Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/30103/0013000000p0s |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UNISA
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2765 |
Resumo: | A maxila atrófica continua sendo desafiadora nos casos de reabilitação com implantes, sendo influenciada por fatores como técnica cirúrgica, material de enxertia e anatomia sinusal. Sabe-se que a sobrevivência de implantes instalados nessas regiões é uma tarefa árdua, principalmente diante da perfuração da membrana sinusal. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o comportamento de implantes instalados em enxertos sinusais, através de tomografias realizadas após a instalação das próteses. Foram realizadas tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC), em 20 pacientes, sendo analisados 35 seios a fim de avaliar a influência da perfuração da membrana na sobrevivência dos implantes, volume ósseo formado e perda óssea perimplantar. Os implantes permaneceram sob cargas funcionais por um período de 12 a 90 meses. TCFC foram realizadas, independentemente da sua quantidade ou tipo de reabilitação protética. Realizou-se cortes parassagitais de 1mm e as imagens foram analisadas no software CS3D Imaging (Carestream Health Inc. New York, USA). Para a mensuração da formação de osso, utilizou-se uma linha de referência traçada no ponto médio da maior altura do rebordo alveolar, paralela ao assoalho do seio maxilar, e outra linha na superfície do rebordo. A altura do rebordo alveolar foi mensurada por meio da união de duas linhas de referência tangenciando o assoalho do seio maxilar, paralela ao ponto de maior altura, utilizando a ferramenta de ângulo do CS3D Imaging. As mensurações para avaliar a perda óssea foram feitas a partir da plataforma do implante até onde se apresentava a maior perda óssea (reabsorção mais apical). Todas as medidas foram comparadas e analisadas estatisticamente através do Stata/SE (StataCoorp® versão 12.0). Quando relacionadas à perfuração da membrana e à perda de implantes foi encontrada significância estatística (valor de p= 0,002), com 41,67% de implantes perdidos em seios com perfuração da membrana sinusal e 6,12% em membranas hígidas. A altura média do enxerto ósseo formado foi maior no grupo de indivíduos que não perfurou a membrana 12,54mm (DP: 2,45), enquanto no grupo de pessoas em que houve a perfuração 10,5mm (DP: 1,0), portanto, sem significância estatística (valor de p = 0,055). A média de perda óssea perimplantar entre os indivíduos que não tiveram a membrana sinusal perfurada foi menor (média: 1,31; DP: 1,01) que a média entre os indivíduos que tiveram a membrana sinusal perfurada (média: 1,53; DP: 0,97). não sendo estatisticamente significativa (valor de p: 0,638). Foi analisada a correlação entre a altura óssea basal inicial e o ganho ósseo em altura. A média de altura inicial foi 4,33mm (DP: 1,59), e a média de ganho ósseo em altura foi de 6,24mm (DP: 3,14), com correlação negativa entre as medidas (coeficiente de correlação de Pearson: -0,5704), com significância estatística (valor de p = 0,0003). Os dados gerados por este estudo sugerem que implantes instalados em enxertos sinusais tendem a se comportar bem, desde que não haja perfuração de membrana. Houve correlação estatisticamente significativa (valor de p = 0,002) entre a perfuração da membrana e perda de implantes. |
| id |
UNISA-1_3d5783821c61a9544dcd4e2752444cb7 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:dspace.unisa.br:123456789/2765 |
| network_acronym_str |
UNISA-1 |
| network_name_str |
Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusalSeio MaxilarReabsorção AlveolarEnxerto ÓsseoImplantes DentáriosLevantamento do Assoalho do Seio MaxilarA maxila atrófica continua sendo desafiadora nos casos de reabilitação com implantes, sendo influenciada por fatores como técnica cirúrgica, material de enxertia e anatomia sinusal. Sabe-se que a sobrevivência de implantes instalados nessas regiões é uma tarefa árdua, principalmente diante da perfuração da membrana sinusal. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o comportamento de implantes instalados em enxertos sinusais, através de tomografias realizadas após a instalação das próteses. Foram realizadas tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC), em 20 pacientes, sendo analisados 35 seios a fim de avaliar a influência da perfuração da membrana na sobrevivência dos implantes, volume ósseo formado e perda óssea perimplantar. Os implantes permaneceram sob cargas funcionais por um período de 12 a 90 meses. TCFC foram realizadas, independentemente da sua quantidade ou tipo de reabilitação protética. Realizou-se cortes parassagitais de 1mm e as imagens foram analisadas no software CS3D Imaging (Carestream Health Inc. New York, USA). Para a mensuração da formação de osso, utilizou-se uma linha de referência traçada no ponto médio da maior altura do rebordo alveolar, paralela ao assoalho do seio maxilar, e outra linha na superfície do rebordo. A altura do rebordo alveolar foi mensurada por meio da união de duas linhas de referência tangenciando o assoalho do seio maxilar, paralela ao ponto de maior altura, utilizando a ferramenta de ângulo do CS3D Imaging. As mensurações para avaliar a perda óssea foram feitas a partir da plataforma do implante até onde se apresentava a maior perda óssea (reabsorção mais apical). Todas as medidas foram comparadas e analisadas estatisticamente através do Stata/SE (StataCoorp® versão 12.0). Quando relacionadas à perfuração da membrana e à perda de implantes foi encontrada significância estatística (valor de p= 0,002), com 41,67% de implantes perdidos em seios com perfuração da membrana sinusal e 6,12% em membranas hígidas. A altura média do enxerto ósseo formado foi maior no grupo de indivíduos que não perfurou a membrana 12,54mm (DP: 2,45), enquanto no grupo de pessoas em que houve a perfuração 10,5mm (DP: 1,0), portanto, sem significância estatística (valor de p = 0,055). A média de perda óssea perimplantar entre os indivíduos que não tiveram a membrana sinusal perfurada foi menor (média: 1,31; DP: 1,01) que a média entre os indivíduos que tiveram a membrana sinusal perfurada (média: 1,53; DP: 0,97). não sendo estatisticamente significativa (valor de p: 0,638). Foi analisada a correlação entre a altura óssea basal inicial e o ganho ósseo em altura. A média de altura inicial foi 4,33mm (DP: 1,59), e a média de ganho ósseo em altura foi de 6,24mm (DP: 3,14), com correlação negativa entre as medidas (coeficiente de correlação de Pearson: -0,5704), com significância estatística (valor de p = 0,0003). Os dados gerados por este estudo sugerem que implantes instalados em enxertos sinusais tendem a se comportar bem, desde que não haja perfuração de membrana. Houve correlação estatisticamente significativa (valor de p = 0,002) entre a perfuração da membrana e perda de implantes.UNISA2024-11-22T15:59:47Z2024-11-22T15:59:47Z2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfREIS, Francisco Carlos dos Santos. Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal. Orientador: Wilson Roberto Sendyk. 2024. 71 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2024.http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2765ark:/30103/0013000000p0sReis, Francisco Carlos dos Santosporreponame:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaroinstname:Universidade Santo Amaro (UNISA)instacron:UNISAinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-09-05T11:36:42Zoai:dspace.unisa.br:123456789/2765Repositório InstitucionalPRIhttps://dspace.unisa.br/server/oai/requestjesantos@prof.unisa.br || mimartins@unisa.bropendoar:2025-09-05T11:36:42Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro - Universidade Santo Amaro (UNISA)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| title |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| spellingShingle |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal Reis, Francisco Carlos dos Santos Seio Maxilar Reabsorção Alveolar Enxerto Ósseo Implantes Dentários Levantamento do Assoalho do Seio Maxilar |
| title_short |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| title_full |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| title_fullStr |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| title_full_unstemmed |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| title_sort |
Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal |
| author |
Reis, Francisco Carlos dos Santos |
| author_facet |
Reis, Francisco Carlos dos Santos |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Reis, Francisco Carlos dos Santos |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Seio Maxilar Reabsorção Alveolar Enxerto Ósseo Implantes Dentários Levantamento do Assoalho do Seio Maxilar |
| topic |
Seio Maxilar Reabsorção Alveolar Enxerto Ósseo Implantes Dentários Levantamento do Assoalho do Seio Maxilar |
| description |
