, NÃO PIG 66,1%). Treze das 47 placentas estudadas para verificar a relação da freqüência de VED com o número de fragmentos examinados apresentavam vilosite. A probabilidade de diagnosticar vilosite aumentava diretamente com a quantia de fragmentos examinados, porém, acima de 5 e até 8 não houve um acréscimo significante deste diagnóstico. CONCLUSÕES: A freqüência de VED na população estudada foi alta, cerca de 30%, e não diferiu significantemente da freqüência encontrada entre mães normotensas ou com hipertensão arterial crônica ou específica da gravidez e entre RN PIG ou NÃO PIG. Esta freqüência alta é provavelmente influenciada pelo grande número de fragmentos/placenta por nós examinados, visto que a maioria das VED era de intensidade leve. A vilosite basal isolada ocorreu predominantemente em mães normotensas ou em recém-nascidos não pequenos para a idade gestacional, enquanto que em mães com doença hipertensiva específica da gravidez ou com hipertensão crônica e em recém-nascidos pequenos para a idade gestacional havia uma freqüência significantemente maior de vilosite com componente parenquimatoso. Estes achados apóiam a hipótese de que a vilosite basal isolada pode ser resultante de uma estimulação antigênica diferente daquela com componente parenquimatoso e não interfere com a nutrição fetal. Cinco fragmentos por placenta é um número adequado na rotina de patologia cirúrgica para diagnosticar VEDAbstract: INTRODUCTION: Placental villitis is a lesion which has been associated with transplacental infection of the fetus, especially with virus. Villitis of unknown etiology (VUE) is the largest category of the villitides. The reported incidence of VUE varies in different countries and three factors are considered to explain these differences: adequacy of tissue sampling, varying diagnostic criteria and true variations between the populations studied. Clinically, VUE has been associated with small-for- gestational-age infants (SGA), recurrent miscarriage and pregnancy-induced hypertension (PIH). However, the reported association of VUE and SGA infants is very variable (7,5% to 86%) and there are discordances about the relationship with PIH. THE PURPOSES OF THIS STUDY are: 1) to determine the frequency of VUE in a random sample and in various clinical groups constituted by placentas from non-complicated pregnancies (NCP), PIH, sustained chronic hypertension (SCH) and from infants small and adequate for gestational age (SAG and AGA); 2) to determine the relationship between the frequency of VUE and the number of blocks examined per placenta. MATERIAL AND METHODS: 213 placentas of singleton pregnancies without clinical or serological evidence of infection were studied. Of these placentas 81 were from random samples, 151 from NCP , 37 from PIH, 25 from SCH, 38 from SGA and 175 from AGA. The placentas were fixed in 10% formalin. Ten blocks were taken: eight from placental parenchyma, one from membranes and one from umbilical cord. Additionally, were studied 47placentas to verify the influence of the number of blocks examined per placenta on the frequency of the villositis. In these cases, the histological sections from the placental parenchyma, labeled from 1 to 8, were put on separate slides. All the histological sections were stained with hematoxylin and eosin. Cases of villitis were graded in mild, moderate and severe and classified in basal (BV), parenchymatous (PV) or mixed (MV) according to the localization of the inflammatory process. RESULTS: The frequency of VUE in the random sample was 30,8% (67,7% mild, 40% of PV pattern, 36% BV and 24% MV). Among the placentas of NCP, the frequency of VUE was 39% (59/151), in those with PIH 29,7% (11/37) and in SCH 32 % (8/25). Basal villitis not associated to a parenchymatous component (isolated basal villitis - IBV) occurred with higher frequency in placentas from NCP (42,3%) than in PIH (9%) or in SCH (12,5%). In these last two groups the majority of the villitis had a parenchymatous component ( 90,9% in PIH and 87,5% in SCH). In the newborn group VUE was found in a similar frequency in the SGA 34,2% (13/38) and AGA 37,1% (65/175), IBV occurred in a higher frequency in the AGA infants (40%) while in the SGA infants almost all villitis had the parenchymatous component (92,3%). Regarding the intensity of VUE, we found a redominance of mild villitis in all studied groups: NCP 71,18% , PIH 45,45%, SCH 62,5%, SGA infants- 69,3% and AGA infants- 66,1%. However, there was a higher frequency of moderate and severe villitis in placentas from mothers with hypertension (PIH 54,5% and SCH 37,5%) than in NCP (28,8%). The probability of the diagnosis of villositis increased directly with the quantity of blocks examined per placenta, although, above 5 blocks there was no significant increase of this diagnosis. CONCLUSION: The frequency of VUE in the population studied was high, around 30%, probably due to the great number of blocks per placenta examined by us. There was no significant difference among the frequencies of VUE found in placentas from NCP, PIH, SCH, SGA and AGA infants. Villitis with a parenchymatous component was significantly more frequent in placentas from PIH, SCH and SGA infants. Basal villitis not associated to parenchymatous component (IBV) occurred predominantly in placentas from NCP and in AGA infants, suggesting that this kind of villitis could be expression of an antigenic stimulation diverse from that with parenchymatous component and doesn't interfere with the fetal nutrition. Five blocks from placental parenchyma is the ideal quantity to the diagnosis of vilositisMestradoMestre em Anatomia Patologica[s.n.]Altemani, Albina Messias de Almeida Milani, 1953-Lopes, Vania Gloria SelamiCintra, Maria LetíciaUniversidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências MédicasPrograma de Pós-Graduação em Ciências MédicasUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINASGonzatti, Adriana Gomes da Rocha19981998-09-15T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf57 f. : il.https://hdl.handle.net/20.500.12733/1586472GONZATTI, Adriana Gomes da Rocha. Vilosite de etiologia desconhecida correlação clinico-patalogica. 1998. 57 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1586472. Acesso em: 14 mai. 2024.https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/134002porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instname:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instacron:UNICAMPinfo:eu-repo/semantics/openAccess2017-02-18T02:49:34Zoai::134002Biblioteca Digital de Teses e DissertaçõesPUBhttp://repositorio.unicamp.br/oai/tese/oai.aspsbubd@unicamp.bropendoar:2017-02-18T02:49:34Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)false
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