A produção da incongruência por duas crianças pequenas: dados de humor na infância

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Gouvêa, Caroline Prado [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/244673
Resumo: Considerando a incongruência como uma ruptura no diálogo e como um dos elementos que podem levar ao humor (DEL RÉ et al. 2015, 2019), o objetivo desta pesquisa é analisar dados de fala de duas crianças: S., analisada em estudos anteriores e, em paralelo, G., ambas entre 3;2 e 4;1 anos. Tendo os primeiros dados como parâmetro, para olhar para os dados da segunda criança, e observando se as duas compreendem as incongruências que geram humor, produzidas no diálogo entre elas e seus interlocutores, e se as incorporam em seus enunciados, produzindo, elas próprias, rupturas. Este trabalho faz parte de um projeto mais amplo sobre o humor na linguagem de crianças brasileiras e francesas, financiado pelo CNPq e pelo projeto CAPES-PRINT, em colaboração com pesquisadores do Brasil e da França. Uma abordagem dialógico-discursiva (DEL RÉ et al., 2014 a e b, DEL RÉ et al., 2021) e multimodal (CAVALCANTE, 2015, 2018, 2019; KENDON, 1982; MCNEILL, 2000, 2005) foi utilizada, seguindo as teorias de Bakhtin e do Círculo (BAKHTIN, 2003, 2016; VOLOCHINÓV, 2013, 2017), as quais consideram que o sujeito se constitui na e pela linguagem, através da relação com o outro e com outros discursos. Os dados de fala das crianças S. e G., utilizados como base para esta pesquisa, registrados de forma naturalística, e que pertencem ao banco de dados do grupo NALingua-CNPq (DEL RÉ et al. 2016), foram transcritos nas normas CHAT, do programa CLAN, disponível na plataforma CHILDES (MACWHINNEY, 2000). Resultados anteriores (GOUVÊA, 2020) mostraram que S. compreendia e incorporava em seu discurso as incongruências produzidas por seus interlocutores, assim buscou-se verificar se o mesmo acontecia nos dados da criança G., como também observar se os tipos de incongruência se assemelham aos encontrados em S., e se ambos servem de modelo – ou não – para a produção infantil. Embora não tenhamos encontrado todos os tipos de S. nos dados de G., os resultados atuais demonstram que G. também compreende e produz incongruências, indicando que o humor está presente desde muito cedo na linguagem da criança pequena, como é o caso das duas crianças analisadas.
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spelling A produção da incongruência por duas crianças pequenas: dados de humor na infânciaThe production of incongruity by two young children: childhood humor dataIncongruênciaHumorCriançaIncongruityChildConsiderando a incongruência como uma ruptura no diálogo e como um dos elementos que podem levar ao humor (DEL RÉ et al. 2015, 2019), o objetivo desta pesquisa é analisar dados de fala de duas crianças: S., analisada em estudos anteriores e, em paralelo, G., ambas entre 3;2 e 4;1 anos. Tendo os primeiros dados como parâmetro, para olhar para os dados da segunda criança, e observando se as duas compreendem as incongruências que geram humor, produzidas no diálogo entre elas e seus interlocutores, e se as incorporam em seus enunciados, produzindo, elas próprias, rupturas. Este trabalho faz parte de um projeto mais amplo sobre o humor na linguagem de crianças brasileiras e francesas, financiado pelo CNPq e pelo projeto CAPES-PRINT, em colaboração com pesquisadores do Brasil e da França. Uma abordagem dialógico-discursiva (DEL RÉ et al., 2014 a e b, DEL RÉ et al., 2021) e multimodal (CAVALCANTE, 2015, 2018, 2019; KENDON, 1982; MCNEILL, 2000, 2005) foi utilizada, seguindo as teorias de Bakhtin e do Círculo (BAKHTIN, 2003, 2016; VOLOCHINÓV, 2013, 2017), as quais consideram que o sujeito se constitui na e pela linguagem, através da relação com o outro e com outros discursos. Os dados de fala das crianças S. e G., utilizados como base para esta pesquisa, registrados de forma naturalística, e que pertencem ao banco de dados do grupo NALingua-CNPq (DEL RÉ et al. 2016), foram transcritos nas normas CHAT, do programa CLAN, disponível na plataforma CHILDES (MACWHINNEY, 2000). Resultados anteriores (GOUVÊA, 2020) mostraram que S. compreendia e incorporava em seu discurso as incongruências produzidas por seus interlocutores, assim buscou-se verificar se o mesmo acontecia nos dados da criança G., como também observar se os tipos de incongruência se assemelham aos encontrados em S., e se ambos servem de modelo – ou não – para a produção infantil. Embora não tenhamos encontrado todos os tipos de S. nos dados de G., os resultados atuais demonstram que G. também compreende e produz incongruências, indicando que o humor está presente desde muito cedo na linguagem da criança pequena, como é o caso das duas crianças analisadas.Considering the incongruity as a rupture in the dialogue and as one of the elements that can lead to humor (DEL RÉ et al. 2015, 2019), the objective of this research is to analyze speech data from two children, S., analyzed in previous studies, and, in parallel G., both between 3;2 and 4;1 years. Using the first data as a parameter to look at the second data, and observing if both of them understand the incongruities that leads to humor, produced in the dialogue among them and their interlocutors, and if they incorporate these incongruities in their statements, producing incongruities by themselves. This work is part of a broader project about humor in the language of Brazilian and French children, funded by CNPq and the CAPES-PRINT project, in collaboration with researchers from Brazil and France. A dialogic-discursive approach (DEL RÉ et al., 2014 a and b, DEL RÉ et al. 2021) and multimodal (CAVALCANTE, 2015, 2018, 2019; KENDON, 1982; MCNEILL, 2000, 2005) was used, following the theories of Bakhtin and the Circle (BAKHTIN, 2003, 2016; VOLOCHINÓV, 2013, 2017), which consider that the subject is constituted in and through language, through the relationship with the other and with other discourses. The speech data from the children S. and G., were base and belong to the database of the NALingua-CNPq group (DEL RÉ et al, 2016), which were recorded in a naturalistic way and transcribed in the CHAT standards, of the CLAN program, available on the CHILDES platform (MACWHINNEY, 2000). Previous results (GOUVÊA, 2020) showed that S. understood and incorporated in her speech the incongruities produced by her interlocutors, so we seek to verify if the same happened in the data of the child G. and to observe if the types of incongruity are similar to those found in S., if both serve as models – or not – for children’s production. Although we did not find all the types of incongruity of S. in G’s data, the current results show that G. also understands and produces incongruities, showing that humor is present since a very early age in young children's language, as it is the case with the two analyzed children.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Del Ré, Alessandra [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Gouvêa, Caroline Prado [UNESP]2023-07-20T14:02:46Z2023-07-20T14:02:46Z2021-12-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/24467333004030009P4porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-04-16T06:00:04Zoai:repositorio.unesp.br:11449/244673Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-04-16T06:00:04Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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