Efeito da sinvastatina e do propranolol no desenvolvimento da lesão periapical de ratos submetidos ao estresse

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Minhoto, Giovanna Bignoto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/242941
Resumo: Uma vez que o estresse crônico pode estimular o sistema nervoso simpático, diminuindo a resposta imune, favorecendo a perda óssea frente a um processo inflamatório, os objetivos deste estudo foram: 1) Avaliar os efeitos de modelos de indução de estresse no desenvolvimento da periodontite apical (P.a) e avaliar o nível de estresse gerado pelos mesmos; 2) A partir do melhor protocolo de estresse obtido foi avaliado o perfil inflamatório da PA induzida em animais sob condições de estresse, utilizando sistemicamente a Sinvastatina, Propranolol e a Sinvastatina associada ao propranolol. Na primeira parte foram utilizados 32 ratos Wistar (N=8) divididos aleatoriamente em: SE: sem estresse, sem periodontite apical (P.a); SE+P.a: sem estresse, com P.A; EP+P.a: Estresse previsível + P.a; EI+P.a: estresse imprevisível + P.a. Os animais foram submetidos ao estresse crônico por 42 dias sendo que no dia 21 foi induzida a P.a. Para comprovação do estresse foram utilizadas análises de peso e comportamentais de campo aberto (CA) e labirinto em y (Y). Foram realizadas análises micro tomográfica e histológica para avaliar o efeito de ambas as metodologias sobre a progressão da P.a. Os dados foram avaliados estatisticamente. Observou-se que não houve diferença no ganho de peso entre os animais SE e SE+P.a. Em relação aos grupos estressados o grupo estresse imprevisível apresentou menor ganho de peso quando comparado ao grupo sem estresse. Nos testes comportamentais, Y e CA observou-se um mesmo padrão de comportamento nos animais do grupo SE e SE+P.a (p>0.05). Verificou-se diferenças entre os grupos SE+P.a e EI +P.a no volume da lesão periapical, mas não houve diferença entre os protocolos de estresse. A Análise histológica mostrou maior área de P.a nos animais do grupo EI+P.a o que também foi observado pela análise microtomográfica. Na segunda etapa foram utilizados 48 animais divididos em 5 grupos (N=8): SE+P.a: sem estresse e com P.a; E+SS: Estresse + Periodontite Apical + soro; E+SN: Estresse + Periodontite Apical + Sinvastatina; E+P: Estresse + Periodontite Apical + Propranolol e S+SN+P: Estresse + Periodontite Apical + Sinvastatina + Propranolol. O protocolo de estresse utilizado foi o estresse crônico imprevisível por 42 dias. Realizou-se análises de peso e comportamentais de labirinto em y e campo aberto. Após a eutanásia foram realizadas as análises microtomográfica e a análise histológica e histomorfométrica. Os valores obtidos foram analisados estatisticamente.Observou-se que todos os grupos medicados apresentaram ganho de peso maior do que o grupo solução salina. No grupo Sinvastatina e no grupo Propranolol, os animais apresentaram maior atividade locomotora do que no grupo Solução salina. O volume da P.a foi significativamente menor nos grupos Sinvastatina e Propranolol quando comparado ao grupo solução salina. Na análise histológica observou-se que a área da lesão foi significativamente menor nos animais do grupo Sinvastatina quando comparado ao da solução salina, bem como menor intensidade e extensão do infiltrado inflamatório. Concluindo-se que o estresse crônico imprevisível aumenta a perda óssea periapical em animais com PA induzida. Além disso, concluiu-se que tanto a Sinvastatina quanto o Propranolol reduze o estresse crônico, reduzindo a perda óssea nestes animais.
