Participação da área septal medial na resposta pressora produzida pela injeção intravenosa de pilocarpina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pio, Lineker Vieira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/318236
https://orcid.org/0009-0000-1774-4063
Resumo: O estudo de substâncias sialagogas tem interesse clínico pela utilidade que elas têm em pacientes com reduzida secreção salivar. Entre essas substâncias destacam-se os agonistas colinérgicos e entre esses um dos mais importantes é a pilocarpina. Além de induzir a salivação, a mesma dose de pilocarpina injetada intraperitoneamente (ip) também produz respostas pressoras e dipsogênicas. Vários trabalhos realizados em nosso laboratório demonstraram que além de sua ação direta nas glândulas salivares, a pilocarpina injetada perifericamente também ativa mecanismos centrais para produzir salivação. Uma área central importante para a salivação e resposta dipsogênica produzida pela pilocarpina injetada perifericamente é a área septal medial (ASM). Assim, a proposta do presente estudo foi investigar se a resposta pressora produzida pela pilocarpina injetada intravenosamente (iv) poderia ser modificada pelo bloqueio de receptores muscarínicos específicos (M1, M2, M3 e/ou M4) na ASM. Para o presente estudo, foram utilizados ratos Holtzman, com peso variando entre 250 e 350 gramas com cânulas de aço inoxidável implantadas na ASM. A pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) foram registradas em ratos não anestesiados submetidos à canulação prévia (um dia antes do registro). Terminados os experimentos, os cérebros foram retirados, processados histologicamente e analisados para se localizar os pontos das injeções na ASM. No primeiro dia de registro os animais receberam injeção de pirenzepina (antagonista muscarínico M1, 50 nmol/0,5 µl), metoctramina (antagonista muscarínico M2/M4, 50 nmol/0,5 µl), 4-DAMP (antagonista muscarínico M1/M3, 20 nmol/0,5 µl), tropicamide (antagonista muscarínico M4, 50 nmol/0,5 µl) ou salina (controle) na ASM e em seguida (15 minutos após) receberam pilocarpina (0,5 mg/kg de peso corporal) iv. Um dia após o primeiro registro da PAM e FC, os mesmos animais foram submetidos a um segundo registro onde receberam novamente injeção de antagonista ou salina na ASM + pilocarpina iv de forma contrabalanceada em relação ao dia anterior. Os resultados mostraram que a injeção de pilocarpina iv após a administração de salina (controle) na ASM resultou em um aumento significativo da PAM (40 ± 5, vs salina: 3 ± 1 mmHg). Após a injeção de pirenzepina na ASM, a injeção de pilocarpina iv produziu um menor aumento da PAM (25 ± 7 mmHg). O tratamento com metoctramina, 4-DAMP ou tropicamide na ASM não modificou a resposta pressora produzida pela injeção iv de pilocarpina (aumentos da PAM de 42 ± 16, 54 ± 9, 38 ± 2 mmHg, respectivamente). A injeção de pirenzepina, metoctramina, 4-DAMP ou tropicamide na ASM não produziu modificações significantes da PAM. A injeção de pilocarpina iv e dos antagonistas na ASM sozinhos ou combinados não produziram modificações significantes da FC. Portanto, os resultados obtidos sugerem que a resposta pressora produzida pela pilocarpina injetada iv depende da ativação de receptores muscarínicos M1 da ASM. Adicionalmente, os resultados confirmam a importância da ASM para as respostas produzidas pela pilocarpina injetada perifericamente
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Uma área central importante para a salivação e resposta dipsogênica produzida pela pilocarpina injetada perifericamente é a área septal medial (ASM). Assim, a proposta do presente estudo foi investigar se a resposta pressora produzida pela pilocarpina injetada intravenosamente (iv) poderia ser modificada pelo bloqueio de receptores muscarínicos específicos (M1, M2, M3 e/ou M4) na ASM. Para o presente estudo, foram utilizados ratos Holtzman, com peso variando entre 250 e 350 gramas com cânulas de aço inoxidável implantadas na ASM. A pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) foram registradas em ratos não anestesiados submetidos à canulação prévia (um dia antes do registro). Terminados os experimentos, os cérebros foram retirados, processados histologicamente e analisados para se localizar os pontos das injeções na ASM. No primeiro dia de registro os animais receberam injeção de pirenzepina (antagonista muscarínico M1, 50 nmol/0,5 µl), metoctramina (antagonista muscarínico M2/M4, 50 nmol/0,5 µl), 4-DAMP (antagonista muscarínico M1/M3, 20 nmol/0,5 µl), tropicamide (antagonista muscarínico M4, 50 nmol/0,5 µl) ou salina (controle) na ASM e em seguida (15 minutos após) receberam pilocarpina (0,5 mg/kg de peso corporal) iv. Um dia após o primeiro registro da PAM e FC, os mesmos animais foram submetidos a um segundo registro onde receberam novamente injeção de antagonista ou salina na ASM + pilocarpina iv de forma contrabalanceada em relação ao dia anterior. Os resultados