A maxila atrófica continua sendo desafiadora nos casos de reabilitação com implantes, sendo influenciada por fatores como técnica cirúrgica, material de enxertia e anatomia sinusal. Sabe-se que a sobrevivência de implantes instalados nessas regiões é uma tarefa árdua, principalmente diante da perfuração da membrana sinusal. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o comportamento de implantes instalados em enxertos sinusais, através de tomografias realizadas após a instalação das próteses. Foram realizadas tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC), em 20 pacientes, sendo analisados 35 seios a fim de avaliar a influência da perfuração da membrana na sobrevivência dos implantes, volume ósseo formado e perda óssea perimplantar. Os implantes permaneceram sob cargas funcionais por um período de 12 a 90 meses. TCFC foram realizadas, independentemente da sua quantidade ou tipo de reabilitação protética. Realizou-se cortes parassagitais de 1mm e as imagens foram analisadas no software CS3D Imaging (Carestream Health Inc. New York, USA). Para a mensuração da formação de osso, utilizou-se uma linha de referência traçada no ponto médio da maior altura do rebordo alveolar, paralela ao assoalho do seio maxilar, e outra linha na superfície do rebordo. A altura do rebordo alveolar foi mensurada por meio da união de duas linhas de referência tangenciando o assoalho do seio maxilar, paralela ao ponto de maior altura, utilizando a ferramenta de ângulo do CS3D Imaging. As mensurações para avaliar a perda óssea foram feitas a partir da plataforma do implante até onde se apresentava a maior perda óssea (reabsorção mais apical). Todas as medidas foram comparadas e analisadas estatisticamente através do Stata/SE (StataCoorp® versão 12.0). Quando relacionadas à perfuração da membrana e à perda de implantes foi encontrada significância estatística (valor de p= 0,002), com 41,67% de implantes perdidos em seios com perfuração da membrana sinusal e 6,12% em membranas hígidas. A altura média do enxerto ósseo formado foi maior no grupo de indivíduos que não perfurou a membrana 12,54mm (DP: 2,45), enquanto no grupo de pessoas em que houve a perfuração 10,5mm (DP: 1,0), portanto, sem significância estatística (valor de p = 0,055). A média de perda óssea perimplantar entre os indivíduos que não tiveram a membrana sinusal perfurada foi menor (média: 1,31; DP: 1,01) que a média entre os indivíduos que tiveram a membrana sinusal perfurada (média: 1,53; DP: 0,97). não sendo estatisticamente significativa (valor de p: 0,638). Foi analisada a correlação entre a altura óssea basal inicial e o ganho ósseo em altura. A média de altura inicial foi 4,33mm (DP: 1,59), e a média de ganho ósseo em altura foi de 6,24mm (DP: 3,14), com correlação negativa entre as medidas (coeficiente de correlação de Pearson: -0,5704), com significância estatística (valor de p = 0,0003). Os dados gerados por este estudo sugerem que implantes instalados em enxertos sinusais tendem a se comportar bem, desde que não haja perfuração de membrana. Houve correlação estatisticamente significativa (valor de p = 0,002) entre a perfuração da membrana e perda de implantes. |
| publishDate |
2024 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2024-11-22T15:59:47Z 2024-11-22T15:59:47Z 2024 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
REIS, Francisco Carlos dos Santos. Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal. Orientador: Wilson Roberto Sendyk. 2024. 71 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2024. http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2765 |
| dc.identifier.dark.fl_str_mv |
ark:/30103/0013000000p0s |
| identifier_str_mv |
REIS, Francisco Carlos dos Santos. Análise retrospectiva do comportamento de implantes instalados na maxila posterior em relação à integridade da membrana sinusal. Orientador: Wilson Roberto Sendyk. 2024. 71 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2024. ark:/30103/0013000000p0s |
| url |
http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2765 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
UNISA |
| publisher.none.fl_str_mv |
UNISA |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro instname:Universidade Santo Amaro (UNISA) instacron:UNISA |
| instname_str |
Universidade Santo Amaro (UNISA) |
| instacron_str |
UNISA |
| institution |
UNISA |
| reponame_str |
Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro |
| collection |
Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro - Universidade Santo Amaro (UNISA) |
| repository.mail.fl_str_mv |
jesantos@prof.unisa.br || mimartins@unisa.br |
| _version_ |
1846690526281072640 |