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Na primeira parte foram utilizados 32 ratos Wistar (N=8) divididos aleatoriamente em: SE: sem estresse, sem periodontite apical (P.a); SE+P.a: sem estresse, com P.A; EP+P.a: Estresse previsível + P.a; EI+P.a: estresse imprevisível + P.a. Os animais foram submetidos ao estresse crônico por 42 dias sendo que no dia 21 foi induzida a P.a. Para comprovação do estresse foram utilizadas análises de peso e comportamentais de campo aberto (CA) e labirinto em y (Y). Foram realizadas análises micro tomográfica e histológica para avaliar o efeito de ambas as metodologias sobre a progressão da P.a. Os dados foram avaliados estatisticamente. Observou-se que não houve diferença no ganho de peso entre os animais SE e SE+P.a. Em relação aos grupos estressados o grupo estresse imprevisível apresentou menor ganho de peso quando comparado ao grupo sem estresse. Nos testes comportamentais, Y e CA observou-se um mesmo padrão de comportamento nos animais do grupo SE e SE+P.a (p>0.05). Verificou-se diferenças entre os grupos SE+P.a e EI +P.a no volume da lesão periapical, mas não houve diferença entre os protocolos de estresse. A Análise histológica mostrou maior área de P.a nos animais do grupo EI+P.a o que também foi observado pela análise microtomográfica. Na segunda etapa foram utilizados 48 animais divididos em 5 grupos (N=8): SE+P.a: sem estresse e com P.a; E+SS: Estresse + Periodontite Apical + soro; E+SN: Estresse + Periodontite Apical + Sinvastatina; E+P: Estresse + Periodontite Apical + Propranolol e S+SN+P: Estresse + Periodontite Apical + Sinvastatina + Propranolol. O protocolo de estresse utilizado foi o estresse crônico imprevisível por 42 dias. Realizou-se análises de peso e comportamentais de labirinto em y e campo aberto. Após a eutanásia foram realizadas as análises microtomográfica e a análise histológica e histomorfométrica. Os valores obtidos foram analisados estatisticamente.Observou-se que todos os grupos medicados apresentaram ganho de peso maior do que o grupo solução salina. No grupo Sinvastatina e no grupo Propranolol, os animais apresentaram maior atividade locomotora do que no grupo Solução salina. O volume da P.a foi significativamente menor nos grupos Sinvastatina e Propranolol quando comparado ao grupo solução salina. Na análise histológica observou-se que a área da lesão foi significativamente menor nos animais do grupo Sinvastatina quando comparado ao da solução salina, bem como menor intensidade e extensão do infiltrado inflamatório. Concluindo-se que o estresse crônico imprevisível aumenta a perda óssea periapical em animais com PA induzida. Além disso, concluiu-se que tanto a Sinvastatina quanto o Propranolol reduze o estresse crônico, reduzindo a perda óssea nestes animais.Since chronic stress can stimulate the sympathetic nervous system, decreasing the immune response, favoring bone loss in the face of an inflammatory process, the objectives of this study were: 1) To evaluate the effects of stress induction models on the development of apical periodontitis (P.a) and assess the level of stress generated by them; 2) Based on the best stress protocol obtained, the inflammatory profile of BP induced in animals under stress conditions was evaluated, systemically using Simvastatin, Propranolol and Simvastatin associated with propranolol. In the first part, 32 Wistar rats (N=8) were randomly divided into: SE: without stress, without apical periodontitis (P.a); SE+P.a: without stress, with P.A; EP+P.a: Predictable stress + P.a; EI+P.a: unpredictable stress + P.a. The animals were subjected to chronic stress for 42 days, and on the 21st, P.a. To prove the stress, weight and behavioral analyzes of open field (CA) and maze in y (Y) were used. Micro tomographic and histological analyzes were performed to evaluate the effect of both methodologies on the progression of P.a. Data were statistically evaluated. It was observed that there was no difference in weight gain between SE and SE+P.a animals. In relation to the stressed groups, the unpredictable stress group showed less weight gain when compared to the non-stress group. In the behavioral tests, Y and CA, the same pattern of behavior was observed in animals from the SE and SE+P.a groups (p>0.05). There were differences between groups SE+P.a and EI +P.a in the volume of the periapical lesion, but there was no difference between the stress protocols. The histological analysis showed a greater area of P.a in the animals from the EI+P.a group, which was also observed by the microtomographic analysis. In the second stage, 48 animals were divided into 5 groups (N=8): SE+P.a: without stress and with P.a; E+SS: Stress + Apical Periodontitis + serum; E+SN: Stress + Apical Periodontitis + Simvastatin; E+P: Stress + Apical Periodontitis + Propranolol and S+SN+P: Stress + Apical Periodontitis + Simvastatin + Propranolol. The stress protocol used was unpredictable chronic stress for 42 days. Weight and behavioral analyzes of y-maze and open field were performed. After euthanasia, microtomographic analysis and histological and histomorphometric analysis were performed. The values obtained were statistically analyzed. It was observed that all medicated groups had greater weight gain than the saline group. In the Simvastatin group and in the Propranolol group, the animals showed greater locomotor activity than in the Saline group. The BP volume was significantly lower in the Simvastatin and Propranolol groups when compared to the saline group. In the histological analysis, it was observed that the area of the lesion was significantly smaller in the animals of the Simvastatin group when compared to the saline solution, as well as lower intensity and extension of the inflammatory infiltrate. Concluding that unpredictable chronic stress increases periapical bone loss in animals with induced AP. In addition, it was concluded that both Simvastatin and Propranolol reduce chronic stress, reducing bone loss in these animals.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Valera, Marcia Carneiro [Unesp]Khoury, Rayana DuarteUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Minhoto, Giovanna Bignoto2023-04-12T14:40:03Z2023-04-12T14:40:03Z2023-03-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/24294133004145070P8porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-11-19T15:00:58Zoai:repositorio.unesp.br:11449/242941Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-11-19T15:00:58Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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