mostraram que a injeção de pilocarpina iv após a administração de salina (controle) na ASM resultou em um aumento significativo da PAM (40 ± 5, vs salina: 3 ± 1 mmHg). Após a injeção de pirenzepina na ASM, a injeção de pilocarpina iv produziu um menor aumento da PAM (25 ± 7 mmHg). O tratamento com metoctramina, 4-DAMP ou tropicamide na ASM não modificou a resposta pressora produzida pela injeção iv de pilocarpina (aumentos da PAM de 42 ± 16, 54 ± 9, 38 ± 2 mmHg, respectivamente). A injeção de pirenzepina, metoctramina, 4-DAMP ou tropicamide na ASM não produziu modificações significantes da PAM. A injeção de pilocarpina iv e dos antagonistas na ASM sozinhos ou combinados não produziram modificações significantes da FC. Portanto, os resultados obtidos sugerem que a resposta pressora produzida pela pilocarpina injetada iv depende da ativação de receptores muscarínicos M1 da ASM. Adicionalmente, os resultados confirmam a importância da ASM para as respostas produzidas pela pilocarpina injetada perifericamenteThe study of sialagogue substances has clinical interest because of their use in patients with reduced salivary secretion. Among these substances, cholinergic agonists have an important role and from these pilocarpine is one of the most important. Besides salivation, the same dose of pilocarpine injected intraperitoneally (ip) also produces pressor and dipsogenic responses. Several studies from our laboratory have demonstrated that in addition to its action on salivary glands, pilocarpine injected peripherally also activates central mechanisms to produce salivation. A central area important for salivation and dipsogenic responses to pilocarpine injected peripherally is the medial septal area (MSA). Therefore, the proposal of the present study was to investigate if the pressor response produced by pilocarpine injected intravenously (iv) would be modified by the blockade of specific muscarinic receptors (M1, M2, M3 and/or M4) in the MSA. For the present study, male Holtzman rats weighing 250 to 350 g received stainless steel cannulas. Mean arterial pressure (MAP) and heart rate (HR) were recorded in non anesthetized rats with previous femoral artery cannulation (one day before ). At the end of the experiments, brains were removed, processed histologically and analyzed to confirm the injections into the MSA. In the first day of recording the animals received injection of pirenzepine (muscarinic M1 antagonist, 50 nmol/0,5 µl), metoctramine (muscarinic M2/M4 antagonist, 50 nmol/0,5 µl), 4-DAMP (muscarinic M1/M3 antagonist, 20 nmol/0,5 µl), tropicamide (muscarinic M4 antagonist, 50 nmol/0,5 µl) or saline (control) in the MSA followed 15 minutes later by iv injection of pilocarpine (0,5 mg/kg of body weight). In the next day, MAP and HR were recorded again in the same animals and they received again injection of antagonist or saline into the MSA + pilocarpine iv in a counterbalanced design compared to the previous day. The results showed that iv injection of pilocarpine after saline into the MSA produced a significant increase in MAP (40 ± 5, vs. saline: 3 ± 1 mmHg). After pirenzepine injection into the MSA, the injection of pilocarpine iv produced a reduced increase of MAP (25 ± 7 mmHg). The injection of metoctramine, 4-DAMP or tropicamide into the MSA produced no change in the pressor response produced by iv pilocarpine (MAP increases of 42 ± 16, 54 ± 9, 38 ± 2 mmHg, respectively). The injection of pirenzepine, metoctramine, 4-DAMP or tropicamide into the MSA produced no significant change in MAP. The injection of pilocarpine iv and antagonists into the MSA alone or combined produced no significant change in HR. Therefore, the present results suggest that the pressor response to pilocarpine iv depends on the activation of muscarinic M1 receptors in the MSA. In addition the results confirm the importance of MSA for the responses produced by pilocarpine injected peripherallyCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)88887.840275/2023-00Universidade Estadual Paulista (Unesp)Menani, José VanderleiUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Menani, José Vanderlei [UNESP]Roncari, CamilaKatayama, Pedro Lourenço [UNESP]De Oliveira, Lisandra BrandinoJúnior, Bolival Aparecido Mendonça [UNESP]Pio, Lineker Vieira [UNESP]2026-01-09T12:58:10Z2025-11-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPio LV. Participação da área septal medial na resposta pressora produzida pela injeção intravenosa de pilocarpina [Dissertação de mestrado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 2025.https://hdl.handle.net/11449/31823633001014037P49879547309103636https://orcid.org/0009-0000-1774-4063porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2026-01-10T05:01:12Zoai:repositorio.unesp.br:11449/318236Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-01-10T05:01:12Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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